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Erótico-->CONFISSÕES DE UM GAY - CAP. 25 -- 19/04/2016 - 19:48 (Edmar Guedes Corrêa****) Siga o Autor Destaque este autor Destaque este Texto Envie Outros Textos
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XXV

A pizza não demorou. Eu fiz questão de atender o motoboy e pagar as despesas. Fred por sua vez insistiu em servir-nos. Para beber Fred abriu uma garrafa de vinho.
-- Os vinhos italianos combinam perfeitamente com uma pizza – comentou.
Enquanto comíamos, ele falava de seus antepassados, os quais imigraram da Itália para o Brasil durante a Segunda Guerra, fugindo da ditadura fascista de Mussolini. Fiquei curioso. Ele, vendo a minha curiosidade, fez um grande relato das peripécias dos bisavós para escapar da Itália.
-- Foi um momento terrível para o mundo inteiro. Nunca se viu, em pleno século XX, tanta atrocidade – falei.
-- Foi como se a maior parte da humanidade simplesmente perdesse a razão, como se retrocedêssemos no tempo e voltássemos aos tempos da barbárie, mas com uma diferença: com um poder de destruição sem precedentes. Ainda bem que não foi em vão. O ocidente aprendeu muito com as atrocidades da Segunda Guerra. Hoje qualquer ato de barbárie causa comoção e reação da comunidade internacional.
-- De fato – concordei.
-- Ainda vemos atos assim na África e no Oriente Médio, praticados na maioria das vezes por grupos fundamentalistas religiosos, mas há de chegar um dia em que Al-Qaeda, ISIS, Boko Haran e organizações do tipo serão lembrados apenas nos livros de história, como tristes exemplo do que o fanatismo é capaz. A humanidade atingiu um estágio onde não existe mais lugar para esse tipo de coisa. Ainda vão morrer muitos inocentes nessas regiões, mas o império da razão esmagará inclusive o mais fechado e fundamentalista dos grupos religiosos. É tudo uma questão de tempo. Pode até levar ainda um ou dóis séculos, mas as religiões, sem exceção, estão fadadas ao desaparecimento. Ou até relegadas aos livros de mitologia.
-- Você acha? Mesmo os regimes como o Saudita, onde o ateísmo é punido com a morte? -- interrompi-o. Embora não fosse um homem religioso e não acreditasse no deus cristão, por todas as suas contradições, ainda sim não era capaz de admitir a inexistência de uma força inicial que tenha dado origem a este mundo. Embora minha mãe fosse uma pessoa religiosa, meus tios primos não pensavam muito diferentemente de mim. Dir-se-ia tratar-se de uma família de ateus.
-- Pode ter certeza que sim. Quando aquele pensador alemão disse já no século XIX: “Deus está morto!”, ele apenas viu o que a sociedade ocidental ainda não tinha se dado conta. Os valores cristãos já tinham perdido o seu poder e já não valiam pra muita coisa. O ateísmo cresce cada vez mais no mundo. Na maioria dos países europeus, há mais ateus do que pessoas que acreditam em deus. A sociedade muçulmana ainda não foi sacudido por essa onda, mas ela também chegará até ela. Vivemos num mundo globalizado e não há muito o que fazer quanto a isso. E quem são os responsáveis por tudo isso? Simples. O conhecimento e a tecnologia. Embora alguns neguem, não há como conciliar religião e conhecimento. Pois o conhecimento põe por terra os mais resistentes pilares da religião. Aí ele a transforma num mito.
-- Talvez. Mas tem uma coisa que o conhecimento nesses milhares de anos ainda não foi capaz de responder: de onde viemos e para onde vamos? -- alfinetei-o. Uma vez que esse é exatamente o calcanhar de aquiles da ciência.
-- Certamente nem eu e nem você estará mais aqui quando essa questão for respondida, mas pode ter certeza que ela será. Talvez o mundo nunca tenha sido criado e tenha existido por toda a eternidade. Talvez aí esteja o erro: achar que tudo tem de ser criado, tem de ter um começo e um fim. Mas pode ser também que ele tenha surgido. Por que não? Assim como os seres vivos que nascem crescem e morrem, os planetas, as constelações, e talvez o próprio universo, também nascem, crescem e depois morrem e em seu lugar nascem outros com seus planetas, seus outros seres vivos e assim sucessivamente por toda a eternidade. Por que não? É outra possibilidade.
