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Erótico-->A UNIVERSITÁRIA - CAP. 03 -- 01/02/2016 - 18:34 (Edmar Guedes Corrêa****) Siga o Autor Destaque este autor Destaque este Texto Envie Outros Textos
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III

Úrsula, minha filha de 17 anos, resolveu ir ao clube, pular uma noite de carnaval, e insistiu comigo e Mathilde para acompanhá-la, apesar de já estar acompanhada do namorado. Cheguei a dizer-lhe que não estava com vontade, que preferia ficar em casa assistindo o desfile das escolas de samba do Rio de Janeiro pela TV, mas acabei mudando de ideia, não só por insistência dela como de Mathilde também. E assim saímos de casa por volta das dez e meia.
Embora não estivesse lotado, havia muita gente no clube, principalmente jovens, o que não me surpreendeu, pois as pessoas mais velhas ou ficam em casa acompanhando os desfiles pela TV ou viajam a fim de aproveitar os dias de folga. Afinal, para que servem as riquezas que não se possa usufruir? Não, ninguém é de ferro.
E ao olhar para aquelas moças, muitas delas usando pouquíssimas roupas e fazendo o possível para mostrar seus dotes físicos, acabei pensando naquela universitária, desejando que ela estivesse ali. Talvez ela, como a maioria daquelas jovens, vestisse pouca roupa e assim eu teria a oportunidade de apreciar os contornos de seu corpo; contornos que eu desejava explorar tão minunciosamente quanto um obstinado perito teria explorado a cena de um crime.
Apesar de conhecê-la só de vista, no fundo, não acreditava que ela fosse como a maioria daquelas jovens ali no salão: superficiais, vazias e insignificantes. Claro que não se pode julgar uma mulher antes de conhecê-la bem, pois em se tratando do sexo feminino, o adorno, a sensualidade é a melhor arma da qual dispõem para se fazer interessante e seduzir o sexo oposto. Aliás, somos seduzidos pelo adorno, como disse Ovídio. E todas sem exceção a usam. E isso não só faz parte do instinto feminino como também são educadas desde o nascimento a usá-lo como instrumento de poder, embora não raro temos dificuldade em achar o que amamos sob tantos ornamentos.
Se não fosse por ela ocupar-me os pensamentos durante toda a noite, haveria grande possibilidade de eu ter flertado com alguma jovem ali, já que muitas delas estavam desacompanhadas e a procura de um homem tanto para bancá-las o resto da noite quanto para levá-las para casa depois, mesmo tendo de oferecer o próprio corpo em troca, já que este é apenas uma mercadoria e a maioria delas não se importa em negociá-lo. E apesar de em duas ou três oportunidades, enquanto ia ao bar comprar refrigerante ou água mineral, ter recebido olhares nada inocentes, sorrisos e piscadelas, acabei por resistir facilmente a todas, lembrando-me que se fosse para cometer um ato de infidelidade, que fosse com alguém que realmente valesse a pena. Não que eu fosse o tipo de homem que sai com a primeira que aparece. E menos ainda alguém que desdenha o que já está à mão e busca o que não pode ter. Nada disso! Apenas em duas oportunidades cheguei realmente a trair Mathilde. Mesmo assim foi em dois momentos de fraqueza, onde eu me arrependi depois, pois o peso na consciência e o medo de ser descoberto não compensou o prazer fugaz. No mais, eu ficava apenas no flerte, já que não considerava isso uma traição de fato.
Lá pelas duas da manhã, voltei ao bar para comprar água mineral. Súbito, ao virar para trás, deparo com um rosto conhecido. De início titubeei, pensando que talvez me enganara e confundira aquele rosto com algum outro muito parecido. Isso já tinha me acontecido antes; aliás, mais de uma vez. Mas o fato dele me parecer familiar, fez com que eu buscasse na memória de onde eu conhecia aquela face fina, envolta por uma longa e escura cabeleira, pois não era alguém que chamasse a minha atenção; alias, ela não era uma jovem bonita e nada nela me atraia, exceção talvez os fartos seios, os quais se escondiam sobre uma peça que parecia empurrá-los para cima e dar-lhes a impressão de serem mais volumosos do que de fato eram. Não, ela não era uma jovem com a qual eu tenha flertado ou mesmo desejado. Disso eu tinha certeza. Se a imagem dela me vinha à memória, haveria de ser por outra razão.
