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Erótico-->Sabor de Conquista -- 29/03/2011 - 17:13 (flavio gimenez) Siga o Autor Destaque este autor Destaque este Texto Envie Outros Textos
Na pior das hipóteses, eu havia conhecido uma pequena deusa. Seu olhar era tal que fazia os espelhos se encherem de vapor! Mais de uma vez me vi rindo sozinho, só de lembrar das coisas que ela me dizia ao ouvido, enquanto mais uma alucinada corrida se iniciava em busca do tempo perdido...

--Eu disse, dessa vez você me paga.
--Pago com juros, correção monetária, imposto sobre renda...

Dizia isso me enlouquecendo, subindo em ladeiras de prazer desconhecidas ainda para mim. Nunca havia conhecido alguém assim em minha vida; prova de que quanto mais se vive, mais se aprende. Ela me ensinava as delícias de comer bem e de maneira saudável. Mostrava-me os pratos mais deliciosos, de baixo conteúdo de gorduras. Eu saboreava seus pratos como um condenado ao cadafalso e ela, com ávidos olhos de evidente prazer, via minha boca mastigando o que era dela e me beijava sofregamente, de tal forma que ali estávamos, num frenesi delicioso e longe de acabar.

--Posso lhe perguntar uma coisa?
--Claro que sim. Quem sou eu para não responder?
--Ah, seu bobo! Então. Você nunca...

...Não, eu nunca. Nunca mesmo, jamais e ela me ensinava, aperfeiçoando o que eu já sabia de ouvir dizer. Ela, num bailado de trançar os nossos rostos, num gestual de dançarina de flamenco, se enroscava em mim quase numa vibração de abelha, em velocidade espantosa e com uma força que se tornava maior à medida que ela chegava ao final.

Bonito era olhar seu rosto de lado,eu quase dormindo, contra a luz do sol que passava através da cortina, iluminando sua silhueta enquanto ela folheava seu livro preferido, um desses gigantes que eu havia comprado para que ela se especializasse ainda mais no que fazia--e fazia bem.

--Dorme, meu bem. Você resiste ao sono!
--Quero ver você, posso?

Ela voltava para mim seus olhos de corça, um sorriso que iluminava o rosto, sorriso insinuante, e com um encantador meneio de cabeça, sacudia parte dos cabelos que lhe caíam na testa.

--Como você é linda!
--São seus olhos. Dorme!
--Vem cá...

Encostada em meu corpo, seu calor passava como uma fagulha de eletricidade à minha pelve e logo ela se aninhava a mim num encaixe mais que perfeito, me olhando de lado enquanto eu cheirava seus cabelos fartos...

--Veja se dorme. Você está cansado, teve um dia duro ontem e de noite...bem...teve a noite...
--Você é cheirosa!

Dez minutos nos bastavam daquele jeito, para uma nova onda de carinhos abrasadores...Carla sorriso, tremores,gemidos, Carla de amores. Carla suores, sumos, odores. Carla na luta ao sol na praia estirada de óculos escuros, dançando no mar sozinha, mandando beijos que floresciam de suas mãos em doce mímica; Ela séria, na biblioteca de sua escola, ela chateada depois de brigar comigo, a reconciliação sob a árvore de copa gigantesca. Ela solene, prometendo que nunca mais sairia de noite sem aviso para mim. Carla menina, detentora de lindo derrière, de humores confusos, de pouca roupa. Quem é essa mulher?

--Veja se dorme. Nossa! Parece formiga!
--Preciso de um doce.
--Te dou um beijo!
--...Perfeito!

Percorrer os meandros de sua doce boca seria um privilégio. Eu me pego rindo sozinho, ao chuveiro, quando lembro desses momentos. Eu fico em frente à televisão, olhando ao lado e ainda vejo a marca de seu corpo e posso sentir o halo de sua presença inquieta. Se tentar, chego a ouvir a água batendo em seu corpo macio e perfumado, quase posso sentir nas pontas dos dedos seu doce contato e até imaginar sua voz cantarolando uma das mil músicas que ela gosta.

--...Perfeito!
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