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Humor-->O caso do paletó preto -- 04/05/2006 - 12:23 (maria da graça almeida) Siga o Autor Destaque este autor Destaque este Texto Envie Outros Textos
O caso do paletó preto
maria da graça almeida

Diego anda no chão; Bruno caminha nas nuvens.
Diego vive dos números; Bruno, dos sonhos.
Diego tem calculadora no anzol; Bruno, no anzol, carrega estrelas.
À gula do tubarão, Diego serve salmão; à goela da baleia Bruno oferece sereias.
Irmãos tão parecidos! A matemática e o cinema...
Nos esses e erres...cariocas da gema.
--------------------------------------------------------------------------------------------
Diego, o mais novo, compra ternos, Bruno, o artista, batas coloridas e tênis laranja.
Em dias de festa, obriga-se a solicitar ao irmão uma veste no capricho.
As calças meio curtas, é claro, Diego é pouco mais baixo; as mangas mostram os punhos, Bruno tem braços mais longos.
Ainda assim, Diego cede ao pedido, empresta-lhe o terno.
Bruno sai satisfeito. Diego fica ressabiado...

Os diálogos? Sempre, mais ou menos, assim - afinal, não sou carioca, posso errar a dose-:
-Pô cara, descola-me aí um terno "manero"...
- De novo?
-Quebra essa, a festa é "clássica".
-Caraca, Bruno, tu não "perde" a vez, heim?
-Pô, cara, o que é que custa? Tu "tem" tantos aí ...
- Uso para o trabalho, você para festa. Veja lá,
me traga o terno inteiro, moleque!
- Demorô, cara!

Lá pelas tantas, Diego dorme e Bruno chega.
Sem cerimônia, acorda o irmão:
- Ô cara, não sabe o que aconteceu!
- Diz logo, moleque!
- O terno...
- O quê?
- Não, cara, o terno não, só o paletó...
-Fala logo, Bruno, o que foi?
-Lá depois de um tal vinhozinho, mermão,
senti um calor sinistro, tirei o paletó. Deixei-o bem arrumado,
na cadeira. E na hora de sair... cadê o paletó?
- Cadê, pergunto eu, Bruno, cadê o paletó?
- Procurei por toda parte, olhei aqui, olhei ali, perguntei até a uma senhora que estava ao lado de um paletó preto: minha senhora, este paletó é seu? Ela respondeu-me, até assim... meio ríspida: Claro que não, meu rapaz! Ai, eu disse a ela: senhora, se esse paletó não é seu... então só pode ser meu! Apanhei-o e saí! Veja, Diego ele até se parece com o seu, eu só achei a manga meio curta, coisa pouca - explica Bruno tentando animar o outro – a cor é a mesma, mermão!
-Não acredito, Bruno, você pegou o paletó de outra pessoa?
-Claro, cara, pegaram o meu, tive de apanhar o de alguém! No mínimo!... Fazer o quê? Estava mesmo sobrando um paletó...resolvi dois problemas, o do paletó esquecido e o meu! Normal!
- Bruno! Ficou maluco?
Diego apanha o paletó, irritado, e, quando mete a mão no bolso, encontra um cartão. Levanta-o até os olhos e lê:

Diego S.
auditor

-BRUNO, ESTE PALETÓ É MEU!- diz, sonoramente-.
Bruno olha-o, perplexo:
- Cara, não acredito! Milagre, pô, milagre! - alarga o sorriso
e levanta as mãos para o céu-.
------------------------------------------------
E depois dizem que milagres não existem...








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