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Erótico-->CONFISSÕES DE UM GAY - Cap. 01 -- 11/08/2013 - 18:52 (Edmar Guedes Corrêa****) Siga o Autor Destaque este autor Destaque este Texto Envie Outros Textos
Desde o dia em que ele entrou na empresa e veio trabalhar no meu setor, eu sabia que ele era gay. Embora ele não fosse um daquelas bichas, que fazem de tudo para mostrar que é tudo, menos homem, Fred, não me enganou. Homens, machos mesmos, não têm uma delicadeza feminina, não andam de barba feita todos os dias, não vestem roupas justas a fim de mostrar os contornos do corpo como gostam de fazer as mulheres e menos ainda ficam elogiando a aparência física de outros homens e procurando defeitos numa mulher. Só bichas fazem isso! Por isso eu vi logo nos primeiros dias que, apesar de tentar ocultar sua condição, não era um homem de verdade.
Mas eu nunca tive nada contra os gays, por isso fizemos amizade em pouco tempo. E não demorou até que Fred acabasse revelando sua preferência sexual. Confessei-lhe que já sabia. E o fato de tratá-lo sem preconceito permitiu que nossa amizade se aprofundasse e acabássemos confidentes um do outro. Falei-lhe da minha experiência com as mulheres, embora não tivesse tido muitas ao longo dos anos, apesar de meus trinta e dois anos. Tive minhas paixões, minhas parceiras, mas nada tão duradouro. Ele por sua vez falou dos parceiros quê tivera nos últimos anos. Aliás, falava com entusiasmo, fazendo questão de deixar claro que tudo valera a pena.
-- Com 23 anos você já teve isso tudo! -- lembro-me de exclamar, quando fez um breve resumos de sua vida sexual.
-- Comecei muito novo -- confessou. -- Com 12 tive a primeira experiência com um colega de escola. Paulo André. Era um ano mais velho do que eu. Você sabe, né! Nessa idade é muito comum os meninos brincarem de troca-troca. Afinal estão descobrindo a sexualidade. Você nunca brincou?
-- Cheguei a experimentar com o meu melhor amigo. Foi até muito engraçado, poque tínhamos uns onze anos. E nem ele e nem eu conseguiu penetrar um ao outro. E a coisa parou por aí.
-- Normalmente isso acontece justamente com o melhor amigo. Mas no meu caso não foi bem um troca troca. Em nenhum momento passou pela minha cabeça trocar com ele. Não ia enfiar meu pinto na bunda de meu melhor amigo, embora eu estivesse dando a minha pra ele. Aliás, se eu tivesse feito isso acho que ele não teria gostado e nem me comido tantas vezes como ele me comeu. Não posso afirmar, até porque ele não me disse, mas acho que o Paulo André chegou até mesmo a sentir alguma coisa mim. É sério! Vou te contar desde o começo, aí você vai ver se não tenho razão! Pena que no fim daquele ano ele foi embora com os pais para o interior de São Paulo. Senão talvez a coisa tivesse continuado – disse ele, dando um sorriso.
-- E foi uma experiência interessante?
-- Eu diria que foi um período de muitas descobertas. Para você ter ideia: na primeira vez, foi como você disse: ele não conseguiu me enfiar o pinto. E olha que ele tava bem duro! A inexperiência e a falta de jeito é um traço marcante dos meninos nessa idade. O instinto nos impulsiona a fazer, mas não sabemos como. No fim, vira tudo um aprendizado. E comigo e ele não foi diferente.
-- Com todos nós – afirmei, recordando das primeiras experiências, onde passei por momentos embaraçosos por causa da inexperiência.
-- Lembro que, após várias tentativas e ele não conseguir me penetrar, contentou-se em ficar em cima de mim esfregando seu pau no meio das minhas nádegas. Na segunda vez ele finalmente conseguiu. Foi no banheiro da casa dele. Fomos tomar banhos juntos. Começamos com uma brincadeira de jogar espuma um no outro e pouco depois estávamos excitados. Aí, como se fosse sem querer, encostou os quadris na minha bunda. Aí quem não aguentou fui eu. Falei para ele tentar me enfiar de novo. Disse que queria muito experimentar. Mas de novo ele não estava conseguido, apesar de estarmos molhados. Então eu sugeri que untasse o dedo com condicionador (foi o que me ocorreu na hora) e enfiasse em mim antes. Deu certo. Foi uma sensação maravilhosa, algo que não sei descrever, quando o pau dele entrou em mim. Eu estava de pé, com virado para frente, com as mãos apoiadas no vaso sanitário. Ele me segurava pelos quadris e malhava meu traseiro. Eu tinha inclusive que segurar com firmeza nas bordas do vaso para não se projetado para frente.
