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Teses_Monologos-->Torcicolo Congênito -- 15/03/2005 - 19:04 (Márcio Filgueiras de Amorim) Siga o Autor Destaque este autor Destaque este Texto Envie Outros Textos
FORME TÉCNICO: TORCICOLO MUSCULAR CONGÊNITO

DISCIPLINA: Fundamentos De Pediatria
Curso de Fisioterapia - unileste MG
PROFESSOR ORIENTADOR: Marcio Filgueiras Amorim DISCENTE: Frederico Sales Tertuliano

Conceito: O termo torcicolo deriva das palavras latinas tortus (torto) e collum (pescoço), e é uma deformidade no nível do pescoço ocasionada pelo encurtamento do músculo esternoclideomastóideo, que na maioria dos casos provoca uma inclinação da cabeça na direção do lado afetado e rotação da mandíbula em direção ao lado oposto.
Etiologia: A causa da deformidade é uma fibrose no interior do músculo esternoclideomastoideo que posteriormente acarreta encurtamento e contratura muscular. Apesar de várias teorias propostas, não existe até o momento na literatura, consenso a respeito de sua etiopatogenia.
Algumas das teorias que mais se destacam são a do pré-natal, a traumática, a infecciosa, a neurogênica, a isquêmica, a hereditária e, mais recentemente a de uma distrofia muscular congênita com manifestações pré ou pós-natal.
Patogenia: Ao exame microscópico, o “tumor” esternomastóideo é branco e brilhoso, dando a aparência de um fibroma de partes moles. Os estudos microscópicos mostraram que ele se consiste de um tecido fibroso denso, sem evidencias de hemorragia. Em crianças mais velhas, após o desaparecimento do “tumor”, tecido excisado do músculo EMC mostra que o músculo foi substituído por tecido fibroso, com perda das estriações transversas, vascularização e rotura das bainhas endomisiais.
Quadro Clínico: O quadro clínico do torcicolo é diferente de acordo com a idade do paciente e se o acometimento é unilateral ou bilateral.
Recém-nascidos: O torcicolo nem sempre está presente, e o exame clínico evidencia apenas uma leve inclinação lateral da cabeça e face na direção oposta ao músculo comprometido. Duas ou três semanas após o nascimento pode se desenvolver uma massa fusiforme, de consistência endurecida e indolor, localizada no interior do músculo esternoclideomastoideo, que na maioria dos casos regride dentro de dois ou três meses. Em alguns pacientes, o tumor pode persistir por mais de seis meses e produzir torcicolos até na idade de 9 a 15 meses. Em alguns casos a deformidade pose ser leve e passar despercebida e em outros, ser intensa com assimetria e achatamento da face do mesmo lado. Devido a associação do torcicolo com a luxação acetabular e displasia congênita do quadril, que oscila de 7 a 40% , sugere-se um exame minucioso dos quadris.
Crianças maiores de Um Ano: Nestes pacientes, a cabeça encontra-se inclinada em direção ao lado comprometido, com a mandíbula e a face rodadas em direção contrária. A persistência da deformidade provoca achatamento e assimetria da face, com desnivelamento dos olhos e orelhas, que situam-se em um nível inferior ao lado normal. O ombro do lado afetado torna-se elevado, e freqüentemente existe uma escoliose cervicodorsal. Pode ocorrer desconforto ocular em virtude do desequilíbrio dos músculos extra-oculares, ocasionado pela permanente inclinação lateral do pescoço. Portanto nestes casos é importante uma avaliação oftalmológica.
Achados de Imagem: As radiografias servem para excluir defeitos estruturais da coluna cervical (C1-C2), que podem resultar em torcicolo na infância. Nas tomografias é possível visualizar um alargamento do músculo esternoclideomastóideo. Outros achados são o achatamento craniofacial ipsilateral, o achatamento contralateral da porção posterior do crânio, além de uma subluxação rotatória de C1-C2, presente em cerca de 50% dos casos.
Tratamento: O tratamento convencional é utilizado em cerca de 80% dos casos, devido à fibrose não ser suficiente para requerer cirurgia corretiva. Em crianças com menos de um ano de idade, o alongamento passivo geralmente é eficaz. Em outros casos são necessárias cirurgias, desde muito radicais como a estripação completa do músculo, até cirurgias simples como a secção do músculo em sua porção média. O estado pós-cirúrgico recomenda fisioterapia imediata.
Prognóstico: O prognóstico do TCM pode ser considerado bom, tendo em vista que em 80% dos pacientes abaixo de um ano respondem bem ao tratamento conservador.
Bibliografia:
BRUSCHINI,Sérgio.Ortopedia Pediátrica. 2°Edição.Ed. Atheneu, Rio de Janeir: 1998.
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