E na tentativa de descobrir de onde a conhecia, fiquei prostrado ali por alguns instantes e acabei perdendo-a de vista. Voltei para junto de Mathilde, já que Úrsula havia abandonado a mãe e desaparecido com o namorado. Provavelmente jazia em algum canto aos beijos e abraços com o rapaz. Nos meus tempos de juventude também chequei a fazer o mesmo nos bailes. Portanto não havia o porquê de recriminá-la; ainda mais nos dias de hoje, onde a emancipação da mulher lhe dá o direito de cair nos braços de um homem sem que seja tachada de prostituta, mulher à-toa e coisas desse gênero como ainda acontecia na minha juventude.
Eu já tinha perdido as esperanças de descobrir de onde vinha aquele rosto quando a imagem daquela jovem, subindo as escadas da faculdade em companhia da minha deusa, veio-me à memória. “É a colega dela!”, lembro-me de exclamar em tom quase eufórico; e em seguida deduzir: “Se a colega está aqui, ela também deve estar.” E isso me afetou de tal forma que permanecer ao lado de Mathilde por quase meia hora me foi torturante. Uma força desconhecida me puxava, tentando me arrastar para o meio do salão (a gente estava recostado na parede ao lado do salão) à caça dela.
Para dar uma escapada, disse a minha esposa que precisava ir ao banheiro. Tive sorte de Mathilde não dizer que também me acompanharia. Desapareci e rodei o salão sem encontrar uma ou outra. Decepcionado e cabisbaixo, cheguei a cogitar que talvez a amiga já tivesse ido embora, uma vez que a Aurora não tardaria em espalhar os primeiros raios de luz no horizonte.
Mathilde chegou a indagar-me do motivo da minha demora. Menti, dizendo que havia uma enorme fila no banheiro. Ela não questionou porque dissera o mesmo há cerca de uma hora atrás, quando também desapareceu por vários minutos.
-- Vamos embora? -- perguntou ela. -- Já cansei disso aqui. Não tenho mais idade para passar a noite em bailes.
-- Nós não temos – corrigi.
-- Onde vai está Úrsula agora? Precisamos avisá-la.
-- Provavelmente naquele canto ali perto do bar. Há vários casais ali se esfregando. Vou atrás dela e falar pra ela de que estamos indo. Talvez queira ir com a gente – falei.
Estava ali a última oportunidade de encontrar aquela jovem. Se, pelo menos, eu a encontrasse, poderia perguntá-la pela amiga. “Se achar ela, vou poder descobrir o nome daquela deusa. Nem que seja isso!”
Encontrei-a onde esperava encontrar minha filha. Estava recostada à parede, nos braços de um rapaz, o qual a beijava no pescoço, ao mesmo tempo em que uma de suas mãos escorregava-lhe numa das coxas, enquanto a outra lhe pressionava os seios. Parei bem próximo, observando-os, na esperança de que ela olhasse na minha direção (não seria capaz de interrompê-los) ou parasse com aquela obscenidade em público, pois em dado momento tive a impressão de que transavam, pelos movimentos que ele fazia.
Cheguei a virar para o lado, dar alguns passos e depois voltar, pensando no que fazer. Sabia que seria embaraçoso abordá-la naquele momento. Ela só não me odiaria como certamente faria o possível para impedir o meu envolvimento com a amiga. “Poxa! Seria tão bom descobrir o nome dela! Mas pelo jeito terá de ser adiada mais uma vez”, conformei, virando e indo em direção ao banheiro.
