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Erótico-->CONFISSÕES DE UM GAY - CAP. 15 -- 03/09/2015 - 19:30 (Edmar Guedes Corrêa****) Siga o Autor Destaque este autor Destaque este Texto Envie Outros Textos
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XV

A terça-feira amanheceu chuvosa e fria. Pensei em faltar no trabalho e ficar na cama até mais tarde. Mas a curiosidade e o deleite em ouvir novos detalhes da narrativa de Fred me deram um incentivo e acabei pulando da cama. Ainda sim, cheguei atrasado alguns minutos.
A surpresa foi não encontrar Fred. Por alguns instantes cheguei a pesar que, assim como eu, talvez ele também se atrasara por causa da chuva. Contudo, pouco antes das nove vi que não viria mais.
Preocupado, por algum tempo fiquei imaginando o que lhe teria sucedido. Ele não era de faltar, embora se atrasasse uma vez ou outra. Pensei que talvez passara a noite com alguém e perdera a hora. Como o amigo leitor já deve saber, ele fazia isso de vez em quando; contudo, ao imaginar que costumava sair com homens que não conhecia, ocorreu-me de que talvez tivesse sido vítima de algum maníaco ou coisa parecida, o que me deixou deveras apreensivo. Embora vivamos numa sociedade relativamente liberal, não é novidade a ninguém que amiúde os homossexuais são vítimas de grupos homofóbicos, grupos esses extremamente violentos.
Essa preocupação me levou a telefonar-lhe.
Há algum tempo que tenho seu número, assim como ele tem o meu. Essa troca de número, no entanto, ocorreu depois que eu acabei pegando uma virose e ele, ainda pouco entrosado com a rotina do almoxarifado, teve dificuldades em se virar sozinho. Então decidimos que, no caso de um de nós faltar e o outro necessitar de algo, qualquer um de nós poderia recorrer a uma ligação. Mas, na verdade, falamos duas ou três vezes ao celular desde então. E mesmo assim para saber notícias.
-- Fui caminhar ontem à noite e acabei tomando um banho de chuva. Hoje, acordei com a garganta inflamada e com uma baita febre – contou-me ele, com certa dificuldade em falar.
Trocamos mais algumas palavras e, por fim, ele prometeu que estaria de volta ao trabalho na quarta-feira.
Foi terrível passar o dia sem a companhia dele. Já estávamos muito acostumados um ao outro. E foi mais terrível ainda porque o dia chuvoso interrompera o trabalho de muitos colegas, o que fez com que praticamente ninguém aparecesse ali em busca de materiais, o que fez com que eu ficasse praticamente esquecido. No período da manhã ainda houve uma entrega, o que tomou mais de uma hora de trabalho para descarregar e conferir toda a mercadoria. Ao longo da tarde, entretanto, fiquei esquecido naquela sala. Na realidade, por várias vezes a abandonei e fui bater papo embora procurasse não se ausentar por muito tempo.
Aproveitei a solidão para relembrar tudo que Fred me contara até então.
Eu tentava compreender a relação dele com o professor de matemática, mas eu só conseguia ver aquele homem como um aproveitador, pervertido e corruptor de menores. Algo me dizia que Fred não lhe fora a única vítima e que naquela relação um se aproveitava do outro deliberadamente. Embora Fred tenha negado desde o começo, não me saía da cabeça que Marco Aurélio não pensara duas vezes antes de abusar sexualmente do aluno ao ter certeza de que este não contaria nada aos pais. Por mais que Fred negasse isso, aquele homem planejara tudo nos mínimos detalhes. Ao ver que o aluno era homossexual, Marco Aurélio, na condição de professor, soube exercer uma influência grande sobre o garoto inocente, coisa que outro homem não teria feito com tanta facilidade. De mais a mais, existia uma espécie de intimidade entre professor e aluno, intimidade essa que acabou se estreitando quando o aluno passou a frequentar a casa do professor.
Essas tantas outras conjecturas passaram crivo de minhas indagações ao longo daquela tarde. Por fim, minhas certezas não se alteraram. Talvez essa aversão inexplicável por aquele professor tenha contribuído significativamente para isso.
