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Erótico-->CONFISSÕES DE UM GAY - Cap. 17 -- 15/10/2015 - 22:37 (Edmar Guedes Corrêa****) Siga o Autor Destaque este autor Destaque este Texto Envie Outros Textos
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XVII

Pela primeira vez, desde o início da narrativa, Fred praticamente não falou dos momentos de prazer com seu Amante. Isso acabou desviando, durante o resto do dia, os meus pensamentos para o desfecho daquele relacionamento, cujo rompimento fora muito doloroso. Todo rompimento é de uma forma ou de outra traumático; senão para ambas as partes pelo menos para uma delas. Embora algo me leve a crer que o professor de Matemática não deva ter sofrido muito, ainda sim isso não passe de uma suposição, já que eu não o conheci e qualquer julgamento que eu faça não passa de mera suposição. Por outro lado, Fred sofreu; aliás, como sofre todo aquele que, no auge da paixão, vê tudo ruir de repente, como se o solo lhe faltasse sob os pes. E se durante a conversa daquela tarde Fred não tenha me dado detalhes de sua dor, a maneira como me narrou os últimos momentos na companhia de Marco Aurélio não me deixa dúvida quanto a isso.
Uma única coisa me intrigou e ficou martelando em minha mente até a chegada do sono: por que ele, ao atingir a maioridade, não procurou o grande amor da sua vida? Talvez, como ele mesmo deixara escapar no fim das confissões daquele dia, ter encontrado outra pessoa, o que pode ter contribuído nessa renúncia, mas ainda sim isso não me parecia convincente. De fato, esse novo amor deve tê-lo feito esquecer o ex-professor, mas se assim fosse ele não denotaria tamanha afetação. Talvez houvesse algo ainda não revelado capaz de elucidar essa questão. Mas o quê? Foi a pergunta que me fiz tantas vezes. E pouco antes de adormecer, lembro-me de pensar: “Ele não procurou o professorzinho por alguma razão. Ele vai ter que me dizer qual. Ah, vai sim!”
-- Ontem passei o resto do dia intrigado com uma coisa – falei, logo após entrar no Almoxarifado.
-- Que coisa?
-- Você me disse que vocês nunca mais se viram. Por que, depois de completar 18 anos, não foi atrás dele? Você não teria dificuldades em encontrá-lo. Era só ir no colégio e procurar os dados dele.
-- Não vou te esconder isso. Não fui porque minha mãe me proibiu. E mesmo quando eu já era maior de idade, ela insistiu nesse pedido. Aceitara o fato de não ser culpa dela o meu homossexualismo, mas ainda sim não o perdoava pelo resto. Disse que o odiava e jamais o perdoaria por ter traído a confiança dela. Ela se sentia traída, pois achava que ele se aproveitara da posição de meu tutor e eu estar na casa dele e me seduzira.
-- Mas não foi isso que aconteceu? -- interrompi.
Eu não conhecia a mãe de Fred, mas simpatizava-me com ela pelo simples fato de não gostarmos da mesma pessoa e por fazermos o mesmo juízo acerca daquele homem. Por mais que Fred dissesse o contrário, nada mudaria a minha convicção de que fora iludido e seduzido por quem mais tinha o dever de ser um espelho para os jovens como Fred. Um professor se envolver com um aluno da forma que Fred me contara me assemelhava imoral e imperdoável. O aluno estava em posição desvantajosa e era a parte mais vulnerável.
-- Claro que não! Ele não me seduziu, não abusou sexualmente de mim. Pelo contrário, fui eu quem se insinuou para ele e de certa forma o seduziu. E tudo que fizemos foi porque eu quis. eu sei que vocês não compreendem isso, mas é a mais pura verdade – insistiu ele mais uma vez.
-- E se hoje vocês se encontrassem?
-- Não sei como reagiria. Tenho até medo de pensar nisso. As lembranças que tenho dele são inesquecíveis. Sei que hoje ele não tem a mesma aparência. Em dez anos as pessoas mudam muito. Ele já tem mais de quarenta anos. Não sei se gostaria de revê-lo. Tenho medo de olhar para ele e não sentir nada, como sente aquele que olha para um estranho. E se isso acontecesse, tenho certeza que me seria muito doloroso. Às vezes, não devemos desenterrar o passado. Ao fazer isso, podemos trazer a tona mais coisas que fomos buscar. Prefiro viver com essas lembranças. Elas sempre estarão associadas a coisas maravilhosas e sempre me provocarão um sorriso.