-- É uma coisa de louco, isso sim – respondi, dando uma risada.
O que mais me agradava em Fred, além de suas narrativas, eram justamente as suas teorias. Não era a primeira vez a me assombrar com sua visão um tanto progressista demais para simples mortais como eu e seus colegas de trabalho. Alguns inclusive não simpatizavam com ele justamente por causa de sua visão de mundo. Os mais exaltados chegavam a dizer que ele tinha um parafuso a menos, outros que queria destruir a fé das pessoas. Aliás, houve um episódio que deixou alguns de nós horrorizados. O faxineiro, um rapaz baixinho com pouco mais de 30 anos, certo dia se exaltou e acusou Fred de estar com o diabo no corpo e por essa razão negava Jesus e a existência de Deus. Depois disso, toda vez que cruzava com Fred, dizia: Sai de reto Satanás! Não por acaso, mais de uma vez cheguei a brincar com ele, dizendo-lhe para tomar cuidado com esse tipo de gente. No entanto, ele nunca se importou.
-- A maioria de nós ainda não está preparada para esse tipo de descoberta. Mas do jeito que a ciência avança hoje em dia, essa pergunta será respondida dentro de um século ou dois. Não mais do que isso.
Achei-o otimista demais, contudo, não o contradisse, pois tinha lá minhas dúvidas de que algum dia seria de fato respondida. Havíamos acabado de comer a pizza e eu estava interessado mesmo era no que ele ainda tinha para me contar acerca do seu relacionamento com Paulo André. Por isso falei:
-- Eu lavo os pratos e você seca e guarda.
-- E por que não o contrário? -- indagou, levantando-se e tampando a pizza. Sobrara dois pedaços na caixa.
-- Porque você sabe onde guardar.
Na pia, enfiei o meu prato embaixo da torneira e a abri. Com a outra mão, apanhei o detergente e despejei algumas gotas sobre a esponja. Nesse ínterim, aproveitei para voltar à narrativa.
-- Mas ei aí? Qual foi a gota d`água que te levou a decisão de se separar dele?
-- Não foi um ato de sadismo embora isso tenha pesado muito também. Depois daquele dia, ele se comportou e não fez mais essas coisas comigo. Mas aí é que está o problema. De certa forma o desejo dele por mim se esfriou e a gente já não transava com a mesma frequência. E mesmo quando a gente transava, parecia que ele fazia a coisa meio que mecanicamente. Era como se ele transasse comigo apenas para cumprir um papel. Mais ou menos o que ocorre entre alguns casais que vivem muitos anos juntos. Não havia mais aquela chama intensa entre a gente. E isso acabou afetando não só a ele como a mim também. Passou a acontecer de a gente transar e eu não gozar como acontecia antes. Não que sempre fosse culpa dele, mas na maioria as vezes era. Ele simplesmente me penetrava, gozava rápido e me deixava lá com cara de idiota. Às vezes, ardendo de tesão; outras, na mais completa indiferença.
-- Como assim?
-- Ora! Não havia mais aquela troca de carícias, aquela preocupação em provocar o máximo de excitação no parceiro antes. Como a maioria das mulheres, eu também só me sentia completamente pronto após as preliminares. Não é uma questão de frescura. De fato elas são de extrema importância. Se eu não sou bastante excitado, eu não gozo. Acho até que já te falei isso. Talvez a única exceção tenha sido com o Marco Aurélio, quando eu ainda era um garoto. Com ele sim: eu não só me excitava mais rápido como de forma mais intensa. Mas naquela idade tudo é novidade e por isso mais intenso. E ele era um homem experiente e sabia me dar prazer.
-- Já sim. Já comentou.
Eu terminara de lavar os pratos e agora lavava os talheres. Fred por sua vez secara-os e os depositara sobre a mesa.
-- De repente comecei a ver que não dava mais. Eu nem mesmo sentia mais aquela vontade de estar com ele, de tê-lo nu sobre mim, me possuindo. Aliás, o que realmente nos manteve juntos todos esses meses foi o prazer sexual. E quando ele começou a perder força, o interesse dum pelo outro já não era mais o mesmo.
