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Cartas-->Reaprender a Olhar - um livro de João Ferreira -- 29/02/2008 - 00:35 (João Ferreira) Siga o Autor Destaque este autor Destaque este Texto Envie Outros Textos
REAPRENDER A OLHAR -Livro de João Ferreira e Jan Muá. Rio de Janeiro. Editora T+oito, 2007

Minha querida Helena

Estou com muitas saudades de você. Acredite. Ainda bem que escreveu. Uma carta não basta para matar as saudades, mas ameniza um pouco. Estamos limitados pela distância que nos separa um do outro e é por isso que recorro às cartas, de vez em quando. Sabe? Fico pensando em você e torcendo para que consiga dar conta, da maneira que você sabe, de todos esses projetos que você me descreve em sua carta.
Olhe, Helena. A grande novidade de hoje é o lançamento em Brasília do livro “Reaprender a olhar” de João Ferreira-Jan Muá. Pareceu-me entender, pelo teor de sua carta, que você gostaria de ter uma descrição detalhada de como decorreu o evento. Aqui estou eu para o fazer. Vai ser um resumo do muito que foi vivido na cerimônia de lançamento deste livro. Primeiramente, esse livro foi editado, como sabe, no Rio de Janeiro, pela editora T+oito, em parceria com a Usinadeletras, de Brasília.
A partir do desenho da capa, a Professora Edite Neiva elaborou um artístico convite, muito elogiado pela poetisa portuguesa Liliana Magalhães, e pela professora Maria Luísa Coroa da UnB. Os convites foram enviados basicamente para uma larga lista de pessoas ligadas a instituições culturais ou jornalísticas e sobretudo a amigos poetas e escritores, e para entidades literárias do Distrito Federal. O lançamento foi programado para o Carpe Diem Restaurante da Quadra Comercial 104 Sul, exatamente para o dia 27 de fevereiro, a partir das 19 horas. O grande inimigo para o comparecimento do público foi o toró impiedoso que castigou o Plano Piloto e outras cidades do DF no horário nobre do lançamento. Isso impediu que muita gente fosse prestigiar o autor João Ferreira e seu heterônimo Jan Muá. Vários amigos e vários alunos do IESCO de Águas Claras, assim como alguns professores do CEUB e da UnB deixaram de comparecer impedidos pela forma impiedosa com que o tempo se manifestou.
Quem coordenou o evento foi a própria autora da capa do livro: a professora Edite Neiva. Muita gente elogiou a capa do livro que é de sua autoria. Os convites foram gerenciados pelo gosto artístico da referida Professora que aproveitou a imagem da capa, associando à mesma a arte fotográfica do laboratório Fujioka. Edite conseguiu planejar toda a ocupação do espaço do restaurante. Descrevendo por partes, podia ser observada em destaque uma estante para mostrar a produção bibliográfica do autor do livro. Foram colocados em exposição os livros: Uaná (narrativa africana), o Dicionário de Política de Norberto Bobbio em dois volumes (co-tradução, coordenação da tradução e revisão Geral de João Ferreira), As Ideologias e o poder em crise (tradução), A Questão do Pré-Modernismo na Literatura Portuguesa, várias antologias de poesia de que o autor participou, a História do Futuro do Padre António Vieira (para a edição da qual obra escreveu um Elucidário de palavras e expressões), A Alma das coisas (livro de Poemas do heterônimo Jan Muá) e Reaprender a olhar, ontem lançado. Faltou a "Presença do Augustinismo avicenizante segundo a teoria dos intelectos de Pedro Hispano" e "Existência e fundamentação geral da filosofia portuguesa", esgotados, desde há muitos anos.
A programadora do evento apresentou ainda uma numerosa galeria de quadros de poemas seletos de Jan Muá, devidamente encaixilhados, a cores. Isso representou uma ótima promoção do poeta Jan Muá que é co-autor de “Reaprender a olhar”. Edite Neiva trouxe seus auxiliares Rafael, Vanderley Filho e Mariana para mostrarem e projetarem através do videoshow vários poemas ilustrados pela própria autora da capa do livro. Como dado de crônica, foi interessante observar a aplicação e o interesse da Professora Maria do Carmo Pereira que acompanhou com muito interesse a exibição do vídeo ilustrado desses poemas para mostrar,ler e estudar com seus alunos da Faculdade onde ensina. A terceira dimensão do planejamento deste lançamento foi a montagem de um quadro, tipo tablô, que apresentava uma fotobiografia acadêmica do percurso universitário de João Ferreira. Em cada mesa do restaurante havia uma flor acompanhada de uma placa de exposição com o retrao do autor servindo de fundo e a letra do poema "Minino Poeta" de Jan Muá. Na antessala do Carpe Diem, estava colocado um pôster gigante com destaque para o título do livro junto à mesa onde a Giselle, Mariana, Marina e Amanda disponibilizavam os livros para as pessoas que vinham para a noite de autógrafos. Para o autor fora reervada uma mesinha apropriada para dar os autógrafos. Para registrar as cenas de interesse jornalístico, compareceu, com uma participação muito ativa, o fotógrafo, amigo do autor, Hermínio Oliveira, de nacionalidade portuguesa, um profissional sempre destacado nos grandes eventos da capital brasileira e grandes eventos brasileiros. Como disse para você, Helena, o