Eu não insisti mais. Talvez ele estivesse certo. Rever um grande amor do passado realmente pode trazer surpresas. E de mais a mais, Fred tinha uma imagem daquele homem que poderia não correspondesse exatamente à realidade. E se ele viesse a descobrir que Marco Aurélio não era quem ele julgara ser todo esse tempo? E sua história? E todas aquelas lembranças? Seria doloroso demais para ele saber que estivera enganado todo esse tempo. “Ele está certo. Melhor uma boa lembrança do que a dureza da realidade. No fundo, todos nós preferimos assim...”, pensei.
-- Mas me conta sobre esse novo amor – pedi.
-- Eu o conheci numa festa junina do colégio. Um sábado. Acho que era a primeira vez que saia de casa depois daquela confusão toda. Também eu não estava com cabeça pra sair pra lado nenhum. Mas aquele dia o Alexandre tinha me ligado e insistido para eu ir. Ele estava sozinho e não queria ir só. Não estava a fim, mas acabei aceitando só pra agradá-lo. Ultimamente ele era o meu único amigo. Enfim... fui. Lá, encontramos muitos conhecidos, gente que fora da nossa classe em anos anteriores e até alguns que não estudavam mais lá. Foi uma oportunidade para rever velhos amigos. Mas havia muita gente de fora também. Lá pelas tantas, Alexandre encontrou a Fernanda, uma garota que ele gostava mas não estudava mais com a gente. Os dois ficaram conversando e ele me abandou. Aí dei uma circulada pelas barracas, comi um churrasco no espeto e tomei um quentão. Sempre gostei dum churrasquinho no espeto. Já estava procurando o Alexandre para avisá-lo que estava voltando pra casa quando esbarro naquele rapaz. Foi fruto do acaso. Pedi desculpas e nossos olhares se cruzaram. Ele olhou para mim e deu um sorriso. Eu não dei bola. Só queria encontrar o Alexandre e avisar que estava indo embora. Demorei um pouco para encontrá-lo. Estava num canto, ao lado dos banheiros, aos amassos com a Fernanda. Disse pra ele que estava indo pra casa. Antes de sair porém, resolvi entrar no banheiro e dar uma mijada. Quando entro, quem está lá? O mesmo rapaz que eu tinha esbarrado uns dez minutos antes.
-- Que coincidência, hein! E como ele era? -- perguntei, aflito para que Fred chegasse logo aos detalhes mais picantes.
-- Era um pouco mais alto e mais velho do que eu. Deveria ter uns dezoito anos. Que agradável acaso!, disse ele. Dei uma risadinha discreta e concordei. Parei ao lado dele, abri o zíper e pus o pau pra fora. Ele ainda estava mijando. Você estuda aqui?, perguntou ele. Estudo, respondi. Você não é daqui?, acrescentei. Não. Já terminei o colegial e agora estou na faculdade, respondeu ele. Fez um breve silêncio. Nisso, a minha curiosidade me levou a desviar os olhos para o pau dele. Foi uma curiosidade à toa. Coisa de viado mesmo! -- disse ele achando graça. -- O pau dele estava duro. Era um pau branco, fino, com uma cabeça rosada. Foi o que me fez despertar o interesse por ele. De repente senti vontade de experimentá-lo embora tenha achado ele fino demais. Meu cu até se contraiu na hora. Fez assim -- mostrou.
-- Só porque você achou o pau dele bonito, teu cu ficou todo agitado?
-- Foi – admitiu Fred. -- Coisa de viado. De repente dá aquela coceirinha lá – acrescentou com humor.
-- E como você descobriu que ele gostava de foder rapazes?
-- Não sei. Eu me apresentei, disse meu nome e ele disse o dele. Willian era o nome dele. Nisso, ele me viu olhando para o pau dele. Ele deve ter percebido a minha curiosidade. Se não bato uma punheta, ele fica assim, disse ele. Em seguida, continuou: pouco antes de me trocar pra vir pra cá, entrei no banheiro pra bater uma, mas justamente quando estava começando, meu pai pede pra eu abrir, dizendo que está com cólicas. Quebrou o clima. Agora tá assim. Você também bate uma punheta todo dia? Surpreso, gaguejei: eu?... Sim.. Não... Às vezes. Ele já estava no fim. O jato dele já estava diminuindo. O que você pensa quando está batendo uma punheta?, perguntou. Nem tinha me refeito da pergunta anterior e ele já vinha com outra ainda mais embaraçosa. Ah, não sei. Um monte de coisas, respondi de má vontade. Eu penso numa bunda, disse ele. Enfiando o meu pau bem no meio dela, bem atrás, bem no cu, continuou. Súbito, olhou para meu pau e perguntou: você já comeu um cu? Não, respondi. Eu já. Uma delícia. Enfiei ele todinho, disse. Mexia no falo enquanto falava. Em seguida, acrescentou: no cu de um garoto. Nos divertimos a beça.
