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Crônicas-->Uber -- 15/08/2015 - 10:43 (João Rios Mendes) Siga o Autor Destaque este autor Destaque este Texto Envie Outros Textos

A cada dia nascem pessoas que, à sua maneira, irão transformar o mundo. Charles Duell, Diretor do Instituto de Patentes dos EUA - equivalente ao nosso INPI, disse em 1899 que o departamento dele poderia ser fechado, pois “tudo que poderia ter sido inventado já foi inventado”.

Esse erro histórico sobre a capacidade de criação e inovação acompanha o homem desde a criação do tear, da produção em série, da máquina a vapor. A cada novidade tecnológica surge uma onda de protestos, paralizações e quebra-quebra de funcionários temendo ser substituídos pelas máquinas. Mas nenhuma onda protestante foi capaz de impedir o avanço da inovação.

Lá pelos anos de 1978, fui aluno do SESC preparando-me para Office Boy. Naquele tempo o computador começava a entrar nas nossas vidas. Falando que o computador havia chegado para ficar, certo dia o professor tomou como exemplo as contas de água e luz daqui de Brasília. Mostrando as assinaturas dos diretores nas contas das duas empresas ele falou mais ou menos assim:

- Vocês acham que esses diretores assinaram essas contas? Claro que não. Seria impossível eles assinarem todas elas. Eles fizeram apenas uma assinatura e o computador assinou o restante.

Como o assunto naquele momento era que a máquina substituiria os empregados, o professor comentou que os trabalhadores substituídos pelo computador iriam mudar de ramo: “Agora eles vão aprender como fazer e consertar computadores. Não ficarão desempregados”.

Bill Gates, em seu livro ‘A Estrada do Futuro’, publicado em 1995, desenha um mundo onde acabariam as filas nos bancos e as compras poderiam ser feitas de casa. Assim, sobraria mais tempo para as relações sociais.

A história está repleta de situações em que a cada inovação nas empresas as relações de trabalho foram alteradas. Foi assim com a invenção das máquinas de serrar movidas a água e com o moinho a vento na Holanda. No Brasil os professores resistiram à entrada do computador nas salas de aulas. É disso que trata o prof. José Carlos Libâneo no livro “Adeus professor, adeus professora?”

Com a chegada da informática poderíamos mencionar uma infinidade de mudanças já experimentadas por todos nós. As empresas e os empregados já tem nova forma de relacionarem-se entre si e entre os clientes; as famílias já desfrutam de novas possibilidades de contatos; surgiram novas diversões; e a qualidade das fotografias melhorou assustadoramente. A propósito, os fotógrafos passam por um momento de adaptação trazido pelos telefones celulares que tendem substituir as tradicionais câmeras fotográficas.

A internet no trabalho, usada de modo inadequado pode terminar em demissão por justa causa; as redes sociais são as novas praças de encontros para rever os amigos e fazer novas amizades; a Justiça está se adaptando com relação aos danos cibernéticos; os bandidos estão aprendendo a lidar com a tecnologia enquanto a polícia já os persegue sem sair às ruas.

Um médico renomado disse que eles já convivem com o ‘Dr. Google’, que “O paciente chega ao consultório com um monte de informações que pesquisou no Google”.

Vez por outra aparece uma novidade tecnológica anunciando facilitar nossas vidas, mudar nossos hábitos e nosso status quo. Toda mudança é perturbadora. Foi assim com a produção em série, com o fogão a gás, com o celular... E agora, quando os taxistas se achavam ‘imexíveis’, veio o Uber.
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