Aliás, cheguei inclusive a conjecturar se não se tratasse de algum tipo de ciúme ou inveja. Mas aí pensei: “ciúmes por quê? Sou heterossexual e não sinto por Fred nada além de uma amizade e companheirismo. Inveja de quê? Nunca quis seduzir um garoto. Às vezes, desejei alguma garota, principalmente aquelas bastante sexys, mas não por causa da pouca idade. Pelo contrário, as que pareciam mais velhas eram justamente as que me atraiam. Portanto, por inveja é que não é mesmo! Aliás, só o fato de me ver na cama com outro homem me dá nojo.”
No outro dia, Fred apareceu. Sua voz continuava um pouco alterada, mas de uma forma tão sútil, que mal se percebia.
Depois de meia hora de conversa fiada, decidi questioná-lo acerca da dúvida que deixara no ar, dois dias antes e a qual me inquietava. Marco Aurélio queria ou não transformá-lo num travesti?
-- Apesar de não ser com muita frequência, ele vinha me pedindo tanto para prender meu pinto pra trás como vestir roupas femininas. Eu vestia. Queria agradá-lo. Depois a gente transava. Aliás, acabei percebendo que dessa forma ele sentia mais prazer. Percebia isso não só pelos gemidos e sussurros dele, que eram mais intensos, como também ao dar vasão aos seus instintos. Eu diria que, ao representar um papel de travesti, isso o afetava de alguma forma e fortalecia sua parte instintiva, fazendo com que ele me possuísse quase sempre de forma animalesca e gozando mais rápido.
-- Animalesca? Com assim? -- indaguei, interrompendo-o. Embora pudesse imaginar o que Fred queria dizer com isso: que aquele homem o possuía com mais violência. Ainda sim, em se tratando de um homem com suas esquisitices, esse “animalesco” poderia se referir a qualquer outra coisa.
-- Ele me apertava com seus braços e me possuía com tanta força que até dava a impressão de está me partindo ao meio. Algumas vezes, a gente transava na cama, e, nessas horas, ela sacudia tanto que parecia que não ia aguentar. Acho que ele ficava tão dominado e fora de si que nem via o que estava fazendo. Quando terminava, o meu cu estava dolorido, vez ou outra até machucado; minhas nádegas vermelhas e meus ombros com marcas de dente. Ele me mordia. Já te disse isso. Lembra? Que ele gostava de me morder?
-- Acho que você chegou a falar sobre isso uma vez.
-- Teve uma vez que ele me mordeu até o pescoço, coisa que ele nunca tinha feito porque as marcas não poderiam ser escondidas. E para eu esconder ela? Tive de usar durante quatro dias uma camisa de gola, inclusive para ir à escola. Por sorte, o meu cabelo estava longo e em casa punha ele de lado pra cobrir a marca. Quando ele agia daquele jeito, me pedia desculpas e prometia não fazer de novo. Mas, depois de algumas semanas, voltava a fazer. Eu diria que esse era o único defeito dele: sabia que me machucava, mas não conseguia se controlar. Tem gente que é assim. Não vê aqueles que bebem. Alguns perdem totalmente o controle e faz coisas que jamais fariam se estivessem sóbrias. Ele perdia quando me transformava num travesti. Talvez por isso a imagem de um travesti me causa certo desconforto. Não pelo fato dele ser Gay, até porque eu também sou, mas porque no meu caso essa imagem remeter às lembranças que nem sempre são agradáveis.
-- Mas ele chegou a te machucar alguma vez?
-- Ah, sim! Só que nada sério evidentemente. Mas, em duas ou três vezes, ele passou dos limites e inclusive, em vez de sentir prazer, acabei sentindo dor. Embora a dor, em muitos casos, possa ser uma enorme fonte de prazer, noutros pode ter o efeito contrário. Tem situações que um pouco de dor aumenta o prazer, mas ela nunca pode ser em excesso e nem maior do que o prazer. Muitas vezes, experimentei algum tipo de dor que, na realidade, se transformou em prazer. Nas primeiras vezes, em que transamos por exemplo: Já falei sobre isso. A dor de ser penetrado por um pau grande de mais para o meu cu, na verdade, acabava em poucos instantes virando prazer. O que era muito diferente do que em outras, onde ele exagerava. Por exemplo: me morder enquanto me possuía era uma coisa que ele fazia com certa frequência, embora não fosse uma regra. Umas mordidinhas de leve causa muito prazer, mas ser mordido a ponto de sangrar já são outros quinhentos. Claro que os masoquistas sentem prazer assim, mas eu não sou desse tipo. Pelo menos não me considero como tal. Também já te disse que Marco Aurélio não tinha um pênis avantajado. Saí como homens com pênis bem maiores. Esses dias mesmo saí com.
