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Crônicas-->Richard Parker -- 08/01/2013 - 16:53 ( Andre Luis Aquino) Siga o Autor Destaque este autor Destaque este Texto Envie Outros Textos
Assisti ao filme “ As aventuras de PI” e devo dizer que foi uma experiência inesquecível. A começar por ter sido o primeiro filme que levei meu filho João Pedro ao cinema(com a advertência da vendedora de ingressos que caso ele chorasse teríamos que deixar o cinema imediatamente para não importunar os outros espectadores. E logo no segundo minuto de filme João Pedro começou a estranhar a sala e a mamãezinha dele, minha esposa, saiu da sala para amamentá-lo e entre indas e vindas assistiu ao filme com ele no colo) e porque fala sobre uma jornada que se assemelha a tantas jornadas da vida real de pessoas “comuns” embora nenhuma de nós seja comum como se parece a distancia.
Assim, alguém que parece comum mas não é visto mais de perto, é PI, o apelido como Piscine Molitor Patel, um pequeno garoto indiano, gostava de ser chamado. Seu nome foi dado por seu pai, que era um apaixonado por piscinas, e homenageava aquela piscina que ele achava a mais extraordinária do planeta, a piscina pública de Paris. Para escapar da gozação dos colegas (já que seu nome em inglês lembra o verbo que se usa para definir “fazer xixi) usando sua inteligência criativa e aproveitando as duas primeiras palavras de seu nome, inventou que sei nome era PI como letra grega que representa numero matemático irracional que tem os três primeiro algarismos em 3,14.
PI é um garoto muito curioso e muito buscador das grandes respostas da vida, fato que o faz professar três religiões, hindu(como é comum aos indianos), islamismo e cristianismo e devido a essa sua maneira incomum de busca causou estranheza em sua família, porém com compreensão por parte de sua mãe. Seu pai era dono de um pequeno zoológico numa cidade de uma província indiana. Então por um problema politico seu pai não vê outra alternativa senão buscar oportunidade em outro país, o Canadá. Eles então embarcam num navio cargueiro com destino a América com todos os animais do zoo nos porões.
Acontece então que o navio naufraga e PI é o único sobrevivente juntamente com uma zebra, uma hiena, um orangotango e um tigre de bengala. E é essa convencia que traça os contornos de uma jornada de sobrevivência que guarda paralelos com as nossas realidades “normais”. O que torna o filme especial não são apenas as belas imagens, as tempestades e os efeitos especiais, mas os significados, algo que pra mim ainda está retumbando no pensamento.
Richard Parker era o nome do tigre de bengala com o qual PI convivia e ele representava e era símbolo das maiores contradições, perguntas e respostas que nós seres em evolução nos deparamos todos os dias. Apenas nas situações limite , quando temos que enfrentar os Richard Parker, nossos tigres da vida real, é que mostramos quem realmente somos. Diante do medo, da fome, do desespero ou do ódio mostramos os dentes, rosnamos e lutamos por nossa vida. Diante da morte nos debatemos ou a aceitamos como se tivesse já chegado a hora?
Tudo depende de quem realmente somos.
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