-- Se entendi bem, ele se desinteressou por você quando você o proibiu de praticar atos de sadismo?
-- Foi.
-- Então o sadismo era o estimulante dele? E aí, ao vê-lo desinteressado, você também perdeu o interesse?
-- Exatamente. Se realmente eu estivesse apaixonado por ele, teria suportado essa indiferença ou até mesmo aceitado seus atos de sadismo. Mas eu não estava. Gostava dele e sentia prazer, mas não o suficiente.
-- E você não quis tentar mais uma vez? Dar-lhe uma nova chance?
-- Apesar de nosso relacionamento não ser mais o mesmo, ainda sim preferia isso a ficar sozinho. Se para as mulheres encontrar um homem a coisa não está fácil, para um gay então! Quando estava pronto para chegar nele e dizer que a gente ia terminar, recuei. Eu tinha ligado para ele e dito que precisávamos conversar. Então fui até a casa dele decidido a terminar tudo. Mas diante da porta, antes de tocar a campainha, mudei de ideia. Me senti culpado. De que eu não sei até hoje. Mas havia uma sensação de culpa a me envolver. Então disse a mim mesmo que lhe daria mais uma chance. E quando ele perguntou o que tanto eu queria conversar, disse que estava disposto a lhe permitir um pouco de sadismo, mas sem exageros. Quem sabe eu me acostumaria.
-- Não vai me dizer que você deixou o cara te humilhar e te sujeitar a certas coisas que não estava de acordo só para não terminar com ele? -- indaguei-o com ar de revolta.
Aliás, toda vez que Fred cedia aos caprichos de seus amantes após ter me confessado não concordar com aquilo, a raiva me invadia a corrente sanguínea e me levava a explodir numa ira sem razão. Dir-se-ia tratar de uma injustiça sem tamanha, quando na verdade a coisa não era bem assim. Afinal, Fred se sujeitou àquilo por livre e espontânea vontade.
-- Calma! Também não precisa ficar assim tão revoltado! -- exclamou, surpreso com a minha reação, embora não fosse a primeira vez. -- Acho que o vinho já está te afetando – acrescentou.
-- Desculpa. É que qualquer ato de injustiça me revolta – asseverei. -- Não se preocupe. Estou bastante sóbrio. -- falei, pegando a minha taça e sorvendo o restando do conteúdo. -- Mas aposto que seu namoradinho não conseguiu conter seus exageros. -- Não pude deixar de ser sarcástico.
-- Confesso que ele se comportou relativamente bem nas duas primeiras semanas. Durante as três vezes em que transamos nesse período, ele até foi econômico nos seus atos de sadismo. Me deu apenas umas palmadas no traseiro e algumas bofetadas no rosto. Na última, chegou a puxar meus cabelos com certa violência e a me chamar de alguns nomes depreciativos. Mas não me senti ofendido com isso. Até porque, deu para perceber o quanto isso lhe proporcionava prazer. O sádico não é só quem procura subjugar e humilhar o outro fisicamente. Aquele que o faz verbalmente é tão sádico quanto o primeiro. A questão é: eu estava disposto a me sujeitar àquilo? Sim. Eu estava. Eu poderia suportar seus xingamentos, pois sabia que após o gozo tudo voltava ao normal.
-- Mas às vezes as palavras podem ferir mais do que uma agressão.
-- Mas ali não era o caso. Por isso eu não me importava. Só que dias depois, quando ele voltou de uma viagem, eu fui passar uma noite com ele. Fazia mais de uma semana que a gente não se via. E ficamos felizes com o reencontro. Aliás, todo reencontro é prazeroso e renova os sentimentos. Por isso, a saudade é um bloco de notas invisível que não nos deixa esquecer uma pessoa querida e no qual registramos a dor da espera. E quando cruzei a porta da sala a gente já foi se beijando e arrancando a roupa. Confesso que estava morrendo de vontade de dar pra ele, de sentir as sensações que o corpo dele provocava no meu. Já na noite anterior eu estava inquieto e não conseguia pensar noutra coisa que não fosse ele em cima de mim me fodendo e me levando ao desespero.