-- Ele falava assim, com naturalidade?
-- Exatamente. Como se fôssemos muito íntimos.
-- E como ele percebeu que você estava de olho no pau dele?
-- Ele deve ter notado que eu não tirava os olhos. E pela forma como eu olhava. O teu também fica assim, quando fica duro?, perguntou. Mais ou menos, respondi. O teu é menor, não é? Não sei preocupe. O tamanho não é documento, disse ele. É verdade!, concordei. Então ela abriu a calça e me mostrou toda a genitália. Deixa eu ver o seu? Dizem que se conhece um homem pelo que ele tem no meio das pernas, falou. Fiquei com vergonha, mas encantado com aquele pau, acabei entrando no jogo, mesmo sabendo que ele ia descobrir que eu não era o tipo de homem que ele pensava. Se é que já não desconfiava que eu era gay.
-- E o que ele disse, quando viu?
-- Ficou surpreso e achou esquisito tudo sem um único pelo. Quis saber porque eu era assim. Confessei que era porque eu raspava. Pensei que ele fosse rir da minha cara, mas não. Apenas perguntou se eu raspava os pelos de trás também. Confirmei. Não havia porquê negar! É tudo assim, lisinho?, perguntou. Tornei a confirmar. Então ele disse: eu adoraria ver. Nunca vi um homem de bunda lisa. Não respondi, apenas puxei cueca, abotoei a bermuda e puxei o zíper. Acho que ele viu que eu ia sair, resolveu me retardar. O que você acha?, perguntou, balançando o pau duro entre os dedos. Ele só pode ter feito isso porque sabia que eu era gay. Bonito, respondi. Na realidade, não era tão bonito assim. Parecia uma salsicha desbotada. Sério! Era comprido e fino como uma salsicha.
-- E vocês ficaram nesse joguinho de gato e rato até quando?
-- Até que ele resolveu perguntar se eu já tinha dado a bunda e eu respondi que sim.
-- E o que ele fez?
-- Me agarrou e me tascou um beijo. Num primeiro momento, fiquei surpreso. Mas durante o beijo, não resisti, escorreguei a mão e agarrei a salsicha branca dele. Ele por sua vez, agarrou minhas nádegas por cima da bermuda e apertou elas. Comecei a ficar excitado.
-- Não vai me dizer que transaram ali?
-- Não. Logo depois, eu me soltei dele e disse que era melhor a gente sair dali antes que aparecesse alguém. Disse que ia ser muito constrangedor pegarem dois rapazes naquelas condições ali no banheiro. Ele concordou. E de fato, cerca de um minuto depois entrou um senhor e dois garotos.
-- E o que vocês fizeram?
-- Ele me convidou pra tomar um vinho quente. Aceitei. Ficamos conversando por mais de uma hora. Vez ou outra, ele tocava discretamente em mim e eu fazia o mesmo. Resumindo: Willian morava cerca de dez minutos dali com a mãe e uma irmã dois anos mais velha. Viviam num apartamento no terceiro andar. Tinha 19 anos e cursava engenharia da computação.
-- E como terminou a noite?
-- Ele me levou até em casa no carro dele. Durante o trajeto trocamos algumas carícias, mas a coisa ficou por aí. Ele me deu o número do celular dele e eu o número do telefone de casa. Eu ainda não tinha celular. Ficamos de nos encontrar no outro dia.
-- E se encontraram?
-- Claro. Ele me telefonou logo cedo. Eu ainda estava dormindo. Até fiquei sem jeito quando minha mãe disse que tinha um tal de Willian querendo falar comigo. Como era domingo, ficamos de nos encontrar as 15:00hs. Ele queria me pegar na porta de casa, mas achei melhor não. Assim, disse para ele me esperar em frente à farmácia duas quadras dali. Expliquei direitinho onde era. Quando cheguei lá, ele já estava me aguardando.
-- E assim começou o caso de vocês?
-- Foi. Fomos ao Shopping, ao cinema e depois fomos a um barzinho. Depois me convidou para ir até o apartamento dele. Fiquei temeroso. Não por causa dele, mas sim da família dele. Mas ele disse que a mãe e a irmã não estavam em casa. Tinham ido para São Paulo e só voltariam no outro dia.
-- Então vocês transaram lá?
