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Crônicas-->Magia -- 08/04/2013 - 11:50 (Lita Moniz) Siga o Autor Destaque este autor Destaque este Texto Envie Outros Textos

 

                        Magia

 Que magia era aquela que Maria  fazia.

 Alma perfumista a criar bálsamos tão nobres, tão  raros, tão delicados.

Era magia, eram bálsamos enfeitiçados,  capazes até de tirar das almas até os seus pecados.

Da forma mais primitiva fervia flores, destilava vapores. Sabia, como sabia,  o ponto certo, a hora exata de resfriar o vapor, que continha  a essência  aromática daquela flor.

A sábia Maria extraía de cada  flor o odor mais puro, mais  concentrado, a nenhuma outra essência misturado.

A suma perfeição, assim eram os bálsamos que saíam de sua mão.

Em quem pensava enquanto os preparava.

Pensava no homem Deus a quem amava.

O  bálsamo maios nobre guardava em vasos de alabastro, e só os abria quando  Cristo por ali  aparecia.

 Preparados com tanto amor, com eles lavaria os pés do Príncipe da Luz, o primogênito do Grande Senhor.

          Era Maria que seria um dia Maria de Betânia, a mais simples de todas as Marias  que,  como satélites, em torno de Cristo gravitavam.

 Amava o homem e amava o Deus que ele  representava.

 Amor platônico, amor divino, amor cristalino.

 Alma perfumista empenhada em aperfeiçoar os bálsamos que em Betânia se andavam a preparar.

 Quando Cristo disse para Marta: Maria escolheu a melhor parte, era também a isto que Cristo se referia.

 Maria Trabalhava, era perfumista,  fazia o que mais gostava, por isso o trabalho não a cansava.

 E Marta insistia  em fazer de Maria  outra mulher a fazer o que não gostava,  o que não  queria.

 

                                                          Lita Moniz

   

 

         

  

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