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Crônicas-->1954 - Iguape e São Miguel -- 16/07/2017 - 17:26 (Jairo de A. Costa Jr.) Siga o Autor Destaque este autor Destaque este Texto Envie Outros Textos
1.954 – Iguape e São Miguel
Eu quero ir a Iguape conversar um pouco com Bom Jesus, depois ir a São Miguel conversar um pouco com São Miguel Arcanjo e colocar os meus agradecimentos em dia. Descer pela Be Erre Cento e Dezesseis e subir por Sete Barras e pela estrada nova, que já passei, mas não vi nada pela chuva que estava. A Edna balançou a cabeça e entendi como sim. Dito e feito, sexta anteontem eis me pelas seis da manhã no Rodoanel em direção aos meus destinos.
Três horas após, eu já estava frente ao meu Senhor Bom Jesus, quando agradeci e pedi mais um pouco também, pois nossa política não nos dá trégua. Conversei, pedi desculpas por não ter terminado ainda meu trajeto a pé e fiquei mais um tempo sentado num dos bancos da igreja, contemplando o altar e pensando na vida. Antes, vários romeiros do grupo Andando a Pé, que não perguntei de onde, estavam se fotografando para a posteridade, o que me deixou acabrunhado, pois como já disse não terminei minha caminhada.
Um joguinho na lotérica e vambora para São Miguel, agora por Pariquera-Açu e Sete Barras, com uma parada no Posto Graal para almoço e café. Cheio, muita gente e alguns ônibus da Viação Cometa bem novos, que despertaram a minha curiosidade, um deles com a pintura original, aquela antiga dos tempos em que eles foram grandes companheiros. Quanto tempo falta Inho, umas duas horas ainda... Então vamos.
Antes da parada, comento que contei tudinho de novo, outra vez, o tempo que meu pai fazia viagens com o caminhão Mercedes Cara-Chato, levando os romeiros do Rincão, descendo a serra, passando na balsa do rio Ribeira em Sete Barras, um dia inteiro de espera. Depois mais uma balsa em Iguape e finalmente a Igreja e Bom Jesus. O líder dos romeiros era o Nhô Pedrinho de Almeida, geralmente iniciava-se no dia três e voltava no dia seis de agosto, acrescentei dos lugares em que ficávamos, do dia da praia, da visita à Sala dos Milagres, das barracas e dos fogos e assim por diante, o que todo bom são-miguelense sabe também.
Saindo do Graal, uns quilômetros da Be Erre e procurando a saída para São Miguel, quando uma placa indicou a Marginal em Registro, uma cidade que nunca entrei, mas é a Capital do Vale do Ribeira. Não entrei de novo, pois estava de olho na estrada para Sete Barras e quando vi já estava em cima da ponte, dizendo para a Edna que a balsa era lá em baixo e presa num cabo de aço. História que ela ouve toda vez que eu passo por lá, conto da turma que descia do caminhão e de alguns parentes que deviam morar por ali. Lembrando que a família do meu pai é originária de Xiririca, hoje Eldorado Paulista.
Aí, ela deu uma cochilada e eu fiquei com as minhas lembranças absorto na estrada ruim, até eu chegar ao ponto em que tive que desistir da minha caminhada, tendo andado cinquenta e quatro quilômetros num dia e treze no dia seguinte. Desistir eu não desisti, o que aconteceu é que não saía mais do lugar, por um tal de ácido lático, segundo o Doutor Antônio Carlos, mas isso tudo eu já contei.
Começou a estrada-parque e parei na guarita de Reservinha para anotar a placa e dizer que eu já conhecia o trecho. O Guarda me desejou boa viagem, marquei as horas e calculei uma hora para vencer os trinta e três quilômetros, já que eu pretendia andar nos vinte quilômetros por hora, para apreciar a serra toda. Na saída, um grupo a cavalo com cara de romeiros no trote e com jeito de parar no alojamento da Reserva, mais uns dois de bicicleta e eu disse que já estava no tempo do pessoal começar as viagens de promessas e de fé, além de vários carros na estrada, agora com cara de fim de semana na praia.
Continuei o trecho, arborizado de tudo e manchas de sol muito claro, fazendo a minha catarata reagir e eu ficar sem enxergar quase nada, olhando a guia para me guiar até o sol se esconder. A estrada está muito boa, só que aqueles calombos todos fazem você “marear” um pouco e eu acabei dizendo que preferia a chuva, por deixar a serra muito mais bonita e neste domingo de dezesseis de sete de dezessete, iria fazer uma outra crônica, mas comecei a contar o meu fim de semana e nem em São Miguel cheguei, mas chegarei na próxima...
Comentários

Toye Costa  - 03/08/2017

Nhana e Pedrinho de Armeida que lideravam o arrebanho desses romeiros que pai levava à Iguape. A torda era difícil de montar. Mais difícil ainda, era subir e sentar nos bancos.

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