-- Você me contou. É aquele que tinha um que parecia uma mandioca? -- Lembrei do dia em quele ele me contou essa história. Aliás, cheguei a achar muita graça da maneira como ele falava daquele pênis.
-- Isso! Nesse caso, o meu cu ficou doendo por uns dois dias. Mas naquela época, eu era um rapazinho e havia uma desproporção física entre meu cu e o pau dele. E mesmo que não houvesse! Ainda sim ele teria me machucado. Nos instantes em que precedia o gozo dele, ele ficava completamente fora de si. Ele me atirava aqueles quadris com tanta força que parecia que queria entrar em mim ou fazer com que o pau dele me saísse pela boca. Ainda lembro do dia que, depois de me depilar e me transformar, disse que queria ser chupado. Como eu adorava chupar o pau dele, fiz isso com um deleite incrível. E foi delicioso mesmo! Principalmente quando ele gozou e eu senti o gosto da porra dele. A gente estava na sala. Ele sentado no sofá e eu ajoelhado no tapete, entre as pernas dele. Era um começo de noite de sábado. Eu usava um topezinho sobre um sutiã com recheio para dar o formato de seios, um shortinho curto e apertado e calçava sandálias. Ele tinha colado umas unhas postiças sobre as minhas. Nos meus lábios, eu usava um batom bem vermelho, combinando com a cor das unhas. Eu me sentia uma verdadeira piranha. Sabe como são as putas, né! Só pelo modo de se vestir você reconhece uma na hora.
-- Imagino. Aposto como você deve ter ficado uma mocinha muito sexy. -- comentei, dando risada.
-- Você precisava ver – Fred riu também.
-- Tô te falando que esse cara era estranho. Mas você insiste que não.
-- Não. Não era.
-- Então prossiga – pedi.
--Aí, depois de gozar na minha boca, pediu para eu me levantar. Então ele começou a me acariciar no meio das pernas, a passar a mão pelo meu corpo todo, a apertar os falsos seios e dizer que eu era muito gostosa, que eu era a putinha dele, que ele me amava assim. Enquanto fazia isso, ficava me perguntando se eu gostava de ser a putinha dele. Eu dizia que sim. Afinal eu gostava dessa brincadeira e levava ela muito a sério. Quando eu me transformava, ele se referia a mim sempre no feminino. Lembro de suas mãos percorreram todo o meu corpo naquele dia. Ora, ele apertava minas nádegas com uma ou duas; ora, ele passava ela no meio das minhas pernas, sobre o meu falo preso para trás, como se acariciasse uma mulher; ora passava os dedos pelos meus lábios e enfiava na minha boca para eu chupar. Eu também gostava disso. Enfim. Acabei ficando excitado. Então, ele pediu para eu virar de costas para ele e ir tirando o shortinho bem devagarinho e enquanto tirava, ir rebolando. Ele queria que eu fizesse um strip-tease. Lembro dele dizer: isso! Rebola pro papai, minha putinha. Isso! Bem devagarinho, bem gostoso! Quero ver essa bundinha gostosinha rebolando pra mim... Primeiro, tirei o shortinho e só depois a calcinha. Enquanto fazia isso, olhava para trás de vez em quando e ele estava acariciando o pau dele. Pude ver que estava muito excitado e nem parecia que acabara de ter um orgasmo a há alguns minutos. Imagino o prazer que ele devia sentir pra ficar daquele jeito. Quando acabei de tirar a calcinha, ele se levantou, me agarrou e me pôs de frente para o braço do sofá e disse para me deitar sobre ele. Como o braço do sofá dava quase na minha cintura, na realidade fiquei pendurado dos quadris para baixo. Ele chegou por trás, segurou-me pelos ombros e me penetrou com tudo. Foi a primeira vez que fez isso. Antes, ele fazia isso sempre devagar, com cuidado, para não doer e nem me machucar. Ele mesmo disse várias vezes que, por mais que ele fodesse meu cu, ele precisava de alguns instantes para se dilatar e se ajustar a espessura do falo. Mas dessa vez não fez isso.
-- E deve ter doído um bocado – comentei.