Ao sair, uns três ou quatro minutos depois, avistei-a se afastando com o rapaz. Apressei o passo e fui-lhes ao encalço. Passei por eles e voltei o rosto na direção dela, fixando o olhar. Ela me olhou surpresa e até um pouco assustada. Interpelei-a:
-- Com licença. Você não é colega de faculdade duma jovem de cabelos quase loiros e de olhos verdes?
Ainda sem entender nada, continuava a me fitar com espanto. O rapaz que a acompanhava parecia tão surpreso quanto ela. Por isso resolvi me explicar:
-- Meu nome é Floriano de Oliveira. Faço História lá. Tô no sexto semestre.
-- Andréa Santos – disse ela, estendendo-me a mão.
O rapaz também se apresentou.
-- Não vou mentir não – falei, procurando causar uma boa impressão. -- Fiquei encantado com a beleza da sua amiga e gostaria de saber o nome dela. Ainda não tivemos oportunidade de nos conhecer pessoalmente, mas sei que esta não faltará.
Se surpresa ela estava, mais ficou com minhas palavras. Por um instante, ela pareceu não saber o que fazer. Pude ver em seus olhos. Talvez não estivesse certa acerca de qual atitude tomar: recusar ou atender o meu pedido. Aliás, no lugar dela eu mesmo teria ficado inseguro e temeroso. Afinal ela não me conhecia e talvez eu nem fosse a pessoa que dizia ser.
-- Se achar melhor não dizer, não se sinta constrangida. Afinal você nem me conhece -- falei.
-- Eu realmente não lembro de vê-lo. Mas também no meio de toda aquela gente, talvez não tivemos oportunidade de nos encontrar – disse ela.
-- Mas acabaremos nos cruzando -- afirmei. -- Bom. Não quero tomar o tempo de vocês. Bom carnaval e um bom dia. -- virei, afastando-me.
-- Virrr… gíii… niaaa… O nome dela é Virgínia! -- Ouvi-a gritar, tentando sobressair sua voz aos sons dos tamborins, surdos, cuícas e repiques que invadiam o ambiente, os quais produziam um som quase ensurdecedor.
Em êxtase, tão feliz quanto estaria se meus lábios houvessem sentido o toque dos de uma ninfa, dei mais uma volta pelo salão não só para procurar minha filha como também para encontrar um ponto de equilíbrio para conter o meu contentamento e não deixar que Mathilde me visse naquele estado. “Virgínia! Que doçura de nome! Tão encantador quanto ela.”
Ao voltar para junto de minha esposa, Úrsula estava ao lado da mãe e do namorado. Aguardavam a minha chegada para deixarmos o clube.
Não sei quantas vezes repeti mentalmente aquele nome até chegar em casa. Lembro-me de pensar no trajeto de volta: “Virgínia, minha flor! Hei de te desabrochar e te mostrar o mundo das sensações! Você muito provavelmente não faz ideia o universo que há para ser explorado, quando dois corpos se unem numa expedição ao mundo dos sentidos. Mas hei de te mostrar...” E ao me deitar e virar para o outro lado, após dar um bom dia à Mathilde, já que a bela Aurora com a tocha de Febo alumiava o horizonte, não consegui pegar no sono. A lembrança de Virgínia invadiu-me à mente de tal forma que acabei caindo em devaneios.
Até tentei afastar aquelas fantasias, mas elas simplesmente não iam embora. Talvez porque somos dominados por uma força que nos arrasta para tudo que provoca prazer. Trata-se de uma peculiaridade da vida. O prazer é sempre o fim a ser alcançado e não importa os sacrifícios e os custos. No fim, sempre compensa. Por isso tenho de concordar com Nietzsche quando ele afirma que sem prazer não há vida. Assim, as sensações que aqueles devaneios me despertavam eram mais compensador do que simplesmente cair no sono. E apesar do meu inconsciente desejar o sono, o resto de meu corpo buscava aquelas fantasias.