-- Tu é pior do que uma punta, cara! -- deixei escapar.
Por sorte, Fred não se ofendeu.
-- Quando terminamos de nos despir, ambos estávamos excitados. E olha que eu não costumo ficar excitado assim tão rápido. Olhei para o pau duro dele, com aquela cabeça até brilhando de tão inflada. Ele estava com tanto ou mais tesão do que eu. Ah, não resisti! Caí de joelhos diante dele e meti a boca naquela vara. Ele me agarrou pelos cabelos e disse: chupa, meu bichinha gostoso!, chupa todinho! Claro que eu chupei com vontade por alguns instantes. Não queria que ele gozasse. Súbito parei. Ele viu que eu ia parar. Aí ele segurou fortemente minha cabeça pelos meus cabelos e disse: fica paradinho que agora sou eu que mexo. Vou foder tua boquinha, bichinha, e vou encher ela de porra! Você gosta dela, não gosta? Então. Quero ver ela escorrendo pelos cantos da tua boca. E então começou a ir e vir.
-- Invés de fazer amor contigo, o cara preferiu de foder como se você fosse uma puta. E você ainda quis dar uma nova chance ao filho da puta?
Eu tornara a encher minha taça e completar a de Fred. Diferentemente dele, que sorvia o vinho lentamente e saboreando como faria um enólogo, eu o bebia a goladas e sem retê-lo na boca a fim de apreciar seu aroma. Por isso minha taça sempre esvaziava antes da dele.
-- Foi, infelizmente. E o pior não foi isso. Ao foder minha boca, ele fazia como se estivesse fodendo o meu rabo: socava os quadris na minha cara e procurava me penetrar profundamente. Com Isso o pau dele quase descia pela minha garganta. Quando ele ia até ela, eu sentia uma ânsia horrível; principalmente no começo. Tive de me concentrar na respiração e fazer o impossível para não vomitar – Fed pegou mais uma vez a taça e a virou lentamente na boca.
Não pude deixar de imaginar a cena. E por alguns instantes vi-me no lugar de Paulo André como o falo indo e vindo na boca de Fred. Aliás, lembro-me de pensar: “eu nem chegaria a tanto! Gozaria antes!”
-- Confesso: eu senti a virilha dele espremer os meus lábios contra meus próprios dentes e vez ou outra doer um pouco, mas eu estava com os olhos fechados, concentrado. Por isso não vi que ele tinha machucado eles. Só quando ele gozou e tirou o pau da minha boca que vi que havia sangue na virilha dele, no pau dele, na minha boca e até no chão, bem na minha frente. E era bastante sangue.
-- Que monstro! Como foi que o cara foi te machucar assim?
-- Quando eu o vi todo vermelho e senti o gosto de sangue, não me dei conta de que eram dos meus lábios. Na hora pensei que os meus dentes tinham machucado o pau dele. Sabe como é, né! Qualquer cortinho ali, ainda mais se ele estiver excitado, vai sangrar muito. Afinal o pênis só fica excitado porque as cavidades enchem de sangue.
-- E pior que é verdade! -- assenti.
-- Mas foi até engraçado! Porque eu achei que eu tinha machucado ele e ele que tinha estourado alguma vaso dentro da minha boca. Depois ele me confessou que achou que tinha machucado a minha garganta. Mas na hora ele também ficou desesperado. Me pediu perdão e disse que não tinha visto que estava me machucando. Corri ao banheiro (ele foi atrás de mim) e diante do espelho vi que o sangramento era nos meus lábios. Havia um pequeno corte na parte superior e outro na inferior. Não era nada grave. Tanto que foi só lavar umas três ou quatro vezes e o sangramento estancou. O que causou tudo aquilo foi a minha saliva. O fato do pau dele estar na minha boca, se mexendo para lá e para cá, me fez salivar demais. E como a minha boca estava aberta e o pau dele entrando e saído, acabou jogando a saliva para fora, onde ela se misturou ao sangue e deu aquela impressão de que havia um sangramento muito maior.
-- Não vai me dizer que você desculpou o cara por isso?