-- Doeu um pouco sim, mas como eu estava muito excitado, essa excitação acabou mascarando a dor. Mas aí ele continuou a me segurar pelos ombros e a socar na minha bunda cada vez com mais força. Começou a doer pra valer. Nos primeiros momentos, tentei aguentar calado. Mas ele parecia enlouquecido. De repente, ele virou por cima de mim e passou a me morder. Não com muita força. Só que pouco depois, senti uma mordia mais forte. As mordidas dele eram de curta duração, mas não tão rápidas como aquelas que as crianças gostam de dar. E ele me mordia várias vezes durante uma transa. Muitas vezes, eu ficava com um monte de marcas que logo desapareciam. Essas mais violentas eram raras. Às vezes, uma, duas no máximo. Mas nesse dia, ele me deu umas cinco. Fiquei com marcas dos dois lados do ombro. Eu já tinha dito a ele umas três ou quatro vezes que ele estava me machucando. Tinha até tentado empurrar ele para trás. Com não dera resultado, empurrei o sofá um pouco para frente, mas nem isso adiantou. Ele parecia não ver o que estava fazendo. Aí, instantes antes de gozar, ele me mordeu bem aqui – Fred puxou a camiseta e pôs o dedo cerca de dois centímetros acima do tórax, na direção do ombro direito. -- Foi uma mordida forte, como se ele quisesse arrancar um pedaço. E então ele gozou. Meus olhos estavam cheio de lágrimas e comecei a choramingar.
-- Ele chegou a te fazer chorar?
-- Fez. Foi a única vez, mas fez.
-- E em nenhum momento ele percebeu que estava te machucando?
-- Não. Só depois que gozou. Aí ele saiu de mim rapidamente, pedindo desculpas. Também ele ficou muito assustado, porque meu cu estava sangrando. Havia sangue no pau dele. Ele ficou desesperado. Saiu correndo e foi buscar uma toalha para limpar. E quando voltou, a porra dele já estava escorrendo pelas minhas pernas. E havia sangue nela também. Ele me limpou com muito cuidado, recriminando-se, dizendo onde que ele estava com a cabeça para fazer aquilo. Eu continuava a chorar. Ele então perguntou se estava doendo muito e eu menti. Disse que estava. Não que não estivesse doendo, eu só sentia meu cu dolorido. Só doía um pouco quando eu contraia ele. Mas as mordidas dele estavam doendo. Lembro de levar a mão no pescoço e ficar sangue nela. Ele me pegou no colo, levou pra cama dele, me deitou de bruços e foi procurar não sei o quê. Aí, ele apareceu com uma pomada e passou no meu cu. Só então ele se deu conta da marca no meu pescoço. Limpou ela e passou a mesma pomada. Enfim... Foi muito carinhoso, atencioso e me pediu desculpas não sei quantas vezes.
-- Não vai me dizer que você acabou perdoando ele?
-- E você queria que eu fizesse o quê? Eu o amava. Muitos homens fazem coisas muito piores com suas amantes; chegam até mesmo a espancá-las e, por amor, elas os perdoam. O amor é um sentimento devastador e não há dor que o anule. Quem ama profundamente é capaz de suportar as mais absurdas humilhações. Claro que não o perdoei pura e simplesmente. Decidi deixá-lo duas semanas sem me penetrar e disse que não ia mais me vestir de mulherzinha pra ele. Falei que não era mulher, que não ia fazer de conta que era e que se ele gostasse de mim mesmo ia ter que me aceitar daquele jeito. Naquele momento ele não tinha escolhas. Por isso concordou. Disse que também me amava de qualquer jeito.
-- E cumpriu a promessa?
-- Por uns dois meses, ele cumpriu sim. Mas depois ainda tentou me convencer a vestir roupas femininas umas três vezes. Como eu não dava o braço a torcer, acabou desistindo. A única coisa que deixei ele continuar fazendo foi me depilar. Eu já tinha me acostumado a com isso. E quando passava uma semana sem que ele me depilasse, eu até ficava agoniado. Às vezes eu mesmo fazia isso em casa, durante o banho. Eu me depilava duas ou três vezes por semana.
-- E você ainda se depila?
Talvez eu não devesse ter feito uma pergunta tão íntima, mas não me ocorreu de estar invadindo-lhe a intimidade. Se ele se depilava ou não era problema dele. Eu não tinha nada com isso. Mas a curiosidade falou mais alto. Desde que o conhecera, só o via vestido de calça comprida. Os braços, eu sabia que ele não os depilava, pois via-se uma rala pelugem. Mas e quanto ao resto? Aliás, ao fazer essa pergunta, não pude evitar mentalizá-lo nu, com as pernas, as nádegas e a região pubiana sem um único fio de cabelo; aliás, tão lisas como se fosse de uma jovem.
