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Cartas-->RESPOSTA À CARTA: SOMOS LOUCOS? -- 03/02/2008 - 21:56 (ANGELA FARIA DE PAULA LIMA) Siga o Autor Destaque este autor Destaque este Texto Envie Outros Textos

RESPOSTA À CARTA: SOMOS LOUCOS?

Querida Ângela

Defronto-me com teu texto, já final da tarde de uma sexta em que o relógio aponta cinco da tarde.

O horizonte, Ângela, tem sabor do mel que sai das entranhas um pouco mais adiante da linha de visão, daí o porquê de as alvoradas ou dos entardeceres sejam pintados de um ouro velho que fere nossos olhos, que acalanta nosso espírito, que alimenta nossos sentimentos.

O degustar do âmago da alma, Ângela, passa pelo não só abocanhar, pura e simplesmente, da porção que nos cabe. O degustar, Ângela, passa pelo deleite de as papilas gustativas, qual mente cuidadosamente elaborada, sentirem, gota a gota, pedaço por pedaço, o sabor olvidado, o tempero dessa mesma alma, a especiaria única que nos transporta ao Nirvana. O degustar da alma, amiga, é o sentimento fino e maior de quem sabe, com sensibilidade, olhar esse sabor, mergulhar na imensidão do que podemos chamar de excitante experiência de nos renovarmos sempre.

Ah, claro, nosso sentimento do lúdico tem, e sempre, e só, aquela sensação plena do não querermos viver o mundo real, as coisas físicas. Como Édipo diante da Esfinge, fazemo-nos - e nisso concordo contigo - sonhadores plenos, olhando o mundo com aqueles olhos que só nós possuímos, não inertes, antes puramente poéticos, procurando com os olhos encontrar a rima das sensações tantas que nos circundam.
Olhamo-nos olho no olho, somos parceiros e cúmplices, sim, na forma do olhar, do fazer, do agir e do dizer.

Porque, como que embalados, ambos, pelas ondas mansas na nau, velejamos estuários afora. Com o vento bombordo soprando e os fantasmas dos mares bravios nos perseguindo, fazemos como Caymmi, ao dizer que "é doce morrer no mar".

Faz tua esta tarde, Ângela - mesmo que este texto lido seja só à noite, porque os dias são feitos para serem pintados com os lápis de cores que inundam nossas vontades, nossos anseios, nossos íntimos. São eles que dão a cor à nossas bocas; que dão a cadência ao nosso respirar ofegante, quase intrépido, enquanto buscamos o sono longo da noite também infinita, enquanto nos renovamos.

É assim, Ângela amiga, doce amiga, que nossos sabores de horizontes, nossos degustares das almas e nossos brilhos sentimentais lúdicos se tornam mágicos, instigantes, brocados de um cinzento luminoso que trazem em si a alma grande e bonita como a tua. Faz-te grande, cada vez mais bonita, porque o amanhã é o desvendar de um novo saboroso horizonte.

Quero-te outra vez presente na segunda, enquanto renovamos as energias no final de semana que nos é multicolorido, as facetas solares e lunares reinando juntas, mostrando-nos um jeito tecnicolor de ser, um jeito simples de pensar, um modo ainda mais simples de olhar. Um gesto, um movimento, um silêncio. Só.

Se nos olvidarmos, que fazer se não deixar escorrer a lágrima tanta, amarga, mas que também pode adoçar o nosso sentimento da paixão duradoura pela vida?

Também obrigado por encontrar todos os dias, os fios de luz que espalhas estando em frente ao meu caminho.

Bj

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