-- Claro que sim. Ele não teve a intenção. Foi um acidente. Coisa do momento.
-- Pela tua cara, vocês transaram novamente? Eu te conheço – falei, dando uma risada.
Fred também rindo, confessou:
-- Transamos. Acho que ele não estava muito a fim, mas disse-lhe assim que saímos do banheiro que se ele me deixasse voltar pra casa sem gozar, eu nunca mais olhava na cara dele. Então ele não teve escolhas. Me levou pra cama dele, trocamos um pouco de carícias até que ele conseguiu ficar excitado (apesar do susto com o sangramento, isso não acabou com o meu tesão). E sabe o que realmente o excitou?
-- Não. Não faço a menor ideia!
-- Ele disse para eu dobrar e abrir as pernas. Aí ele ficou enfiando os dedos no meu cu e acariciando ora meu pau ora meus ovos com a outra. Às vezes, ele enfiava um dedo; outras, enfiava dois a até trés. Ele chegou a tentar enfiar mais um, mas começou a doer. Meu cu não tinha abertura para todos aqueles dedos. E com medo dele me machucar ordenei-lhe que enfiasse só três. Na realidade, aqueles já me causava um pouco de dor quando ele os introduzia até o fim e ficava fazendo assim – Fred juntou os três maiores dedos, cruzando o indicador e o anelar sob o médio, e então moveu rapidamente a mão para frente e para trás várias vezes.
-- Nessa velocidade? Isso não te machucava não?
-- Não. Ele fazia rápido, mas não tanto assim. Eu já estava muito excitado então não fazia diferença. Mas o que me deu prazer foi o que ele antes dele enfiar todos esses dedos. Com o médio dentro de mim, ele apertava a região da próstata. Aí sim, dava um prazer danado. Não sei se você sabe, mas não é o comprimento do objeto que você enfia no ânus que importa. Pelo contrário: se um objeto for longo ou até grosso demais, ele vai causar dor e não prazer. O mais importante e o jeito de introduzi-lo. É só fazer com que ele pressione a região da próstata que o prazer é imediato.
-- Confesso que isso nunca me passou pela cabeça. Pensei que quanto maior mais prazer dava. Claro que não grande demais a ponto de arregaçar o cu, embora tenha gente que enfie garrafa de vinho, cerveja e até coisas maiores.
Aliás, por falta de informação e por falta de interesse, não me ocorrera que o prazer anal, assim como o vaginal, não depende do tamanho do pênis. Aliás, por não ter a mesma elasticidade que a vagina, o coito anal pode ser extremamente doloroso se o pênis for grosso demais, o que pode não ocorrer no caso do coito vaginal.
-- Assim como o prazer feminino está na fricção da entrada da vagina, onde se encontra não só o clitóris mas a maioria das conexões nervosas, o prazer anal não está lá no fundo, mas pouco depois da entrada, onde fica a próstata. Não sei se você já chegou a fazer, com um dedo mesmo, enfiando ele assim pela frente – Fred se levantou e, afastando um pouco as pernas, passou a mão entre elas e, com o dedo médio levantado, fez que enfiaria no cu. -- você consegue pressionar ela e sentir um prazer danado enquanto bate uma punheta.
-- Não, claro que não. Sou macho. Imagine se eu ia enfiar o dedo no meu próprio cu pra sentir prazer.
Confesso ter reagido de uma forma até exagerada. Talvez porque agora o álcool realmente estivesse me afetando, pois, após esvaziar mais uma taça, eu me sentia leve, quase flutuando.
-- O que tem? Um dia que você encontrar uma parceira bastante liberal, sem esse preconceito idiota de que homem não pode sentir prazer anal, peça ela para enfiar o dedo no teu cu enquanto você a fode que você vai ver como você vai sentir prazer.
-- Mas nem morto! -- proclamei, interrompendo-o, quase me sentindo ofendido. -- No meu cu, ninguém vai enfiar nada não.
-- Deixa de ser bobo. Isso não faz você menos homem. O que define se você é homossexual ou não é a atração física. Se você só sente atração e desejo por pessoas do mesmo sexo é gay, se é por pessoas do sexo oposto é hétero. Simples assim. Sou gay porque só gosto de homens, de um pau bem gostoso, meu amigo!.Aliás, já transei com um cara que era hétero e só quis ter uma experiência diferente. E ele sentiu muito prazer quando enfiei o dedo no cu dele. Depois te conto essa história.