Fred titubeou por alguns instantes, como se temesse confessar. Súbito porém, acabou afirmando:
-- Sim, eu me depilo. Tentei ficar um tempo sem fazer isso, mas me sentia estranho, como se eu não fosse eu. Foi um hábito que adquiri e do qual não consegui me livrar. É como fazer a barba: quem está acostumado a se barbear, não consegue ficar barbudo. Foi mais uma das heranças dele – disse ele descontraidamente. -- É um pouco trabalhoso e gasto quase meia me depilando dia sim, dois não. Muitas vezes, aproveito que vou me barbear e já faço o serviço completo. E se tenho um encontro então, faço questão de ficar bem lisinho.
-- Quer dizer que se eu te chamasse para sair comigo, por exemplo, hoje à noite, você ia para casa e se depilaria para se encontrar comigo mais tarde?
-- É isso mesmo – asseverou. -- É como fazer a barba. Você vai se encontrar com uma garota com a barba por fazer, vai?
-- Não. Claro que não!
-- Então? Por que eu iria sem me depilar?
-- Tem razão. Mas e aí? Vocês conseguiram ficar duas semanas sem transar?
Fred deu uma risadinha e fez um clima de suspense.
-- Mais ou menos. De certa forma, cumpri a promessa. Não deixei ele foder o meu cu, apesar das várias insistências dele. Mas por outro lado, bati duas punhetas nele, deixei ele se masturbar em cima de mim e chupei ele outras duas. Ele até prometeu por só o pau dele no meio das minhas pernas, sem me penetrar, mas nem isso eu deixei. Se deixasse, ele ia acabar me penetrando. Se queria gozar, tinha que ser batendo uma punheta. As duas únicas exceções foram quando chupei ele. Mas só fiz isso porque eu estava com vontade, caso contrário nem isso teria feito. Muitas vezes, eu cheguei a provocar ele, virando a bunda para ele e passando as mãos nelas enquanto me rebolava; outras, eu virava para frente, afastava as nádegas e mostrava o meu cu pra ele. Teve uma vez que peguei a caneta marca texto dele e enfiei ela no cu, na frente dele. Teve duas vezes que esfreguei a bunda no pau duro dele. Numa dessas, ele me agarrou, me abraçando, e tentou me penetrar. Mas não deixei. Disse que se ele enfiasse o pau dele em mim, nunca mais ia voltar na casa dele. Ele me soltou na hora.
-- Mas você também era terrível, hein!
-- Ah, eu era mesmo! Dessa vez, eu quase não resisti e deixei ele me penetrar. Eu estava com tanta vontade quanto ele, talvez até mais. Mas não podia quebrar a promessa. Então me contive.
-- Mas e você? Ficou sem gozar esses dias?
-- Não, de jeito nenhum. Em três vezes, depois que ele já tinha gozado, mandava ele se deitar de barriga pra cima e batia uma punheta sentado nas pernas dele, com o meu pau junto do dele. Enquanto batia a punheta com uma mão, a outra ficava acariciando o pau dele. E quando eu ia gozar, encostava o pau dele no meu e gozava nele. Sei que isso pode parecer uma esquisitice, mas eu também tinha as minhas. Não sei o porquê, mas isso me dava prazer. Por mais duas ou três vezes eu fiquei deitado e fiz ele me masturbar.
-- Você também era bem safado, hein! -- exclamei.
-- De fato eu era mesmo. Tenho de admitir isso – respondeu Fred.
-- E sobre você fazer uma cirurgia? Que tipo de cirurgia era?
Fred também comentara sobre isso uma duas vezes, mas não dera muitos detalhes. Na última conversa, ele voltara a esse assunto e prometera falar disso. Ao me lembrar dessa promessa, não a deixei escapar.
-- Marco Aurélio falava disso de vez em quando, mas de forma muito vaga. Cerca de um mês e meio antes desse episódio que te contei, ele voltou a falar. Ele tinha me depilado minutos antes e a gente tinha transado. Depois de sair do banho, fomos ainda nus comer alguma coisa. Ele ficou me observando andar pelado pela casa com o pinto preso para trás e em dado momento comentou: você é tão bonito, tão feminino. Se você tivesse um par de seios, ia ficar perfeito. Eu dei um sorrisinho amarelo, meio que constrangido. Aí ele se aproximou e me abraçou por trás. Então, pegou nos meus mamilos, acariciou eles, e falou: Eles iam ser bem redondos. Nossa! Como eu ia chupar eles! Aí me beijou no pescoço e depois na minha orelha. Aquelas carícias me amoleceram e eu tombei nos braços dele. Ainda com os lábios no meu ouvido, sussurrou: se a gente ficar juntos, vou pagar uma cirurgia pra você pôr seios. Eu não disse nada, para não estragar o momento, mas disse pra mim mesmo que não ia fazer aquilo.
