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Crônicas-->2016 - Como pode? -- 04/12/2016 - 10:17 (Jairo de A. Costa Jr.) Siga o Autor Destaque este autor Destaque este Texto Envie Outros Textos
2.016 – Como pode?
Esses dias um objeto de adoração foi o avião Antonov, gigante dos ares, que deixou sua marca em Viracopos e em Cumbica. Adoração pelo seu próprio porte e pelo equipamento que veio buscar, mais de duzentas e tantas toneladas e que já deixou no Chile. Essa semana mesmo ele andou causando pelos lados da Austrália. O mesmo não podemos dizer dos nossos Hércules, que foram buscar os brasileiros acidentados pelo avião da Lamia, que deverá se tornar sinônimo de malversação da ousadia e coragem, pois onde já se viu aquele plano de voo ser aprovado. Nesse caso, os especialistas se encarregarão de estuda-lo.
Que tristeza ver os Hércules pousando, no meio da chuva e toda aquela gente ansiosa em receber os seus entes queridos, vítimas de um insano, autor de uma inexplicável tentativa de voar sem combustível. Geralmente acidentes de avião resultam de uma soma de erros, humanos e de equipamentos, mas nesse caso o próprio avião parece não ter culpa nenhuma e como já andei lendo, o insano piloto era mais insano ainda para preservar seus ganhos, de nada válidos agora, já que o mesmo foi punido com a perda da sua vida.
Alguém comentou sobre esse piloto não poder ter morrido e sim sobrevivido para ser punido em vida, sobre o estrago todo provocado pelo seu destempero. Como pode um time jovem de jovens atletas desaparecer do mapa dessa forma. Como pode setenta e uma pessoas deixarem de existir, assim do nada. Como pode?
Penso numa explicação pelos desígnios de Deus, só por Ele saber o que fazer e entender que tem que ser assim os meandros da vida. Fica para nós a compreensão do fato ser algo maior do que podemos entender. Fica para nós a saudade, a tristeza e a vontade de chorar e a incompreensão do fato, até onde podemos entender. Embora eu entenda a vontade do Ser Supremo, eu não entendo essa maneira abrupta de se encerrar o ciclo da vida.
O meu paradoxo é admirar os aviões, como meio de transporte e tecnologia e ao mesmo tempo me pelar de medo de utiliza-los. Mais ou menos assim, com relação ao Antonov, fiquei extasiado em vê-lo aterrissando, pela Internet, e depois taxiando e sendo carregado a sua carga; fiquei querendo estar lá o tempo inteiro e até voar nele, mas... Mas, de jeito nenhum que eu faria isso e só de pensar já me dá uma ansiedade só. E apesar desse paradoxo, já viajei muito de avião e tenho algumas horas de voo e o engraçado é que depois já lá em cima fico de uma calma só, admirando a paisagem e aproveitando os acepipes. Quase tenho a conclusão que o meu problema é pela espera do evento.
Voltando a essa semana triste, sem muitos entendimentos pelo acontecido, fico alegre pelos sobreviventes, mas me pergunto como foi possível e como pode uma explicação, a não ser pelos mesmos desígnios de Deus, só por Ele saber o que fazer e entender que tem que ser assim os meandros da morte. Fica para nós a alegria e a mesma compreensão do fato ser algo maior do que podemos entender. Fica para nós o desejo de que esses sobreviventes consigam superar e entender por que ficaram e eu penso que eles têm algo a realizar.
Outros acidentes já me abalaram por demais e lembro-me daquele da Varig, no Aeroporto de Orly, nos arredores de Paris, em setenta e três, quando o cantor Agostinho dos Santos foi uma das vítimas. Lembro-me, de noventa e seis, do Fokker da TAM, nem chegou a subir, caindo nas cercanias do Aeroporto de Congonhas, bairro do Jabaquara. Da mesma TAM, outro avião vindo de Porto Alegre deslizou pela pista sem parar e se chocou com um depósito dela mesma no lado oposto do aeroporto. Acidentes provocados por falhas de equipamentos e não por decisões equivocadas dos pilotos.
Nesta semana que se inicia neste domingo, quatro de doze de dezesseis, espero não ser pego por nenhuma notícia tão atroz quanto a desse acidente que vitimou o Chapecoense, espero que os sobreviventes consigam o pleno reestabelecimento e quem sabe uma resposta para tudo isso. Como pode?
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