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Crônicas-->NATAL! -- 17/12/2016 - 15:25 (Ana Zélia da Silva) Siga o Autor Destaque este autor Destaque este Texto Envie Outros Textos


NATAL!

Ana Zélia

Perdão Senhor!

O mundo comemora teu nascimento.

Eu odeio Natal.

Fui enganada desde criança, esperava ansiosa pelo tal “Bom Velinho” que não veio.

Na noite de natal, a festa era chocolate quente, bolo que mamãe fazia, se rezava e nada mais.

Acreditava que Deus não entrava em casa de pobre.

Brinquedo, só os rejeitados pelos filhos dos padrinhos.

Cresci, casei, tive filhos e a carga me fez companhia.

Quantas vezes chorei porque não tinha um leite pra dar a um filho, nada.

Às vezes ainda apanhava do tal marido quando chegava em casa bêbado.

Odiei o mundo, tudo, prometia a mim mesma que um dia mudaria aquela história.

Ninguém mais me enganaria e nem enganaria um filho meu.

Ensinei a eles que tudo era mentira, a fantasia era feita pelo comércio que vendia.

Odeio dezembro, odeio o Natal, acho o mês do fingimento, onde as pessoas se abraçam com o ódio dentro de si.

Não abro a porta de minha casa, não faço ceia.

Se a missa é do menino Deus que nasce.

Por que irei se ela é do Galo?

Hoje, com mais de setenta anos, continuo vendo o mundo sempre malicioso, repleto de maldades.

Gente matando gente, animais, ferindo animais por nada,

Irmãos nos matando vivos, usando calúnia como foco.

Outros proibindo membro da família de ser visitada, assistida por que tem Alzheimer.


Filhos malditos, o que espera do mundo um elemento deste?

Odeio dezembro, odeio Natal, se pudesse me esconderia num lugar onde não ouvisse barulhos,


foguetórios, mortes, choros de crianças.

Seria um dia como outro qualquer.

Desculpem, mas não posso deixar de escrever o que sinto.

Mesmo assim, desejo a todos que sejam felizes, com festas sem brigas, um abraço sincero.

Manaus, 14 de dezembro de 2016.

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Meu Deus! tinha tantas coisas pra contar e me falta coragem. Posso ofender pessoas. Melhor calar.


O silêncio fere a alma, mas este mesmo silêncio pode fazer muito. Meu Deus! Meu Deus! AGÔ SENHOR!


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