-- Não, não. Não me sentiria bem se alguém enfiasse o dedo no meu cu. Acho que perderia o tesão na hora – falei. -- Até transaria com outro homem, se ele não fosse exatamente um homem, mas sentir prazer pelo cu já é demais pra mim.
-- É uma pena! Tenho certeza que você ia gostar.
-- Mais e aí?
-- Aí que ele veio pra cima de mim, me penetrou e acabamos tendo uma transa deliciosa. Me senti muito feliz naquela noite, apesar dela não ter começado tão bem. Quando voltei para casa na manhã seguinte, estava certo de ter tomado a decisão correta. Só que a coisa não foi bem assim.
-- Ele perdeu o controle?
-- Infelizmente foi. O filho da puta tinha que estragar tudo. E menos de uma semana depois.
-- Mas estava na cara que isso não ia dar certo.
A garrafa de vinho jazia vazia à nossa frente. Minha taça também. E vendo-a sem uma gota, Fred perguntou:
-- Quer que eu abra outra?
-- Se você não se importar – respondi.
Ele se levantou, foi até adega e trouxe uma garrafa de vinho tinto.
-- Essa aqui é bem forte! Um Do Porto com 21% de álcool. Quero ver você encará-lo.
De fato eu senti a diferença logo na primeira golada.
-- Mas o que o Filho da Puta te fez? -- perguntei.
-- Como eu estava disposto a deixar ele praticar um pouco de sadismo comigo na esperança de que nosso relacionamento fosse adiante, embora o fato dele como um qualquer em público me incomodasse, não me importei quando ele me perguntou se podia me amarrar. Eu disse que não achava uma boa ideia. Mas ele me prometeu que não ia me machucar. Então concordei.
-- Mesmo conhecendo o cara, você ainda concordou!
-- E o pior que no meu íntimo eu dizia que isso não ia dar certo, mas, pelo menos, eu ia ter a prova definitiva de que ele era uma barca furada. O meu erro não foi só tê-lo deixado me amarrar, mas não ter sido categórico no sentido de proibi-lo de me causar dor. Enfim. Ele me amarrou os braços para trás assim – Fred levantou-se, ficou de costas e pôs os braços para trás e esticou-os coluna abaixo. -- Depois, dobrou as minhas pernas e amarrou elas também. Até aí tudo bem. Então ele pegou uma cadeira, subiu nela e abriu a parte de cima do guarda-roupa, o qual ele trancava com uma chave, e tirou uma enorme caixa. Quando ele abriu havia uma infinidade de acessórios de sadomasoquismo. Quando vi aquela caixa aberta no chão, pensei: “Pronto! Agora estou fodido!”
-- Então o cara era um especialista em sadismo?
-- Era. Aí ele pegou um chicote e começou a me bater, dizendo: você gosta de apanhar, não gosta? Hein, Bichinha? Na primeira vez que te fodi, você gostou. Eu nem me lembrava que tinha dito para ele judiar de mim. Ah, como me arrependo de ter dito aquilo. Mas era tarde. O mal já estava feito. Ele me bateu um pouco com aquele chicote, mas não chegou a me machucar. Ficou umas marcas que desapareceu no outro dia. Aí ele deixou o chicote e pegou uma cordinha fina. Quando vi aquela corda na mão dele, deduzi imediatamente o que ele ia fazer. Disse para ele que não queria que ele amarrasse meus ovos, mas ele disse que não ia apertar. Deveria ter sido mais persuasivo, mas mais uma vez acabei cedendo. De fato ele não apertou muito, mas o que ele fez no meu cu logo depois me causou muita dor.
-- O que foi?
