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Crônicas-->Meu Amigo Que Vendia Cartões Com Poemas e a Lenda do Quero-Q -- 17/06/2017 - 14:14 (Luciana do Rocio Mallon) Siga o Autor Destaque este autor Destaque este Texto Envie Outros Textos
Meu Amigo Que Vendia Cartões Com Poemas e a Lenda do Quero-Quero
Em 2002 eu tinha um amigo que vendia cartões com poemas de própria autoria, dentro de uma cesta artesanal, no Centro de Curitiba.
Num dia de inverno, sem querer, vi este colega na Rua Quinze de Novembro. Então, como estava ventando muito, pedi para que ele protegesse os poemas que estavam na cesta. Porém, o moço colocou seu cachecol por cima dos cartões e começou a andar.
Neste passeio, falamos sofre sofrimento e as dificuldades da vida. Até que chegamos a uma praça, chamada Santos Andrade, e ficamos encantados com os pássaros, chamados quero-queros, no local. Estas aves sobrevoavam nossas cabeças chegando bem perto da gente. De repente a ventania forte carregou o cachecol, que protegia os cartões, para longe. Assim, rapidamente, um quero-quero aproximou-se da cesta e roubou um dos cartões. Deste jeito fiquei assustada. Mas meu amigo começou a dar risada. Por isto, perguntei:
- Por que você está dando tantas gargalhadas?
Ele explicou:
- Porque o pássaro roubou, justamente, o poema que fala em asas e liberdade.
Logo, entrei na brincadeira:
- Quem sabe o quero-quero está com uma crise de identidade e pensa que é um pombo-correio. Por isto, afanou o cartão para dar para a amada de alguém.
Naquele instante uma lembrança veio a minha cabeça:
- Nossa!
- Agora me lembrei da lenda desta ave. Dizem que quando um quero-quero rouba o objeto de alguém, significa que a pessoa tem uma relação especial com a cidade e que, se não pertence à terra deste pássaro, pode até viajar, mas sempre acabará voltando.
Naquele momento, um guarda aproximou-se e exclamou:
- Jovens, saiam desta área!
- Pois os quero-queros fizeram ninho, nesta parte da praça, e por isto estão atacando as pessoas que passam perto. Dizem que estas aves tem um ferrão perigoso nas asas.
Desta maneira, obedecemos ao guarda e saímos do local. Assim comentei:
- A mesma asa que dá liberdade tem o poder de ferrar com alguém.
- Reza a lenda que o quero-quero foi expulso do paraíso por querer demais.
O mais interessante é que, em 2003, meu amigo foi para a cidade dele. Porém, agora, em 2017 ele voltou para Curitiba.
Luciana do Rocio Mallon


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