-- E aí vocês partiram para novas descobertas?
-- Com certeza. Mas não foi muito fácil. Naquele dia, quando ele gozou em mim, ele ficou sem saber o que fazer. Acho que foi tomado pela vergonha e pelo arrependimento. Talvez porque tenha se empolgado demais. Saiu de mim, pegou uma toalha, secou-se, se vestiu e saiu do banheiro sem dizer uma única palavra. Me deixou sozinho lá, sem entender nada, se saber o que dizer. Eu queria que ele não tivesse me deixado ali. Queria compartilhar aquele momento com ele e dizer pra ele que tinha gostado muito. Eu não sentia vergonha ou algo parecido. Mas ele me deixou, me abandonou. E pouco depois, quando fui até ele, ele parecia com vergonha de olhar pra mim. Não tocamos no assunto, nem naquele dia nem nos dias seguintes. Foi como se tivéssemos feito algo vergonhoso que era melhor esquecer. Mas aí ele foi na minha casa para fazermos um trabalho de ciências juntos. Éramos da mesma classe e sentávamos um ao lado do outro desde o ano anterior. A gente estava sozinho em casa. Meus pais trabalhavam fora o dia todo e, na maioria dos dias, eu ficava só em casa. Disse para ele que queria mostrar umas revistas para ele. Eram revistas que peguei escondido do meu pai. Gostava de ver aquelas revistas e contemplar aqueles bonitos, com aqueles paus enormes. Fui no quarto de meus pais e peguei algumas delas embaixo do colchão. Meu pai escondia elas bem embaixo do colchão. Aí sentamos na minha cama e ficamos olhando. Aquilo nos excitou. Quando já tínhamos folheado todas elas, algumas mais de uma vez, perguntei se ele estava de pau duro. Mas antes de responder ele me perguntou se eu estava. Disse que sim. Ele confirmou que também estava. Ai eu pedi para ver. Ele disse que era para eu mostrar o meu primeiro. Desci da cama, abaixei o shorts e tirei ele. Fiz isso com segundas intenções. Pois imaginei que se ele me visse totalmente nu, fosse me desejar. Aí ele apenas tirou o pinto para fora e me mostrou. Fiquei olhando por uns instantes. Então não resisti e peguei no pau dele e acariciei ele. Admirado, deixei escapar que ele tinha um pau grande e bonito. Em seguida, sugeri fazermos aquilo que fizemos no banheiro novamente. Lembro-me até de acrescentar: foi gostoso e senti umas coisas. Quero sentir de novo. Fiquei com medo dele não aceitar mais ele se levantou e tirou a bermuda.
-- Imagino a cena. Deve ter sido um tanto engraçada. Dois moleques de doze anos transando.
-- Talvez tenha sido. Nessas horas não nos importamos com isso. Enfim... deitamos um lado do outro. Eu pensei que ele ia vir logo para cima de mim e me penetrar, mas ficamos nos olhando por alguns instantes. Então peguei novamente no pau dele e fiquei acariciando. Depois acariciei o saco e apertei levemente as bolas dele. Não falei nada, apenas deixei escapar um sorriso. De repente, ele me abraçou e em seguida nos beijamos. Foi a primeira vez que tanto ele quanto eu fazia aquilo. Por isso foi um beijo esquisito e muito desajeitado. Mas foi uma entrega deliciosa, repleta se sensações novas. Enquanto nos beijávamos, ele levou as mãos às minhas nádegas e ficou acariciando elas. Não consegui conter o desejo e acabei dizendo: vem em cima de mim e me enfia ele. Tô morrendo de vontade. Paulo André não disse nada. Apenas obedeceu. Virei de bruços e ele sentou na minhas pernas. Súbito, senti ele afastar minhas nádegas com as mãos e meter o dedo no meu cu, enfiando ele totalmente e girando ele de um lado para o outro. Apesar de ter usado o dedo antes, estava tendo dificuldades em me penetrar. Então, fiquei de quatro pra ele. E aí ele conseguiu com facilidade. E como não poderia deixar de ser, porque ele ainda era muito novo para poder controlar a ejaculação, gozou.