-- Já chego lá. Eu nunca entendi a razão dele gostar tanto de amarrar meus testículos. Devia ser alguma tara dele. Sei lá. Bem... Depois de me amarrar os ovos e dar uma apertadinha neles, ele tirou um instrumento de aço com dois cabos e uma espécie de tubo na ponta. Não sei explicar. Não perguntei ele o que era aquilo e nunca quis saber. Então ele passou vaselina no meu cu, enfiou um dedo, depois mais dois. Assim que me lubrificou, enfiou aquele negócio. Não doeu quando entrou, apesar de eu ter sentido que era desconfortável. Aí ele puxou ou apertou os cabos, sei lá!, e aquele tubo foi se abrindo e arreganhado o meu cu. Então começou a doer. Eu falei: tá doendo. Para! Tira isso daí. Tá me machucando. Mas…
-- …ele não parou – interrompi.
-- Não. Senti muita dor. Ele apenas respondeu que sabia o que estava fazendo. Ele não se moveu por alguns instantes. Achei que ele tinha resolvido tirar aquilo de mim, mas não. Apenas esperou um pouco e depois abriu mais um pouquinho. Parou por uns instantes e depois tornou a abrir mais um pouquinho. Repetiu esse processo umas três ou quatro vezes. Não entendi o que ele estava fazendo ou o que ele pretendia, mas deu para notar que ele estava arreganhando o meu cu. Para que alguém ia querer fazer aquilo com cu do outro? Para a maioria dos homens, quanto mais apertado maior o prazer. Não, eu não conseguia entender. Era óbvio que ele tinha alguma intenção. Pois parecia que ele queria dilatá-lo como se faz com uma mulher em trabalho de parto. Eu comecei a gritar com ele para ele tirar aquilo. E sabe o que ele fez?
-- Não tirou.
-- Também. Primeiro, agarrou meus cabelos e puxou, levantando a minha cabeça. Aí pegou uma mordaça e me amordaçou pra que eu ficasse calado. Depois de me amordaçar, ainda me deu umas bofetadas, dizendo: eu sei que você gosta disso. Não é seu bichinha? Todo viadinho gosta de sofrer, de ser mal tratado e sentir dor. No fundo é disso que vocês gostam! Quando ele disse isso pensei: “Pronto! Agora tô fodido!”. E o que mais eu poderia pensar? Então ele pegou o celular dele e turou umas fotos do meu cu. Aí me deixou sozinho ali no quarto dele e saiu. Pensei que ele tinha ido buscar um pepino como fizera da outra vez. Até imaginei aquela coisa verde no meu cu. Mas voltou logo em seguida com umas pedras de gelo e um ovo de galinha e uma toalha. Você acredita que o desgraçado primeiro enfiou duas ou três pedras de gelo em mim. Que sensação esquisita. Nos primeiros segundos não foi ruim, mas depois o gelo causa dor. Acho que começou a queimar. E ele deixou o gelo em mim por algum tempo. E quando resolveu tirar as pedras, enfiou os dedos e pegou. Por aí você imagina como meu cu estava arreganhado.
-- Esse cara é um doente mesmo!
-- E ainda não acabou. Depois de tirar as pedras de gelo, abriu mais o negócio e arreganhou ainda mais o meu cu. Nossa como doeu. Era como se ele quisesse me rasgar. Então pegou o ovo, quebrou e jogou a clara e a gema lá dentro. Aí pegou o celular e tirou mais umas fotos. Até hoje não consigo encontrar uma justificativa para ele ter quebrado aquele ovo e despejado lá dentro. Aquela experiência foi tão horrível que preferi esquecê-la. Hoje é a primeira vez que falo disso.
-- E depois ele tirou ele de lá?
-- Não. Olhou para mim e, rindo, disse: Se você visse o tamanho que um cu é capaz de ficar, você não ia acreditar. Mas depois eu te mostro, meu bichinha. Dessa vez ele usou de sarcasmo para me chamar de “Bicinha”. Então bateu mais umas fotos e deu uns tapinhas nas minhas nádegas. Então disse: agora vamos tirar isso. Aí tirou. Nossa que alívio. Foi como se ele arrancasse uma barra de ferro fincada em mim.
-- E nem transou contigo?
-- Me foder? Fodeu sim. Mas antes untou a mão com vaselina e enfiou ela todinha em mim.
