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Crônicas-->1972 - Tô na porta -- 27/02/2017 - 10:03 (Jairo de A. Costa Jr.) Siga o Autor Destaque este autor Destaque este Texto Envie Outros Textos


1.972 – Tô na porta

Tô na porta, corre que eu quero sair. Corre! Ao telefone, papo besta com uma conhecida sobre um assunto que já deve ter atacado todo mundo alguma vez na vida; ou mais vezes... Nem é bom de falar, muito menos de escrever, mas se for levado na esportiva pode até dar uma crônica e por aí continuamos a conversar. Começamos por que eu disse a frase inicial – Tô na porta, corre que eu quero sair. Corre! Querendo saber o motivo da frase, tive que explicar sobre o aviso que recebemos, quando temos que correr ao banheiro. Entenderam...

Nossos assuntos eram sobre as lides rotárias e o casamento de um amigo nosso sábado de carnaval, o qual eles iriam e eu não e eu estava dizendo por que não, quando do nada ela contou – Viu, começou a sorrir e contou do dó que ela e o marido, meu amigo, tiveram de um motorista de caminhão, que encostou a carreta no acostamento e desceu correndo com um rolo de papel, desaparecendo no canavial ao lado. Isso a meio quilômetro de um posto de gasolina, fazendo o Edison comentar – Coitado. Tava apurado mesmo, para nem tentar chegar ao posto. Claro que o motorista estava atendendo seu aviso interno. Corre...

Aí nosso papo besta começou, quando eu disse a frase, sem nexo, mas verdadeira e comentei o que ocorrera comigo minutos antes, pois cheguei do almoço, café e sanduíches na padóca Santa Isabel, acompanhados de um sucão de laranja. Já manjaram o acontecido; recebi o aviso interno e saí correndo ao banheiro ao lado, melhor que o canavial e melhor que o matinho, na época de criança, quando das viagens com meu pai para carregar batata, pelos lados da Fazenda Pintada. Incrível, como dava dor de barriga nesses lados e o batatá era a salvação; um conhecido diria ser “sicológico”.

Sicológico, ou não, era ecológico o evento; só você, a vegetação batateira e a filosofia apropriada ao momento e favorável ao bom andamento. O que, continuando o nosso papo, me fez recomendar a minha conhecida uma boa plantação de batata, já que ela tem um “problema” com camarão. É tiro e queda, comeu e o aviso começa a acontecer e sem trocadilho, é batata mesmo. Tô na porta, corre que eu quero sair. Corre!

Eu e a Edna somos testemunhas oculares de um dos fatos camarônicos. Tempos atrás fomos ao restaurante La Paillote, no Ipiranga, francês com um prato – Camarão à Provençal e ele foi o motivo do almoço, só que ela não avisou do “problema” e nos refestelamos com os tais, além de uma Marjolaine de sobremesa. Tiro e queda, ou é batata mesmo, tivemos que procurar uma saída, para quem já estava de saída, quase saído. Como não estávamos perto da Fazenda Pintada, com a solução batateira, o jeito foi enfrentar um banheiro de uma lanchonete fuleira, perto do Parque da Aclimação. O dó, só que ela não toma jeito, pois não deixa de comer camarão.

Hoje, domingo de carnaval, vinte e seis de dois de dezessete, o “papo” do café foi o contrário de tudo isso aí, quando há o aviso, mas a figura não quer sair e se mostra irredutível cada vez mais, causando uma amolação, que nem um sem número de simpatias resolve. É um sofrimento diferente e não se necessita de um matinho amigo, por que a figura prefere continuar presa, mesmo com habeas-corpus e liminares autorizando sua saída.

Agora pensem o que se passou com o, não direi, mas contarei. Pelos idos de setenta e dois, estudando em São Paulo, ele voltando de São Miguel no primeiro ônibus da segunda-feira, se não me engano, era a Danúbio Azul. Parada em Pilar, umas seis e meia da manhã e o tô na porta aparece, fazendo-o correr mais que o Usain Bolt até a primeira porta escrita Ele. Não deu tempo e o quero sair saiu adiantado, causando um alvoroço só, no sapato, na calça e até no paletó, já que o, não direi, estava pronto para o trabalho, de gravata e tudo e esta sofreu respingos. Essa história me foi contada pelo próprio, não direi, sorrindo e com todos os detalhes, inclusive da necessária limpeza e lavagem das roupas e do sapato, o mais sofrido e de cromo alemão. Sorte que o motorista do ônibus, talvez entendido no assunto, teve o maior respeito e aguardou. Tô na porta, corre que eu quero sair. Corre!


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