Como já vinha acontecendo nos últimos dias, meus devaneios seguiam quase o mesmo roteiro. E apesar das inúmeras possibilidades, algumas cenas se repetiam com certa frequência; talvez porque estas me eram mais prazerosas do que outras, embora em nenhum momento eu tenha me atentado para isso. Imaginá-la virgem, tímida, despindo-se lentamente e de forma insegura e titubeante era um constante. Seus olhos brilhantes, ternos e ao mesmo tempo denotando uma vontade muito grande de se entregar também não faltavam. Embora eu soubesse perfeitamente que, na primeira vez de uma mulher, o orgasmo nem sempre ocorre, pois lhe é quase impossível estar suficientemente excitada e envolvida no ato para alcançá-lo, em meus devaneios ela chegava ao seu com a facilidade de uma mulher madura e experiente. São deslizes que o nosso subconsciente comete quando a razão é deixada de escanteio. E então eu a via sob mim, com meus quadris movendo-lhe cada vez mais freneticamente no meios das pernas, até soltar grunhidos desesperadores, ficando num estado de semiconsciência, respirando com sofreguidão como se as forças lhe faltassem. Embora houvesse uma certa variação nessa cena entre uma fantasia e outra, ela também fazia parte de todos os meus devaneios. Aliás, era a cena que mais me afetava e excitava, talvez por isso meus pensamentos eram arrastados para ela como as águas dos rios são arrastadas em direção ao mar.
Chegou um momento que eu não pude mais suportar. Se eu não fizesse alguma coisa passaria o dia sem pregar o olho, levado por aquele turbilhão de fantasias eróticas. Assim, aproveitando que Mathilde roncava baixinho no travesseiro ao lado, levantei-me cuidadosamente, procurando não fazer barulho, e me tranquei no banheiro.
Nos homens, uma enxurrada de imagens eróticas invade-lhes o cérebro durante a masturbação até que se consiga, por um motivo que não sei explicar, fixar numa delas, a qual os leva em poucos segundos ao gozo (tais imagens têm por objetivo, ao substituir a ausência da parceira ou do parceiro no caso dos homossexuais, aumentar os estímulos sexuais e a sensação de prazer). Embora em alguns homens possa ocorrer uma sequência de situações, personagens e cenários, o mais comum é que a medida que gozo se aproxima, se foque em apenas uma delas. E foi isso que se passou comigo. Eu não me recordo precisamente quantas outras imagens me ocorreram naqueles instantes, cuja duração não chegou a dois minutos. Lembro-me vagamente de ora ver Virgínia sob mim, com meus lábios chupando-lhes os seios enquanto eu a possuía desesperadamente; ora ela sobre mim, cavalgando sobre meus quadris; e ora de quatro sobre a cama e eu a possuindo por trás. Talvez outras cenas tenham me ocorrido, mas se realmente ocorreram ficaram perdidas. Apesar do meu esforço para recuperá-las, não encontrei vestígios em meu cérebro.
Por outro lado, recordo-me perfeitamente da cena que me levou ao gozo. Virgínia está de bruços e eu sobre ela, com meus quadris sobre aquelas nádegas brancas e macias. Meu braço esquerdo jaz entre ela e a cama, na direção dos seios; a mão agarra-lhe fortemente o seio direito, ora amassando-o, ora pressionando o mamilo; o outro braço também jaz sob ela, mas adentrando na região dos quadris, onde os dedos da mão direita estão presos aos longos e encaracolados cabelos da vulva; meu falo, por outro lado, jaz enterrado na úmida e escorregadia cavidade. Sinto-a me pressionar e isso me faz, diante do vaso sanitário, fechar ainda mais a mão sobre o membro rígido e ereto como se esta fosse a cavidade da vulva dela. Foi justamente essa imagem que me apressou o gozo, a imagem de meu quadril subindo e descendo, pressionando-lhe as nádegas macias. Lembro-me de sussurrar-lhe ao pé do ouvido: “Que bundinha deliciosa, minha Virginha! Minha vontade é de passar o resto da vida trepado em cima dela.” Talvez por um descuido, chamo-a de “Virginha” em vez de “Virgínia” ou “Virginiazinha”, já que muitas vezes usamos o diminutivo para demonstrar carinho. Talvez esse erro tenha sido apenas uma falha do meu subconsciente, reduzindo o “Virginiazinha” para “Virginha” como muitas vezes acontece durante o sonho. Ouço-a dizer: “É toda sua! Pode trepar nela o quanto você quiser! Pode fazer com elas o que te der mais prazer.”