Sem demonstrar timidez, Fred confirmou. Em seguida, passou a descrever suas impressões daquele apartamento. Tratava-se de um imóvel com três quartos, muito bem mobiliado, o que confirmava as suspeitas de que Willian fosse de uma família abastarda. Depois, passou a narrar as primeiras trocas de carícias entre os dois. Nada tão diferente do que a maioria dos casais faz.
-- Ele me levou para o quarto dele e disse para eu deitar na cama. Ele desabotoou a minha calça. E enquanto tirara ela, disse que passou a noite inteira sonhando com a minha bunda. Eu perguntei: por quê? Porque você disse que ela é depilada, respondeu ele. Ele queria tirar a minha cueca, mas eu disse para ele esperar. Aí, eu tirei a minha camiseta e disse para ele tirar a dele. Ele estava de pé, diante de mim. Então, peguei, tirei a bermuda dele e depois a cueca. Nossa! Que pau mais excêntrico! Embora fosse fino, não deixava de ter beleza. Segurei aquele troço e meti a boca nela. Dei uma bela duma chupada nele. Aí, foi a vez dele me pedir calma. Disse que queria tirar a minha cueca e ver minha bunda. Não compliquei as cosias. Votei a deitar e virei de bruços. Imediatamente, senti as mãos dele puxar a peça de pano branco até os joelhos mais ou menos. Então as mãos dele tocaram as minhas nádegas e afastou as duas partes. Que coisa mais fofa!, exclamou ele. Nesse instante, ele se curvou e beijou elas. Fiquei todo arrepiado. Ele não resistiu, terminou de tirar a minha cueca e deitou em cima de mim. Seu pau duro não teve dificuldades em encontrar o meu cu.
-- Ele te penetrou assim, sem te lubrificar nem nada?
Embora Fred não tinha dito isso, a imagem que se formou na minha cabeça mostrava um falo branco, fino e de glande rosada deslizando para trás e para frente entre as nádegas depiladas de Fred, a procura do orifício, o qual, ao ser encontrado, fora forçado até ser penetrado. Aliás, ao imaginar essa penetração, pude inclusive ver o falo se perder totalmente dentro dele, o que tornou a minha excitação ainda mais intensa.
-- Não. Ele não me penetrou naquele momento. Ficou apenas esfregando ele lá por um tempo. Enquanto isso, ele me acariciava e me beijava. Fui eu quem disse: Põe em mim! Não aguento mais de vontade. Não quer que te lubrifico?, perguntou ele. Eu disse que não, que não precisava. Então, ele foi me penetrando, bem lentamente. Cara! Que prazer! Não sei se era porque eu estava há muito tempo sem dar o cu, ou se era porque há três dias não batia uma punheta. Sei lá! Só sei que senti muito prazer. A minha bunda também despertava muito prazer nele. Tanto que, apesar de ter tentado se segurar, gozou logo depois.
-- E você?
Desde as primeiras narrativas, eu me interessara pelo deleite de Fred. Talvez por achar que o prazer tem de ser compartilhado por um lado, e deixar um dos parceiros sem o orgasmo um egoismo sem tamanho por outro. Aliás, isso se tornara quase uma obsessão. Tanto e verdade que, se Fred confessava não ter gozado, eu não pensava duas vezes antes de atirar injurias ao seu parceiro, independentemente das razões que o levou a não chegar ao gozo.
-- Tava quase lá. Mas assim que gozou, ele parou de se mexer e ficou quieto em cima de mim, embora não tenha tirado o pau do meu cu. Ainda tentei mexer a bunda levemente pra ver se gozava, mas ele achou que tava me machucando e perguntou isso. Eu disse que não. Como era nossa a primeira vez, fiquei com vergonha de dizer para ele que queria gozar. Pensei que ele se ligaria nisso. Com o Marco Aurélio eu não precisava dizer isso. Ele sabia. Mas com Willian, não foi assim. Faltava-lhe a experiência e um pouco de bom senso. Fiquei meio frustrado, essa é a verdade!. Pensei que era devido a primeira vez. Pensei: “já já a gente transa de novo e aí eu gozo”.
-- E gozou?
-- Não – respondeu Fred.
-- Por quê? Não transaram de novo?
-- Transamos sim. Pouco depois. Acho que o fato de já ter gozado, não diminuiu o fascínio dele pela minha bunda. Embora eu nunca tenha entendido direito o porquê desse frisson, uma vez que minha bunda não é tão diferente de tantas outras. Mas enfim, não tinha como não perceber que ela o deixava doido. Toda vez que a gente transava, ele só queria me pegar por trás e ficar por cima de mim. Fui eu quem teve de insistir com ele de vez em quando para variarmos de posição.
-- Ele só queria trepar em cima de você e te enrabar? -- insisti.
