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Crônicas-->Uma reflexão sobre os trabalhadores polivalentes -- 15/09/2016 - 21:06 (João Ferreira) Siga o Autor Destaque este autor Destaque este Texto Envie Outros Textos
Uma reflexão sobre os trabalhadores polivalentes
João Ferreira
Porto 15 de setembro de 2016

Quem são os trabalhadores superativos e polivalentes? Parece que todos nós sabemos do que se trata quando se fala de trabalhadores polivalentes. Na história da nossa experiência social conhecemos pessoas que possuem qualidades, e até tendências e capacidades variadas que possibilitam um trabalho em diferentes atividades e campos de conhecimento com resultados que evidenciam a mesma eficiência e os mesmos resultados positivos que mostram ter naquela função, atividade ou emprego que elas escolheram como primeira opção para singrarem na vida.
A história da mente humana apresenta várias destas vocações que se revelam em níveis diversos. Em primeiro lugar, temos as artes plásticas, a arte literária, e a habilidade técnica e profissional muitas vezes combinada com “bicos” e com muitas coisas mais. O caso de Miguel Ângelo é exemplar. Sabemos que foi um grande arquiteto e um grande engenheiro ao nível da construção quando analisamos seu magnífico projeto de construção da Basílica que consideramos memorável. Mas para além do arquiteto havia nele um pintor que é mestre autor da pintura da Capela sistina e um escultor inigualável ao assinar a Pietà ou o Moisés que se encontra na igreja de S.Pietro in vinculis. O caso de Fernando Pessoa é semelhante ao caso de Miguel Ângelo se analisarmos a multiplicidade de heterônimos que criou e que funcionam como uma multiplicação da pessoa em diferentes manifestações de arte verbal em poesia e prosa – sendo exemplo disso os casos de Alberto Caeiro, Ricardo Reis e Álvaro Campos, Bernardo Soares e outros heterônimos.
Este tema dos trabalhadores polivalentes e pluriativos acaba de ser discutido também na imprensa francesa através do jornal Le Monde, em sua edição de 14 de setembro de 2016. Essa chamada de atenção é realidade dentro do painel trabalhista não só brasileiro, mas também português, norte-americano, francês, espanhol, inglês, alemão, escandinavo ou chinês. Ou seja é uma realidade de nosso tempo e merece um comentário oportuno dentro de uma crônica que diz respeito ao homem contemporâneo. Chega a ser um quotidiano encontrar hoje, por exemplo, um técnico em ótica que se consagra ao seu métier com toda a competência e carinho e que nas horas vagas, simplesmente para ganhar um pouco mais, vai pilotar um carro uber ou servir de motorista privado para um ricaço num horário determinado. Um outro pode ser um profissional que é chefe de redação de uma revista infantil e se desdobra num ateliê de fotografia comparecendo em fotos de casamento ou batizados. Há pessoas que não conseguem conter a força de sua criatividade e sentem necessidade não apenas de se dedicarem a outras atividades além da atividade exigida no emprego principal mas de se reorganizarem e canalizarem suas energias para outros domínios do conhecimento ou da atividade humana, elevando seus ganhos e alargando seus conhecimentos. Tudo isto gerou o que hoje se chama de “a dupla vida dos trabalhadores pluriativos” e polivalentes. Há neste comportamento dois aspectos a considerar. Numas pessoas, há simplesmente uma escolha. As pessoas fizeram suas escolhas e querem assim. Mas noutros casos, a outra atividade pressupõe uma necessidade de vários tipos. De dinheiro, muitas vezes, de ampliação de conhecimentos, de relação social, de resposta a um convite, de experimentação. O que é certo é que por vezes estas iniciativas fazem que se descubram também novos empreendedores, com benefícios para as próprias pessoas que se lançam nessa atividade polivalente seja para a sociedade e até para o comércio e indústria por se tratar de pessoas dotadas capazes de trazer novidades para o mercado da arte e para o mercado cultural.
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