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Crônicas-->CRONICAS ERÓTICAS: O TÍMIDO (2) -- 28/06/2012 - 20:51 (Edmar Guedes Corrêa****) Siga o Autor Destaque este autor Destaque este Texto Envie Outros Textos

Embora já fosse um rapazola de dezesseis anos, ainda não havia conhecido mulher. Aliás, só de pensar em estar com uma – e ele pensava muito nelas nos devaneios de seu gozo solitário – era motivo para se enrubescer. Um olhar insistente de uma jovem ou mesmo um sorriso era o suficiente para uma fuga, feito um animal que parte em debandada ao pressentir o perigo. Apesar de nenhuma mulher lhe ter feito mal algum, havia um intransponível abismo entre ele e o sexo oposto: a timidez. Aliás, esta lhe pesava tanto que estava sempre curvado, com os ombros descaídos e com os olhos fixos no chão, como se olhar para frente lhe fosse dificultoso.
Quem duvidaria da pureza daquele rapaz? Ninguém. Qualquer idiota via que ele fugia de uma fêmea como o diabo da cruz. Por isso acaba sendo motivo de chacota dos amigos e colegas, os quais não perdiam a oportunidade de deixá-lo envergonhadíssimo.
E o que fazer para que ele perdesse a virgindade? Talvez seus familiares até tenham deliberado acerca disso. Como saber? Se fizeram, não tiveram dificuldade em ocultar-lhe, pois ele vivia num mundo que era só seu. No entanto, havia uma certa apreensão dos pais, os quais temiam que esse medo de mulher acabasse por levá-lo ao homossexualismo, pois muitos homens preferem seduzir rapazes tímidos, sabendo que são presas fáceis.
Possivelmente incumbidos pelos seus pais, o tio e Mário, um amigo muito próximo da família, aliás uma das poucas pessoas em quem ele confiava, levaram-no ao bordel. Obviamente não lhe contaram nada. Aliás, só focou sabendo quando lá chegou; quando, ao penetrar naquele ambiente onde homens bebiam e conversavam com jovens seminuas ao colo, notou que eles as alisavam de forma íntima, numa intimidade desavergonhada. Tal imagem o impressionou deveras. Não lhe foi difícil suspeitar aonde estava. Ainda mais que, ao sentarem numa mesa vazia, uma prostituta aproximou-se e sentou-se no colo do tio. Outra chegou em seguida e sentou-se-lhe nas pernas trêmulas e o acariciou, como uma namorada, perguntando em seguida se não ia lhe oferecer uma cerveja.
Ao sentir aquela jovem nos seus braços quase entrou em desespero. Seu rosto em brasa tornou-se rijo. Algo dentro de si levou-o a gaguejar ao ter de responder àquela jovem as indagações que lhe fazia, possivelmente ao deduzir que estava nos braços de um virgem. As prostitutas sentem o faro da virgindade masculina tão bem quanto um cão o cheiro de uma cadela no cio.
Embora não fosse a primeira vez a experimentar cerveja, tomou em questão de minutos uma garrafa. Foi a forma que encontrou de criar coragem para enfrentar o que estava por vir e esconder a sua timidez, embora isto seja algo que não se pode ocultar. O Álcool, pelo contrário, tende a acentuá-la; pois um tímido, sob o efeito do álcool, tende a dizer as asneiras que a sobriedade o impede.
Súbito, aquela jovem prostituta, cuja idade não passava dos vinte anos, convidou-o para ir para o quarto. Ele recusou, mas o tio e Mário insistiu e mandaram-na levá-lo. Então ela o pegou pela mão e o arrastou para os fundos do salão dizendo:
-- Que virgenzinho gostoso!
Seguiu-a como se fosse para uma sessão de tortura. Ciente do teria de fazer, só pensava em como proceder, em como não dar um completo vexame. Embora tivesse uma imaginação fértil, pois os tímidos são mais imaginativos e sonhadores que uma pessoa extrovertida, a falta de experiência lhe desesperava. Não sabia como agir nessas horas. As fantasias que tinha durante a punheta não lhe serviam de nada. Ainda mais aquelas fantasias, muitas vezes sádicas, como é comum a pessoas assim.