-- A mão inteira? -- indaguei com espanto. Jamais tinha me passado pela cabeça que alguém pudesse enfiar uma mão no cu de outra pessoa. No entanto, pesquisei na internet e realmente algumas pessoas sentem prazer em fazer isso. Aliás, nas minhas pesquisas, vi que as pessoas introduzem coisas muito maiores que uma simples mão em seus ânus. Só não consigo compreender como podem sentir prazer com isso. Acho que não têm a menor consideração para com o seu corpo.
-- Exatamente. Pelo que vi nas fotos depois, foi até o punho.
-- Como ele fez isso?
-- Assim – Fred mostrou. Ele juntou os dedos e os dobrou sobre o dedão. -- De forma que a mão ficou assim, meio arredondada. Aí ele foi enfiando, aproveitando que o meu cu ainda estava arreganhado. E depois de enfiar, ainda ficou mexendo ela lá dentro. Como ela era muito grande, pressionou a minha próstata o que fez com que o líquido branco saísse pelo meu pau. Mas eu não estava gozando. Até porque eu poderia estar sentido qualquer coisa, mas prazer é que não era. Quando finalmente ele tirou a mão ela estava toda melecada de ovo. Então achei que a brincadeira tinha acabado, mas aí ele resolveu me foder. Trepou em mim e me comeu. Meu cu estava tão arreganhado que eu nem sentia o pau dele direito. Era como se ele fosse fino como um cotonete ou um lápis. E olha que ele tinha um pau grande. Por sorte ele não demorou a gozar. Também depois que gozou, acho que ele caiu na real e então rapidamente me soltou. Só não me levantei e enchi ele de porrada porque ele era maior e mais forte do que eu e me cu estava doendo demais. Mas xinguei ele e falei que nunca mais olharia na cara dele. Então me levantei e fui com certa dificuldade ao banheiro me limpar.
-- E você voltou a olhar na cara dele?
-- Durante duas semanas não dei notícias. Nem apareci no trabalho para não encontrar com ele. Aliás, no dia seguinte, fui à casa dele, toquei a campainha e deixei o celular dele no pé da porta. Quando saí da casa dele no dia anterior, peguei o celular dele por causa das fotos. Em casa, antes de apagar todas, ainda dei uma olhada nelas. Nos primeiros dias ele me telefonou mas eu não atendi. Depois ele desistiu. Mas voltei a procurá-lo sim. De qualquer forma a gente ia se encontrar no supermercado. Tivemos mais uma longa conversa e mais uma vez ele me pediu perdão e disse que nunca mais faria isso de novo. Claro que eu sabia que ele estava mentindo.
-- Mas dessa vez você não voltou para ele não, né?
-- Pensei em não voltar. Mas acabei voltando.
-- Não. Não acredito! Depois de tudo isso! Porra, Fred! Tu é pior do que mulher de malandro, hein!
-- Mas vi que a gente não tinha futuro. Três semanas depois, eu disse que não dava mais e a gente se separou de vez. E para não ficar encontrando ele, acabei pedindo demissão. Não ia me sentir bem trabalhando com ele.
-- Porra! Até que enfim.
-- Eu me dei conta de que era melhor ficar sozinho do que mal acompanhado.
-- E ele não te procurou?
-- Não. Acabamos nos encontrando pouco antes do natal passado. Nos cumprimentamos amigavelmente e cada um segui seu caminho.
-- Que relacionamento conturbado, hein!
-- Infelizmente a gente está sujeito a essas coisas. Às vezes, a gente conhece uma pessoa, pensa que ela é uma coisa e depois descobre que ela é outra completamente diferente. Qualquer um está sujeito e deparar com pessoas assim, mas os gays estão mais vulneráveis. Somos vítimas de abusos mais do que as mulheres. Alguns homens, se é que podemos chamar tais monstros de homens, nos procuram para nos humilhar e fazer com que nos sentimos um lixo. Eu até que dei muita sorte, mas conheço alguns amigos que passaram momentos difíceis nas mãos de alguns parceiros. Nunca sofri uma agressão séria. Tem um conhecido que foi parar no hospital com rompimento no reto. O cara, depois de fodê-lo e espancá-lo, socou um cabo de vassoura no rabo dele.
-- A homofobia é uma realidade – falei.
-- E ainda será por muitas décadas – concordou Fred.


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