Sei que tudo isso é fruto do meu mais profundo egoísmo. Mas quem não é egoísta? Todos os homens fecundos da natureza se desenvolvem de uma maneira egoísta e eu não sou diferente. Sei perfeitamente que em dados momentos sou tomado por um profundo egoísmo; pois sei também que quanto maior o egoísmo, maior a ambição. E foi a ambição que me fez um homem bem-sucedido, apesar da minha origem humilde e de ter feito apenas um curso técnico, equivalente hoje ao ensino médio. Embora não seja rico, tenho uma estabilidade financeira que me permite não preocupar tanto com o dia seguinte.
Apesar do tom egoísta de minhas palavras e daquelas que eu supunha que Virgínia talvez dissesse, nada as impedia de realmente serem ditas. Muitas vezes acabam ocorrendo e então recordamos de tê-las profetizado. Aliás, isso já me ocorrera há alguns anos, quando estava noivo de Mathilde. Foi durante uma transa. Estava sentado na cama e ela sobre mim, deslizando sobre meu falo enquanto eu chupava-lhe desesperadamente os fartos e belos seios. Em dado momento, pouco antes de o gozo, disse-lhe que se pudesse passaria a noite toda lhe chupando os peitos. Em resposta, ela disse que eles eram meus e que se eu quisesse, poderia chupá-los até o dia amanhecer. Claro que foi uma coisa de momento, pois o gozo me fez perder a vontade de continuar a chupá-los.
Talvez Virgínia nunca venha dizer tais palavras caso esta cena venha a ocorrer. E mesmo que venha, terá sido uma feliz coincidência. Na verdade, eu lhe pus estas palavras na boca apenas para me satisfazer, para apressar o fim daquele tormento. Quanto a isso não há a menor dúvida. Fazemos esse tipo de coisa o tempo todo. Não há momento onde somos mais egoísta e onde agimos tão somente em função de nós mesmos do que durante uma fantasia erótica. Todos nossos instintos, sem exceção, são egoístas e querem tudo para si; não importa o quanto isso nos custa depois. E tenho de concordar com Marquês de Sade ao afirmar que não há paixão mais egoísta do que a luxúria. E não há mesmo! Aliás, se não somos assim o tempo todo, devemos tudo à razão. É ela quem, agindo feito uma governanta ranzinza, mal-humorada e extremamente severa, nos lembra de forma obstinada que não somos uma ilha, que nosso egoismo deve ter um limite para nossa própria sobrevivência. Por isso nosso egoísmo só vai até onde não há risco à existência, ao aniquilamento. Só aí ele para e nos faz recuar.
Enfim, aquelas palavras me levaram a apertá-la com mais força e consequentemente afundar meus quadris no seu traseiro de forma ainda mais violenta. Para simular isso, minha mão se fechou ainda mais no falo e moveu com mais firmeza para frente e para trás. O gozo que eu imaginei tendo logo em seguida ocorreu-me de fato. E ambos ao mesmo tempo. Súbito, as pernas ficaram bambas e, virando a cabeça para trás, recordo-me de exclamar: “Toma, putinha! Sente a minha porra esguichar toda dentro de você!”. Então o jato de sêmen foi parar na beira do vazo sanitário.


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