Usina de Letras
Usina de Letras
                    
Usina de Letras
35 usuários online

 

Autor Titulo Nos textos

 


Artigos ( 56723 )
Cartas ( 21160)
Contos (12583)
Cordel (10005)
Crônicas (22134)
Discursos (3130)
Ensaios - (8936)
Erótico (13378)
Frases (43199)
Humor (18335)
Infantil (3739)
Infanto Juvenil (2597)
Letras de Música (5463)
Peça de Teatro (1315)
Poesias (137948)
Redação (2915)
Roteiro de Filme ou Novela (1053)
Teses / Monologos (2386)
Textos Jurídicos (1922)
Textos Religiosos/Sermões (4723)

 

LEGENDAS
( * )- Texto com Registro de Direito Autoral )
( ! )- Texto com Comentários

 

Nossa Proposta
Nota Legal
Fale Conosco

 



Poesias-->NO LIMIAR DA VIDA -- 02/11/2001 - 11:44 (João Ferreira) Siga o Autor Destaque este autor Destaque este Texto Envie Outros Textos










NO LIMIAR DA VIDA



"Num mundo onde tudo fenece...

Nós vivemos ainda!...









JAN MUÁ

2 de Novembro de 2000





Meu poema é este sol, esta terra, este cosmos, esta vida

São estas vozes cantantes, a minha, a tua e a do Universo

No meio das vozes das árvores, dos sabiás, das fontes e das montanhas, das neves, dos rios

E dos oceanos, das cataratas e das pororocas, dos ventos e das marés...

Meu poema é este show, este concerto e este canto à vida que caminha e se esvai na morte e que se auto-afirma antes de fenecer

É esta alegria de uma revoada de maracanãs ou de pássaros exóticos cantantes aprisionados na gaiola

Meu poema é este cooper debaixo de um céu móvel sem pressa de se revelar

É o ar que respiro e este tufão que corre varrendo o universo e estas chamas tocadas pela combustão do hélio e do hidrogênio

São estas naves espaciais, estes astros e estas estrelas machucando minha vista

Meu poema é esta verdade planetária concreta e agressiva, suave e acolhedora,

É esta poeira cósmica e este buraco negro e a distância de mundos, o cafundó onde se abismam insignificâncias microscópicas

E é também esta nossa voz individualizada, gritada, constada e escrita,

Esta voz registrada em juízo e sem juízo, este eu na rota de um destino,

Um eu intimizado e recôndito, sensível e próprio, Ansioso mas livre,

Um eu que escreve poemas soberanos sobre o mundo e a psiquê,

Discursos que se desvanecerão, mas que são verdadeiros.

É este o poema que escrevo, eco que faço chegar a teus ouvidos

É este sonoro tom frenético de minha voz inquieta na boca da abóbada do mundo

Meu poema sou eu mesmo e estas minhas interrogações cúmplices

Este meu destino traçado sob nuvens num teatro pequenino de bonecos felizes

Meu poema é este nosso amor escondidinho debaixo do caramanchão,

São nossas conversas fugazes e ternas

São as vozes de nossos corações

Íntimos segredos, maiores e menores

De nossas almas que transbordam e que querem sobreviver

Meu poema é este grito de vida, esta prova existencial de que somos...esta poeirinha que sobra de nosso desejo..

Esta vontade de ser, esta nossa história que se tece hoje e amanhã num jogo onde somos parceiros com dados jogados pela roleta infinita do Cosmos

Meu poema é você, minha parceira, confidente e ouvinte,

Minha companheira de amor,

Beleza de meus olhos

Minha tranquilidade, minha razão e minha tensão de viver

Num mundo onde tudo fenece

Minha vida breve de mãos dadas num movimento de certezas e de ternuras que nos amoldam ao cosmos

Meu poema é este grito de vida, este viço de exuberância convivente

Que tem um timbre que ficará registrado nos imensos arquivos do Universo...





Jan Muá

2 de novembro de 2000

Dia de finados





Comentários

O que você achou deste texto?        Nome:     Mail:    

Comente: 
Perfil do Autor Seguidores: 73Exibido 664 vezesFale com o autor