No entanto, teria de encarar aquilo e vencer aquele monstro, como tantos outros que os tímidos criavam para si. Assim, subiram por uma escadaria e então entraram num quarto, o qual foi trancado pelo lado de dentro.
-- Qual o seu nome, garotão?
-- Diogenes – foi o que ele respondeu com muita dificuldade.
Ela entrou no banheiro e o deixou ali, sentado sobre a cama. E ali sozinho, sentiu-se abandonado e teve medo. Pensou em fugir correndo. Mas a vergonha de encarar o tio e o amigo foi maior. Melhor encarar aquela jovem. Pelo menos era só ela. Provavelmente nunca mais a veria de novo. Foi isso que o fez ficar. Então começou a se despir.
Ela retornou pouco depois. Usava uma camisola transparente.
-- Qual o seu nome? – Só então teve coragem de lhe perguntar. Aliás, fez isso para tentar conter o nevosismo.
-- Regina.
Ela deitou na cama e o chamou para deitar ao seu lado.
Ele apenas obedeceu.
Regina o abraçou e começou a acariciá-lo. Então lhe ofereceu seus seios macios, os quais possuíam longos mamilos. Chupou um e depois o outro de forma quase mecânica. Sob o efeito da timidez, não sentiu prazer algum. Aliás, chupou-os porque sabia que tinha de fazê-lo, só por isso.
Súbito, ela o puxou para cima de si e empurrou-lhe pernas abaixou a única peça de roupa que ele ainda usava. Não teve coragem de tirá-la enquanto estava só. Então ela abriu e dobrou as pernas, mantendo-o preso no meio delas. Ela levou-lhe a mão ao falo e o acariciou. Ainda não se encontrava excitado, mas as carícias acabaram por excitá-lo, como não poderia deixar de ser, pois o falo, principalmente de um jovem feito ele, excita-se independentemente da vontade do homem. Age como se tivesse vida própria.
Talvez vendo que ele não sabia o que fazer. Regina, através de movimentos corporais, conseguiu ser penetrada. Aliás, foi ela quem introduziu o falo dele em si. Ele se deixou levar. E quando sentiu que a penetrara, ele passou a mexer seus quadris para cima e para baixo. Nisso, tentou beijá-la, mas Regina disse-lhe que isso ele não podia fazer, que beijos não eram permitidos.
Apesar de estar passando por uma das experiências mais significativas da sua vida, ele simplesmente não conseguia sentir nada. Parecia em estado de choque. Só desejava que aquilo acabasse logo. E enquanto ele continuava com seus movimentos, dir-se-iam mecânicos, Regina soltava grunhidos, os quais iam aumentando com o passar do tempo.
De repente ela deixou escapar uma espécie de grito e silenciou-se. Ele também parou e olhando-a nos olhos, perguntou:
-- Acabou?
-- Acabou – respondeu ela.
Ele saiu de cima dela. Regina se levantou e voltou ao banheiro. O som de água caindo voltou a penetrar-lhe no ouvido. Ela tomava outro banho.
Diogenes, por sua vez, apanhou suas roupas e vestiu-se. Minutos depois Regina estava diante chamando-o para descer. Ela abriu a porta e agora pensando em como encarar Mário e o tio, pois certamente eles o encararia e fariam perguntas, segui-a escadas abaixo.
Por sorte, aqueles dois não as fizeram; talvez para não deixá-lo ainda mais constrangido. Pagaram a conta e voltaram para casa.
Embora para os homens a primeira vez não seja tão importante quanto para uma mulher, não deixa de ser uma lembrança agradável. No entanto, para aquele rapaz tímido, que se envergonha por tudo, o que ficou foram lembranças desagradáveis e uma experiência terrível. Ficou também uma pergunta: Teve ou não um orgasmo? Até hoje, toda vez que pensa naquela primeira vez e nas suas trapalhadas, tal dúvida o invade. Nunca conseguiu respondê-la.



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