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Erótico-->O BÊBADO ESTUPRADO NA DELEGACIA. -- 10/04/2008 - 19:19 (Henrique César Pinheiro) Siga o Autor Destaque este autor Destaque este Texto Envie Outros Textos
Viver no interior tem lá suas vantagens. A vida flui. Tudo é motivo de conversa. Os comentários às coisas mais bizarras se sucedem e tem um valor especial. As pessoas se dão. Todos se conhecem e a vida transcorre preguiçosamente, sem qualquer pressa. Sem as correrias das grandes cidades.

Embora hoje não seja mais um lugar sossegado com outrora, pois a violência campeia Brasil todo; de Norte a Sul, de Leste a Oeste, passando pelas zonas intermediárias: Sudeste, Nordeste. As drogas, os assaltos se sucedem em todas as partes. Mesmo assim, ainda é menos perigoso do que nas grandes cidades, e vale a pena se viver pelos interiores. Vive-se mais.

Entretanto, como ia dizendo as pessoas conversam. As conversas se sucedem e todos se conhecem. Uma história é contada anos a fio. Todo mundo, quando acontece qualquer novidade, sabe e passa a história a diante.

Mas este causo sucedeu-se numa cidadezinha do interior cearense. É um caso bem pitoresco devido ao inusitado final.

Pois bem. Numa cidade do interior do Ceará um sujeito bebeu suas cachaças e resolve, como um bom bêbado, botar boneco, a prontar, com se diz por aqui. Ou seja, resolveu criar confusões. E passou o dia todo naquela de beber cachaça, provocar brigas, arranjar encrencas.

Depois de muito perturbar a paz da cidadezinha, o sujeito foi preso. O delegado não teve a menor contemplação com o sujeito e o meteu no xilindró.

Bêbado, o sujeito foi jogado dentro de uma cela. Numa cela de delegacia, onde cabem cinco mais tem cinqüenta cem.

Jogaram o sujeito lá como se joga um saco de lixo. Dentro daquela cela imunda e cheia de presos de toda espécie. Ladrão, maconheiro, traficante – tem no interior também, assassino.

Enfim junto a uma corja de marginais da pior espécie, embora o sujeito fosse apenas um bêbado chato, que mesmo criando casos não podia ser considerado perigoso à sociedade e devesse ser preso junto com tais elementos, embora precisasse de um corretivo para melhorar de comportamento.

Nessas prisões, sabe-se que a vida é difícil. O sujeito se vira como pode. O mais forte manda no pedaço e faz o que bem entende. Decide a vida na cadeia. E quando chega um novato, esse tem logo que entrar no esquema lá de dentro.

E com o pobre coitado não foi diferente.
Jogado dentro da prisão, foi logo agarrado por um negrão de uns dois metros de altura por dois de largura. Um armário que mandava ali. O negrão já pegou o pobre coitado. Um sujeito pequeno e franzino que não tinha nem como esboçar qualquer reação. E mesmo se quisesse, sabe-se que na cadeia prevalecem as guangues. Normalmente, o chefão conta com uma turma de apoio e quando decide fazer qualquer coisa, sempre se vale, além de sua força física, da força dos demais membros. E assim, não tem como se reagir. E foi o que aconteceu com o coitado.

Subjugado pela força física do negrão. Não teve como resistir., Ou seja, quando jogado dentro da prisão, o negrão, que há tempo vinha morando naquela localidade; primeiro por ser grátis a moradia e a comida; depois por não ter que trabalhar, gastar dinheiro com roupa, transporte, essas coisas que pagamos, e não via mulher há tempos, resolver fazer amor com o coitado do bêbado naquele mesmo dia. E ali mesmo na maior, quase que na frente de todos, isolados apenas pela porta da privada da cadeia.

Sem forças para resistir, ao bêbado não restou outra coisa sem deixar rolar, mesmo a contra gosto, mas fazer o que. Brigar. Não tinha força e mesmo assim, além de apanhar ainda seria comido de qualquer forma. Eram duas opções. Todas duas horríveis.Mas dos males o menor, se era de apanhar e ser comido. Preferível ser comido sem apanhar. Pensou assim o coitado. E deixou correr.

À força foi levado para a privada. Lá o negrão arrochou o coitado. Fez o que achava que devia. Como estava a perigo, e naquele prazer enorme que estava sentindo, na hora que estava gozando, agarrando o coitado do bêbado pelo pescoço, o negrão não resistiu e exclamou:

- Eu te amo!

O coitado do bêbado, com um baita negrão em cima dele e agüentando uma vara dura dentro dele, desesperado, chorando para que aquilo terminasse logo disse:

- Ama não. Se tu me amasse, não fazia isso com eu.

Depois de solto, de tanta vergonha, desapareceu da sua cidade natal, onde tinha uma vida pobre mais digna, e somente voltou muitos anos depois, quando supunha ele que todos já tivesse esquecido o ocorrido e a vergonha passado.

HENRIQUE CÉSAR PINHEIRO
MARÇO/2008
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