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Cartas-->CARTA ABERTA A UM CRÍTICO DE BRASÍLIA, DF -- 21/09/2009 - 21:55 (Paccelli José Maracci Zahler) Siga o Autor Destaque este autor Destaque este Texto Envie Outros Textos
CARTA ABERTA A UM CRÍTICO DE BRASÍLIA, DF

Paccelli José Maracci Zahler

Prezado Escritor,

Li com atenção os dois textos enviados, os quais tratam sobre Ética. Eles são atuais, refletem o que vem ocorrendo no nosso país, porém tenho algumas considerações a fazer.
No texto sobre VERDADE E ÉTICA, fica a impressão de que só na Alemanha "mentir" é caso grave. No Brasil, não. Não é bem assim!
Tomando o exemplo do Correio,citado por Vossa Senhoria, a pessoa que enviou a correspondência pode rastreá-la pela internet e saber que ela foi entregue. Caso não seja possível verificar o registro da entrega, basta uma reclamação à Ouvidoria da ECT e imediatamente parte-se para a apuração de responsabilidades.
O carteiro responsável é chamado e, pelas anotações que ele faz, é capaz de provar que a correspondência foi entregue. Aí, fica o entendimento entre o remetente e o destinatário. Se o carteiro disse que entregou e não entregou, pode ser demitido na hora.
Isso ocorre também no serviço público. Todo funcionário público concursado, caso sofra alguma reclamação, mesmo anônima ( o que para mim é um absurdo), está sujeito a uma sindicância e a um processo administrativo disciplinar, podendo sofrer advertência, suspensão de salário de até 90 dias ou demissão a bem do serviço público, onde, neste caso, fica impedido de assumir cargo público por 5 anos.
É importante não confundir "funcionário público concursado" com "paraquedistas" indicados para cargos de confiança pelos políticos. É importante diferenciar funcionário público municipal, estadual e federal.
O funcionário público concursado e lotado em Brasília, conforme seu texto, só comete deslize por idiotice porque ele sabe que está sujeito às sanções da Lei nº 8.112/90 e do Decreto nº 1.171, de 22.jun.1994, e pode ser demitido a bem do serviço público.
Já o "paraquedista", o cedido de outro órgão porque lá não o querem, o indicado por algum partido para fazer caixa de campanha, esse sim apronta até não poder mais e se cerca de funcionários públicos concursados para ter em quem pôr a culpa.
O "paraquedista" sabe que o pior que pode ocorrer com ele é voltar ao seu órgão de origem ou para a iniciativa privada. Caso seja condenado em alguma sindicância, ficará 5 anos sem exercer cargo de confiança, o que para ele é irrelevante porque sempre trabalhou, esteve a serviço ou atua como intermediário da iniciativa privada.
Quanto aos políticos corruptos que vivem em Brasília,citados por Vossa Senhoria, é bom lembrar que são os Estados que os mandam para cá. Elegem ladrões e picaretas como representantes e os enviam para Brasília. Depois, põem a culpa em Brasília.
A culpa é dos eleitores dos Estados!
Se tudo acaba em pizza, os eleitores foram os que elegeram os melhores pizzaiolos.
Se os políticos mentem, foram os Estados que elegeram representantes mentirosos e os enviaram para o "Paraíso Planaltino", conforme seu texto sobre CONSCIÊNCIA E ÉTICA.
Eu entendo perfeitamente a sua revolta, mas o deputado e o senador do seu Estado, bem como o Presidente da República, também contou com o seu voto, dos seus amigos, vizinhos, conterrâneos.
O jeito é escolher melhor na próxima oportunidade (2010).
Voltando ao ponto de discussão, é importante refletir sobre a Ética, não apenas no serviço público e na política, mas em todos os setores da sociedade. Somente isso irá mudar a sociedade, aliado a boas escolas e bons professores. Todavia, deixemos de lado os exemplos de fora do Brasil. Nem sempre o que é bom para a Alemanha, para os EUA, para a Bolívia, é bom para o Brasil. Cada país tem as suas peculiaridades e tem pessoas honestas e desonestas em todos os níveis.
Já tivemos o exemplo do faxineiro do aeroporto de Brasília que devolveu uma maleta com dez mil dólares ao proprietário. Já tivemos o caso do mega-investidor americano que deu um tremendo rombo na Bolsa de Valores de Nova Iorque e desencadeou boa parte da crise econômica global que estamos vivendo.
Veja abaixo o trecho extraído de um site português:
"Bernard Madoff (ex-presidente da Nasdaq) é considerado um dos mais respeitáveis gestores de fundos de investimento em Wall Street, com uma reputação “à prova de bala”, [porém] ficou mais uma vez provado que os escândalos financeiros baseados em esquemas de pirâmide vieram para ficar. Mas, como aguentou ele esta burla durante 20 anos?
No caso em concreto, Madoff lesou os seus investidores em cerca de 50 mil milhões de dólares, prometendo altos juros face ao montante investido por cada investidor.
De acordo com as informações apuradas até agora, Madoff prometia taxas de juro bastante altas face ao que o mercado apresentava, simplesmente ia pagando aos investidores mais antigos com o dinheiro que ia recebendo dos novos investidores.
O problema neste tipo de esquema, é que quando os investidores pretendem reaver o seu dinheiro [o fazem],quase todos, ao mesmo tempo. E dada a crise instalada, foi exatamente o que aconteceu.
Só em Portugal, estima-se que haja cerca de 76 milhões de Euros investidos nos fundos geridos por Madoff, entre bancos e capital de privados. No entanto, estes ainda são números provisórios, podendo o montante real ser bastante superior." (Fonte:http://www.criseedinheiro.com/2008/12/a-fraude-de-madoff/)

E aí, o problema ético é do Brasil, do brasileiro ou da natureza humana?

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