Fred me dissera no dia anterior que seu relacionamento com aquele rapaz não durara muito devido aos problemas de relacionamento. Seria esse a causa do rompimento? Quis perguntá-lo, mas deixei para depois, talvez assim que ele terminasse de contar sobre aquela primeira noite de amor.
-- Só. E foi o que ele fez. Ele não tinha saído de cima de mim. Apenas começou a se mexer novamente. Até fiquei feliz porque pensei que assim eu fosse gozar. Eu estava muito excitado. Quase pedi pra ele pegar o meu pau e acariciá-lo, mas achei que ia gozar só com ele fodendo o meu cu. Afinal, isso acontecia quase todas as vezes com o Marco Aurélio. Mas novamente Willian gozou muito rápido e eu fiquei na vontade. Mas não foi só isso não. Havia um outro problema: Maro Aurélio tinha um pau mais grosso e de alguma forma ele pressionava o meu ponto “G”, sem contar que meu cu estava acostumado com aquele pau grande. O pau do Willian, por ser muito fino, não fazia a mesma pressão, embora eu sentisse ele ir e vir dentro de mim. Isso também contribuiu não só nesse dessa vez como em outras também. Confesso que salsicha dele deixava um pouco a desejar.
Enquanto Fred me contava esses detalhes, visualizei o meu próprio falo teso e indaguei-me se era grosso o suficiente para provocar nele o prazer que ele buscava. Talvez eu não tivesse um falo grande e tão volumoso quando o daquele professorzinho, embora Fred tenha me dito que o pau dele na realidade não era tão grande assim, mas sabia que não era uma “salcisha” como o daquele rapaz. Talvez, Willian realmente tivesse um falo fino demais ou talvez fosse o do professor de matemática que era grosso demais. Muitas vezes, homens com pênis bem longo acabam também tendo-o fino demais. Não é uma regra, mas isso acontece com certa frequência.
-- Então quer dizer que o teu cu gosta de uma mandioca?
Ele deu uma risada antes de responder.
-- Desde que não seja exagerada demais, ela me dá mais prazer sim. Dizem que o tamanho e espessura do pênis não influencia no ato sexual, mas no meu caso fazia diferença sim.
Súbito, a porta abriu. Mariovaldo, com aquele seu jeito de moleque, embora contasse com 18 anos, entrou. Sem esperar, fiz um movimento brusco na cadeira, como se estivesse fazendo algo de errado. Ele nos fitou surpreso e, estranhando minha atitude, indagou:
-- O que foi? Estavam se beijando?
Fred com sua esperteza, riu-lhe na cara dizendo:
-- Eu? Beijando esse cara? Nem se fosse um franguinho assim como você no lugar dele. Só estava contando umas histórias cabulosas aqui pra ele.
-- Que aliás não é pra um garoto da sua idade – acrescentei, levar na brincadeira.
-- Mas e aí, o que você quer?
-- Só isso aqui – respondeu ele, empurrando uma lista para cima do balcão.
Apanhei a lista e corri os olhos. Não era muita coisa.
Cerca de dez minutos depois, já estávamos as sós.
-- Vou tomar um cafezinho. Quer? -- perguntou Fred.
-- Não, obrigado.
Fred saiu e me deixou ali. Excitado, fiquei imaginando o que as nádegas dele tinham para despertar tanto o desejo dos homens. Tenho de confessar: fui tomado não só pela curiosidade como também por uma grande vontade de experimentar aquele traseiro. No entanto, ele era meu amigo e isso complicava as coisas, pois amigos normalmente não transam um com o outro, mesmo em se tratando de sexos diferentes. De mais a mais ele mesmo afirmara indiretamente pouco antes que eu não lhe despertava o menor interesse. “Não. Não há a menor possibilidade”, pensei.
Isso porém não me convenceu. “E se ele disse isso só para despistar o Mariovaldo?”, ocorreu-me pouco depois. Então, não resisti e me levantei da cadeira, segui por um dos corredores existentes entre as prateleiras de materiais e fui até o fundo. Lá, abri o zíper da calça e pus o falo para fora, a fim de examiná-lo. Queria ter certeza de que era grosso o bastante para satisfazê-lo. Embora eu conhecesse a espessura e o comprimento do meu órgão sexual, ocorreu-me de que talvez não fosse capaz dar a Fred o prazer que ele esperava. Ao examiná-lo contudo, não me furtei de pensar: “Aposto como ia fazer ele gozar como nunca. Ainda mais que sei o que tenho que fazer e de que forma ele gosta”. O som da maçaneta virando, interrompeu-me os devaneios. E antes que Fred me visse daquele jeito, me recompus.


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