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Crônicas-->1922 - Nosso Hino -- 06/07/2017 - 11:34 (Jairo de A. Costa Jr.) Siga o Autor Destaque este autor Destaque este Texto Envie Outros Textos
1.922 – Nosso Hino
Quarta retrasada estive numa reunião rotária de posse do novo presidente para o próximo ano, esclarecendo que o ano dessa organização começa em primeiro de julho e termina no dia trinta de junho seguinte. E numa reunião dessas existe toda uma liturgia a ser seguida, iniciando-se com um dos atos mais importantes, que é a execução do Hino Nacional Brasileiro. Após, a Bandeira Nacional Brasileira é saudada com aplausos e a reunião segue, com as demais formalidades estabelecidas.
Chegando em casa fui dar uma limpada na minha pasta, para guardar os documentos do ano passado e me deparei com um folheto explicativo do nosso Hino. Ele é de autoria de duas pessoas, a letra foi escrita por Joaquim Osório Duque Estrada e a música é de Francisco Manuel da Silva. Foi adquirida por cinco contos de réis a propriedade plena e definitiva da letra do hino pelo Decreto 4.559 de vinte e um de agosto de mil novecentos e vinte e dois pelo Presidente Epitácio Pessoa e oficializado pela Lei 5.700 de primeiro de setembro de mil novecentos e setenta e um.
Existe uma série de regras que devem ser seguidas no momento da execução do Hino, todos devem tomar atitude de respeito, de pé e em silêncio, sem outra forma de saudação, como gestual ou vocal, por exemplo, aplausos, gritos de ordem ou manifestações ostensivas do gênero, sendo desrespeitosas ou não.
Além de ser uma música muito bonita, a letra é formada por uma série de palavras diferentes do nosso dia a dia, mas não em desuso. Começando por plácidas – calmas, tranquilas; Ipiranga, o rio junto ao qual D. Pedro I proclamou a Independência; brado – grito e retumbante, que é o som que se espalha com barulho. “Ouviram do Ipiranga às margens plácidas de um povo heroico o brado retumbante e o sol da liberdade, em raios fúlgidos, brilhou no céu da pátria nesse instante.”.
Fúlgido – que brilha, cintilante; penhor, uma garantia; idolatrada – cultuada, amada e vívido, intenso; formoso – lindo, belo. Límpido, puro que não está poluído e cruzeiro, a Constelação do Cruzeiro do Sul. Resplandece – brilha, ilumina; impávido, corajoso. Colosso – grande; espelha, o que reflete e gentil – generoso, acolhedor; fulguras, o que brilhas e desponta com importância; florão, que é flor de ouro. “Se o penhor dessa igualdade conseguimos conquistar com braço forte, em teu seio, ó liberdade desafia o nosso peito a própria morte!”.
Sempre gostei do nosso Hino e quando a banda o executava naquela época dos desfiles escolares, passava uma motivação muito grande, pelo menos para mim. Depois, nos momentos de decisão dos esportes, principalmente no futebol, o arrepio é normal e esperançoso. Agora, imaginem o atleta olímpico brasileiro ao receber uma medalha de ouro, privilégio de poucos, é de chorar, não é mesmo.
Mais palavras; garrida – enfeitada, que chama a atenção pela beleza; idolatrada, que é cultivada, amada acima de tudo. Lábaro – bandeira; ostentas, que mostras com orgulho e flâmula, que também é sinônimo de bandeira; fechando com clava – uma arma primitiva de guerra, tacape. “Brasil, um sonho intenso, um raio vívido de amor e de esperança à terra desce, se em teu formoso céu, risonho e límpido, a imagem do cruzeiro resplandece. Gigante pela própria natureza, és belo, és forte, impávido colosso e o teu futuro espelha essa grandeza. Ó Pátria Amada, Idolatrada, Salve! Salve!”.
Meu carro foi para a oficina e estou trabalhando em casa, nesta quinta, seis de sete de dezessete, ouvindo o Hino Nacional, pela Orquestra Philarmônica de São Paulo com o cantor Davide Carbone, que está no YouTube. Segundo a seção II da Lei, execuções instrumentais devem ser tocadas sem repetição e execuções vocais devem sempre apresentar as duas partes da letra cantadas em uníssono. No caso de execução instrumental, não se deve acompanhar cantando, devendo se manter em silêncio. Coloquei só a primeira parte do Hino, recomendo buscarem a segunda e termino ouvindo o Hino por Thiaguinho e Péricles. Muito Bom!
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