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Crônicas-->Jorge Dantas Dias* -- 28/11/2016 - 12:49 (Benedito Pereira da Costa) Siga o Autor Destaque este autor Destaque este Texto Envie Outros Textos
Jorge Dantas Dias*


Parabéns. Muito bem escrita e criativa, de tal modo que nos prende à trama e nos convida a seguir na leitura com avidez para encontrar o desfecho da malograda interpretação lotérica do pobre do Felício (que continuou mais pobre do que nunca, depois de sua azáfama para receber o sonhado prêmio, infelizmente frustrado pela sua errônea combinação dos números).


E essa frustração é fatal, pois, como na vida real, o traz de volta, em poucos minutos, do paraíso da quimera riqueza à realidade da rotina que o torna infeliz.


Tanto é assim que o quixotesco Felício correu com o máximo vigor de suas frágeis pernas (imagino) para receber o sonhado prêmio que o libertaria dos panos e rodos diários.


Qual nada, volta, de cabeça baixa suponho, envergonhado e humilhado, motivo talvez de galhofa, a sofrer o rigor do dia-a-dia sem futuro, distante da opulência que por pouco não bateu a sua porta.


Os sonhos, portanto, são os grandes libertadores da alma. A pressa não é boa conselheira, por vezes, e a utopia não é nada mais que razão para encontrarmos forças para desafiar a vida e conquistar os sonhos impossíveis.


Pobre Felício, pobre de nós.


* Brasília, DF, 28/12/2007. Interpretação da crônica "Azáfama" pelo engenheiro Jorge Dantas Dias, meu colega de trabalho.




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