-- Ai te largou sozinho de novo?
-- Não, dessa vez não. Mas ia me deixar. Ficou em cima de mim, apenas respirando ofegantemente por alguns instantes, e de repente saiu. Aí eu disse para ele não sair. Disse para ele continuar deitado ali comigo. Pensei que ele não ia aceitar, mas talvez por vergonha de me deixar, deitou do meu lado, fechando os olhos, como se não quisesse me encarar. E assim ficamos em silêncio por algum tempo. Não sei o que se passou pela cabeça dele, mas eu fiquei tentando compreender por que tinha gostado tando. Não sei por quanto tempo, mas quando finalmente criei coragem de me mexer, olhei para o pinto dele e ele já estava mole, todo encolhido. Muito diferente do meu que continuava excitado. Acho que foi isso que me deu coragem para dizer: “Nossa! É tão gostoso!” Ele abriu os olhos e me encarou com um ar interrogativo. Aí eu perguntei: “Você também gosta? De enfiar em mim?” Demorou um pouco para responder. Acho que teve de lutar contra o medo e a sua moral para dizer a verdade. Mas finalmente disse meio sem jeito: “É gostoso!” Dei-lhe um largo sorriso, daqueles que a gente deixa escapar quando alguém nos diz aquilo que mais desejamos ouvir. E tomado pela alegria, acabei dizendo que a gente poderia fazer aquilo de novo toda vez que ele estivesse afim.
-- E aí você descobriu que gostava de meninos?
-- Desde que a minha sexualidade começou a se manifestar, entre os onze e doze anos, me senti atraído mais por meninos do que pelas meninas. E nas minhas primeiras fantasias sexuais, era os meninos da escola que eu fantasiava. E quando descobri aquelas revistas do meu pai, com aqueles homens.
Isso me fez lembrar das minhas próprias fantasias na mesma idade. Assim como ele eu também me perdia em fantasias, as quais davam ensejo a uma punheta; todavia, minha fonte de inspiração eram as meninas mais bonitas e sexy do colégio.
-- Por isso essa conversa de que gay é sem-vergonhice, falta de mulher ou problema de comportamento e que portanto pode ser curado com tratamento é papo machista ou delírio religioso. Se você nasceu gay, poe ter certeza, vai morrer gay. E se mudar de lado, vai ser sempre um infeliz. E pode ter certeza que foi por pressão social. Ninguém deixa de ser gay por livre e espontânea vontade. Resumindo: se você gosta de uma pica não vai gostar de boceta e vice-versa.
Aquela maneira tão natural de falar de suas experiências homossexuais despertaram-me uma curiosidade ainda maior.
-- É a primeira vez que vejo alguém se lembrar dessas coisas assim com tanta riqueza de detalhes – falei. Embora eu também me lembrasse das minhas primeiras vezes, não seria entretanto capaz de retratá-las tão bem assim.
-- Tenho uma memória proustiana.
Era a primeira vez que ouvia esse termo. E embora soubesse quem era Marcel Proust, e que o mesmo escrevera um livro muito famoso, jamais me passou pela cabeça tal associação. Por isso perguntei:
-- Proustiana. Que diabos é isso?
-- Proustiana vem de Proust, um dos gênios da literatura mundial. Ele escreveu uma obra chamada “Em busca do tempo perdido”. Uma obra fascinante, diga-se de passagem. Você deveria lê-la. Vai enxergar o mundo com outros olhos. Nessa obra, ele retrata as suas lembranças com uma riqueza de detalhes sem procedentes na literatura. Daí que quem consegue lembrar detalhadamente de seu passado, mesmo daquelas coisas mais fúteis, a gente diz que ele tem uma memória proustiana.
-- Essa pra mim é nova – exclamei rindo.
Nisso, uma estagiária entrou na sala para avisar que um novo carregamento de peças havia chegado.
-- Hora de trabalhar – disse Fred rindo.
Ele saiu para conferir a entrega. Normalmente isso levava mais de meia hora. Enquanto isso fiquei ali, no almoxarifado, pensando naquela conversa. Confesso que fiquei por demais curioso em saber mais.


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