temporal que se abateu sobre Brasília no horário do lançamento, impediu que muita gente chegasse até ao Carpe diem. Mesmo assim, posso te dizer que algumas autoridades e nomes especiais foram prestigiar o autor e o lançamento do "Reaprender a olhar". Entre elas, devo destacar o Dr. Getúlio Lopes, Magnífico Reitor do Uniceub, que foi adquirir seu exemplar, pegar seu autógrafo e dar um abraço ao autor. Com muita satisfação, o autor recebeu também em sua festa de autógrafos, a Professora Dra. Maria Luisa Ortiz Alvarez, diretora do Instituto de Letras da UnB. De igual forma, ficou registrada a presença do Professor João Baptista Vianney, coordenador de Pós-Graduação do Curso de Literatura Brasileira da UnB. Especial realce merece a preença da cúpula da direção da Escola onde a Professora Edite trabalha, mais especificamente, a Diretora Professora Silvana, a vice-diretora Professora Joana e também a Professora Vany, assistente. Compunham a mesa redonda onde foram postar-se junto à estante de livros autografados do Carpe Diem, os familiares da Diretora da escola, sua vice-diretora e assistente assim como o marido de Edite, Vanderley Neiva. Compareceram, entre outras pessoas amigas do autor, os Professores Jaime de Almeida e Marli Vaz Flores. O Jaime é professor de Pós-Graduação em História na UnB e realiza atualmente uma ampla pesquisa sobre Santa Liberata(Librada), padroeira da Colômbia. Prestigiaram a sessão ainda o jovem e simpático casal Caio Fatureto e esposa Adriana e também o Júlio, marido da Giselle, e também a Marina, noiva do João Luís. Registro ainda a presença da professora Elenir Lima, vinda do Gama, o professor Carlos Eduardo do Uniceub e Facitec, o Professor Wilson Pereira do INEP, o professor Luís Cacais, intelectual português de muita consistência, residente em Brasília, um dos tradutores do Dicionário de Política de Bobbio e ficcionista com romance lançado em Brasília recentemente. Na ala dos familiares do autor, estavam seus filhos, a quem o livro é especialmente dedicado: a Guida, professora, o João Luís, oceanógrafo e mestre em Gestão ambiental, a Giselle, graduada em Português como segunda língua e aluna do Mestrado em Lingüística na Unb e, finalmente, o João Alexandre, aluno do curso de Economia na UnB, que acabou de chegar de Nova Iorque, onde foi trabalhar durante 75 dias, buscando uma nova experiência de vida. Faltou o Daniel, designer formado na UnB, que vive atualmente na Itália. A ele, também, o livro é dedicado. Representando sua mãe, Tânia de Aguiar, alta funcionária da Caixa Econômica Federal e poetisa da Usinadeletras, esteve presente a senhorita Amanda, sua filha. O autor foi entrevistado no dia pela Rádio Nacional através do programa do cantor e radialista Clayton de Aguiar.
Este foi, querida Helena, o panorama básico do movimento que reinou no Carpe Diem. A coordenadora do evento, professora Edite, ainda soube embelezar o ambiente com lindas jarras de flores e com um desempenho jornalístico completo com muitas fotografias.
Espero Helena, que no lançamento do próximo livro seja você mesma a fazer a crônica do evento. Ou então, até (quem sabe?) seja você mesma a homenageada. Nada é impossível. Você escreve bem e eu gosto de ler seus escritos. Ah! Faltou dizer a você, para completar o elenco das pessoas que vieram ao lançamento, que as célebres quatro irmãs, nossas amigas comuns, também mandaram uma representação. Veio a mais velha delas para dar um beijo furtivo ao autor. Não teve muita oportunidade para ficar junto da mesa de autógrafos, mas conseguiu uma dedicatória normal como todos os demais. O normal seria ela ter recebido mais atenção como amiga que é, mas uma festa destas exige distribuição de atenções sociais por outras pessoas. No final, como acontece com todas as coisas bonitas, na hora de fechar a sessão, tudo foi desmontado e recolhido pela organizadora. E, sabe, Helena? Paralelamente à alegria da festa, senti depois, quando se desfez o cenário, um vazio enorme. Era como se um grande palco tivesse sido extinto. Você já sentiu isso alguma vez? Regressei a casa agradecido à Professora Edite pelo que fez com tanta arte e habilidade. Tão agradecido que acho que todo o mérito do livro deveria ir para ela.Eu escrevi, é verdade. Mas ela o tornou vivo, pela capa e pela organização do evento, tornando brilhantíssima a sessão, elogiada por forasteiros e pelo próprio sócio proprietário do Carpe Diem, senhor Jael. Além da capa artística do livro, a ela cabe toda a dinâmica da organização da festa. Portanto, é a ela que tenho de dirigir, por justiça, de maneira especial, meus agradecimentos. Para ela foram dirigidos, no salão, os comentários mais elogiosos dos visitantes. E eu, como autor, acho justíssimos esses comentários, porque realmente estava tudo muito bonito.
Esta é, Helena, a súmula da crônica que você queria que eu lhe transmitisse. Obrigado por tudo, a você também. E não deixe de escrever, me contando suas coisas. Muitos beijos. Seu amigo João. Seu amigo Jan Muá.
Comentários

Zelia maqsizu  - 05/11/2015

Maravilhoso!
Sempre relei.

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