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Crônicas-->RAMON E JULIANA -- 15/01/2014 - 09:08 (Adrião Neto) Siga o Autor Destaque este autor Destaque este Texto Envie Outros Textos
RAMON E JULIANA

Osvaldo Monteiro – Membro da UBE/PI

Título do novo romance do escritor Adrião Neto. Muita pretensão de minha parte “resenhar” a obra de um escritor do porte de Adrião Neto. Até porque me falta qualificação, pendores e vivência técnica. Nem escritor acredito ser. Na UBE os amigos me batizaram de cronista! Talvez estejam certos os primeiros mestres que me apontaram como tal – Hardi Filho e Chico Miguel.

De fato tudo que escrevo inconscientemente me intrometo lá dentro do texto; isso caracteriza a crônica literária moderna. Aparecer o EU do autor é crônica.

Vamos ao que interessa: Ramon e Juliana me parece até agora obra prima do autor. Transita no conto, na crônica, na reportagem com pitadas de poesia e uma caliente paixão.

Paixão de homem maduro e sua Lolita. Ah! Amigo Nabocov esse enfeitiçamento (behexung em alemão); parece lugar comum com maior intensidade em homem de meia idade. Essa praia conheço bem. Ortega y Gasset chegou a chamá-la de “imbecilidade transitória”. Pois é, a paixão é isso ai, porém graças ao seu próprio demônio criador é uma fogueira que não demora apagar.

Ramon e sua Juliana parecem querer fugir do planeta, brincando de esconde-esconde com esse maravilhoso fogo que acometeu o casal. Resolvem correr o mundo, borboleteando num roteiro turístico mundial e altamente instrutivo para quem gosta e pode viajar.

O autor “lava a égua”, esnoba como Historiador. Apresenta um depoimento confessional, amoroso e apaixonado de uma veracidade catártica!

Tudo no casal é erotismo do mais puro “tesaço”, aço puro qual o sino da matriz do Santo Antônio de Campo Maior no Piauí.

Nenhum registro de uma solene “broxada” tipo “ isso nunca me aconteceu”! Tudo é testosterona em explosão intermitente. Qualquer lugar serve assim como na “doença das cachorras”; Mas a memória me adverte: estamos na era viagra.

Enfim não há bem que sempre dure, nem mal que nunca se acaba – ensina Epicuro. Baixou a libido dos pombinhos e veio o melancólico “the end”.
“Bendita seja a alegria que festeja a bondade Daquele que nos criou e nos deu a língua para falar ( sem prejuízo de outras funções), a boca para saborear o vinho do Porto e o corpo de Juliana para o Ramon explorar até a saciedade”. Estas seriam as últimas palavras que o Autor do livro esquecera no Epílogo.

Em tempo: Agradeço ao insigne escritor gaúcho Nelson Hoffmann in “ com Adrião Neto o Brasil leva jeito”.

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