-- Ele queria que você tivesse peitinhos pra ele chupar?
-- Queria. E depois ele tornou a insistir. Foi uma três ou quatro semanas depois. A gente estava tomando banho. Ele estava me ensaboando. Suas mãos me percorriam o corpo todo. De repente ele agarrou os meus mamilos e disse que se eu tivesse dois peitões ia ser uma delícia apertar eles assim, todo cheio de espuma. Não sei se foram as carícias ou a fantasia de imaginar seios em mim que o excitou de tal jeito que ele não resistiu e me penetrou ali mesmo. Enquanto me possuía, apetava a região dos mamilos. Em dado momento, perguntou: você colocaria duas tetas pra mim? Você faria isso pro seu homem? Eu poderia ter dito que não, mas se o fizesse, estragaria o momento. Ambos sentíamos um prazer intenso naquele momento. Por isso, timidamente, balancei a cabeça afirmativamente. Ao tomar ciência do meu sim, ele teve um orgasmo.
-- E depois, continuou insistindo?
-- Mais uma vez. Mas depois que eu disse que não ia mais me vestir de mulher para ele, não tocou mais no assunto, até poucas semanas antes do nosso rompimento, quando voltou a falar disso, embora timidamente. Acho que se a gente tivesse ficado junto, talvez ele realmente tivesse me convencido a botar seios. Eu estava apaixonado por ele e ele sabia me persuadido a pô-los. E talvez até a fazer outras cirurgias.
Por um momento, fitei-o nos peitos e imaginei dois grandes seios ali. Confesso que isso também me provocou certo prazer, uma vez que eu já me encontrava excitado. Lembro-me de pensar: “Até eu ia querer chupar eles. Dizem que os peitos de travestis são sempre durinhos como os de uma mocinha.”
-- É bem capaz. Talvez até a fazer uma mudança de sexo – falei.
-- Não sei se ele chegaria a tanto. Por que ele ia querer que eu mudasse de sexo? Se queria uma boceta, que fosse atrás de uma mulher. Não. Acho que não faria isso.
Decidi mudar de assunto.
-- Você me disse que seus pais começaram a desconfiar de vocês dois. Quando foi isso?
-- Não sei exatamente quando. Pode até ter sido antes. Foi minha mãe. Ela foi percebendo uma coisa aqui, outra ali até que juntou as peças e viu que tinha algo errado. Isso aconteceu lá pelo mês de fevereiro, pouco depois do começo das aulas.
-- E o que levou ela a desconfiar e perceber que havia alguma coisa entre você e o professorzinho?
-- É uma longa história. Não vou te contar tudo agora. Deixarei para mais tarde ou para amanhã. Mas acho que tudo começou com a minha insistência em usar calças compridas dentro de casa e manter os cabelos longos. Por mais cego e ingênua que uma mãe possa ser, ela deve ter achado estranho tudo aquilo. Aí deve ter passado a prestar mais atenção em mim, nos meus hábitos, no meu comportamento. Deve ter sido por aí – disse ele, fazendo uma pausa. Em seguida acrescentou: -- Bom, mais tarde dou mais detalhes. Já está quase na hora de ir pra casa almoçar.
-- Quero todos os detalhes – falei.
Fred prometeu me contar. Não insisti. Mas como ainda dispúnhamos de mais de meia hora, passamos o tempo trocando opiniões acerca da Copa do Mundo de Futebol. Fred era pessimista quanto ao sucesso do Brasil tanto na realização do torneio quanto no desempenho da nossa seleção. O fato da Fifa criticar com frequência os atrasos das obras em alguns estádios parecia-lhe um indício de completo fracasso. Eu, por outro lado, era mais otimista. Acreditava que o Brasil não só seria bem-sucedido na realização do torneio quanto no campo. Aliás, acreditava que éramos o favorito ao título e que dificilmente o Brasil o deixaria escapar.


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