Usina de Letras
Usina de Letras
   
                    
Usina de Letras
92 usuários online

 

Autor Titulo Nos textos

 


Artigos ( 54939 )
Cartas ( 21059)
Contos (12120)
Cordel (9541)
Crônicas (21128)
Discursos (3109)
Ensaios - (9910)
Erótico (13133)
Frases (39893)
Humor (17551)
Infantil (3560)
Infanto Juvenil (2308)
Letras de Música (5413)
Peça de Teatro (1311)
Poesias (135641)
Redação (2874)
Roteiro de Filme ou Novela (1035)
Teses / Monologos (2374)
Textos Jurídicos (1913)
Textos Religiosos/Sermões (4195)

 

LEGENDAS
( * )- Texto com Registro de Direito Autoral )
( ! )- Texto com Comentários

 

Nossa Proposta
Nota Legal
Fale Conosco

 



Crônicas-->PULANDO CERCAS -- 07/07/2016 - 13:52 (GERMANO CORREIA DA SILVA) Siga o Autor Destaque este autor Destaque este Texto Envie Outros Textos


PULANDO CERCAS

Jô Formigão anda meio desacorçoado com alguns acontecimentos inusitados envolvendo a sua família, principalmente com o disse-me-disse dos fofoqueiros de plantão que não sabem o real motivo de tudo o que vem acontecendo envolvendo a vida de sua pessoa e a de seu filho caçula.

Várias vezes, no decorrer do mês passado, ele foi visto pulando uma cerca que há na frente de sua casa sob a alegação de ir procurar o animal de estimação de seu filho que insiste em fugir para o quintal do vizinho.

Regra geral, pular cerca é sempre uma situação de risco para qualquer animal, principalmente para o ser humano, mas para o agricultor Jô Formigão a alegria e a felicidade de seu pimpolho está em primeiro plano, muito acima de outros problemas que possam surgir.

Na verdade, o que mais o preocupa, ao praticar tais peripécias próprias de crianças traquinas ou de adolescentes buliçosos e irreverentes, é que seu vizinho possa o flagrar nessa situação meio constrangedora e queira interpretar como uma atitude de um invasor malquisto e indesejado.

A esposa dele ainda não tomou conhecimento desse episódio (pular cerca) que não é muito corriqueiro no âmbito familiar de casais que compartilham ocorrências particulares e comuns entre si, sem nenhuma parcimônia ou constrangimento.

Pelo andar da carruagem, ou melhor, pelo que a vizinhança anda comentando a bocas miúdas, é bem provável que ela vá interpretar como uma situação atípica, mas que no dia a dia dos casais do mundo contemporâneo ela é própria de um pai coruja que é muito dedicado à família, como um todo.

Pensando na hipótese de o gato do filho do vizinho também fugir, justamente para visitar o quintal do filho do agricultor Jô Formigão e o pai dessa criança cujo gato fugiu tiver os mesmos hábitos de pular cerca, haja cerca para ambos pularem, de um lado para o outro, sem serem notados, mutuamente.

Vamos torcer para que o Jô Formigão e seu vizinho não se estrepem nessas cercas, qualquer dia desses, principalmente se eles decidirem praticar suas estripulias e elas, efetivamente, se tornarem rotineiras.


Comentários

O que você achou deste texto?       Nome:     Mail:    

Comente: 
Informe o código de segurança:          CAPTCHA Image                              

De sua nota para este Texto Perfil do Autor Seguidores: 23Exibido 205 vezesFale com o autor