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Crônicas-->1982 - Chester -- 19/03/2017 - 17:29 (Jairo de A. Costa Jr.) Siga o Autor Destaque este autor Destaque este Texto Envie Outros Textos
1.982 – Chester
Conheço um grupo de jovens participantes de uma dinâmica na Sadia, que escreveu sobre o Chester, produto da Perdigão. Isso quando as duas ainda eram separadas. Fechei a crônica passada com essa colocação e agora as duas empresas estão juntas numa mesma holding, a BRF, ou Brasil Food, que está enrolada com a Operação Carne Fraca – A maior operação já organizada pela Polícia Federal, que desmascarou um esquema mantido por grandes empresas de carne para vender produtos adulterados e fora do prazo de validade.
A BRF é uma das maiores companhias de alimentos do mundo, com mais de trinta marcas em seu portfólio, entre elas, Sadia, Perdigão, Qualy, Dánica e seus produtos são comercializados em mais de cento e cinquenta países, mantém cinquenta e quatro fábricas em sete países e tem mais de cento e cinco mil funcionários. Não preciso defendê-la, pois ela talvez saiba se defender sozinha, o que já vem fazendo. Um de seus slogans é “A BRF trabalha para alimentar o mundo.”. Entre seus principais acionistas está Abílio Diniz e para leitura sobre a empresa recomendo o site brf-global.com, extenso e cheio de informações.
Mas não quero falar da Operação, já que todos estão falando e com mais propriedade; quando falei na semana passada do Chester, essa tal operação ainda não havia sido deflagrada. A dinâmica foi verdadeira e meu filho participou dela, foram bem e bem foram dispensados pelo motivo que eu já disse. Eles estavam na Sadia e tinham que escrever sobre o Fiesta, o frangão da Sadia.
Agora que estão todos juntos, não importa mais, se Fiesta, ou se Chester. Eu nunca vi nenhum, nem outro e não conheço ninguém que tenha visto. Portanto, me parece que esses frangões existem somente em granjas e não existe um chester caipira. A título de esclarecimentos, transcrevo material que encontrei na Revista SUPERINTERESSANTE – “Desde oitenta e dois, quando chegou à fama, que o Brasil fala de suas coxas e seu peito, mas, diferentemente de outras beldades, o Chester não atrai só admiração, mas desconfiança. Culpa da própria Perdigão, que cria os bichos em segredo, dando margem a teorias da conspiração e que fique claro: o Chester é só um frango; grande, fruto de doze anos de seleção artificial e meio desengonçado, mas um frango.
Essa história começou em setenta e nove, quando Sadia e Perdigão nem imaginavam que um dia seriam a mesma empresa. Coube a um executivo da última, Saul Brandalise Jr., a missão de criar uma alternativa para o peru de Natal da concorrente, um sucesso de vendas. Brandalise enviou aos EUA dois técnicos, que voltaram com onze linhagens de uma galinha escocesa. Elas foram direto para a avícola Passo da Felicidade, em Tangará, no interior catarinense. A granja ficava no meio de uma reserva de araucárias, protegendo as aves de contaminação e garantindo sigilo.
Em oitenta e dois, após três anos de desenvolvimento, surgiu no mercado o Chester – marca registrada que vem do inglês chest (peito). Anos depois, apareceu o “Chester da Sadia”, o Fiesta, outro superfrango. O Chester é alimentado à base de milho e soja, é selecionado para ter cada vez mais peso com menos gordura. Tudo, diz a marca, sem qualquer tipo de medicamento, antibiótico ou hormônio anabolizante.”.
Um Chester tem altura de sessenta centímetros e peso de quatro quilos, com abate nos cinquenta dias para os machos e trinta e cinco dias para as fêmeas, que são vendidas como frango comum. Achar um Chester é fácil, difícil é achar um ovo de Chester, pois sua produção é controlada e a venda é proibida, para manter exclusividade da marca Perdigão, hoje também Sadia.
Eu não gosto do Chester, nem do Fiesta e, portanto, não como; raramente um pedacinho, ou outro e neste domingo, dezenove de três de dezessete, confesso que prefiro um franguinho comum, no arroz, ou bem fritinho, como minha mãe fez ontem para mim, nem dispenso aqueles de padaria.
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