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Crônicas-->2017 - Uma modinha -- 30/07/2017 - 14:40 (Jairo de A. Costa Jr.) Siga o Autor Destaque este autor Destaque este Texto Envie Outros Textos
2.017 – Uma modinha
Terça passada, dando uma passada pela Internet dei de cara com um texto de Flávio Morgenstern, que vocês podem encontrar no sensoincomum.org. É sobre a verdade inconveniente de Washington Olivetto – “Empoderamento Feminino é clichê de baixo nível intelectual, é só uma modinha oca para ser repetida sem inteligência.”.
Empoderamento é um ato, processo ou efeito de dar poder ou mais poder a alguém ou a um grupo, ou de alguém ou um grupo tomá-lo, obtê-lo ou reforçá-lo. Entenderam? É uma das definições do Dicionário Houaiss, tem mais duas e o antônimo é desapoderamento. Para falar a verdade eu nunca gostei dessa palavra, não sei por que, achava meio sem noção e depois da leitura do texto encontrei o motivo. Esta crônica não é sobre mim, se eu gosto ou não da palavra, é sobre o que o Washington acha e por isso daqui pra frente a palavra é dele, entrecortadas e compiladas no meu espaço, lembrando que o texto original é do Flávio.
“Em entrevista à BBC, falando do empoderamento feminino, comentou que é um clichê constrangedor do mesmo nível de beijo no coração. Ou seja, empoderamento feminino é uma modinha. Uma cantilena a ser repetida roboticamente. Um bordão de publicidade fraca. Um pastiche sem conteúdo para apascentar o vulgo. Um refrão para marcar uma tribo de poucos brios sinápticos. Um slogan de política tosca que aqueles que refletem pouco ruminam e regurgitam sem a menor consciência de quanto são subservientes.
O povo do empoderamento feminino não gostou. A declaração óbvia de Washington Olivetto parece que as deixou sem poder. Nenhuma prova material no mundo poderia ser maior de que Washington Olivetto está certo, já que simplesmente uma única pessoa no mundo deixa de reconhecer que repetir empoderamento feminino sirva para alguma coisa, e as repetidoras sentiram-se com menos poder”.
“Olivetto explica seu pensamento: “É a ideia que provoca aquele efeito de ‘como não pensei nisso antes’, (…) é algo que tem a ver com o produto e com seu consumidor”. O que ficar repetindo o refrão do empoderamento feminino tem a ver com o público? Com o Brasil? Com, ehrr, as mulheres de carne e osso, e não as patricinhas que gastam a tarde no Twitter?
Poucos diagnósticos podem ser mais precisos do que o seu para o clima atual da mentalidade, sobretudo diante da censura do politicamente correto”.
“Ninguém berrando empoderamento feminino! por reflexo, para pertencer a um grupinho, está realmente empoderado. Nenhuma patrulha do mundo, megafone numa mão e barbeador na outra, vai dar poder às mulheres, embora elas se sintam dentro de um grupo (um shibboleth enganador). Por mais que queiram ser grandes mulheres – e, para tal, precisem ser grandes pessoas –, nenhuma patrulhadora pentelha consegue ser alguém admirável dizendo que tem poder. Que busca poder. Que quer uma sociedade de poder melhor distribuído. É uma corda bamba entre a chatice que só deixa a coitada ainda mais revoltada e o comunismo”.
“Outra coisa insuportável que a publicidade cria ciclicamente, que a sociedade cria, são clichês constrangedores do tipo pensar fora da caixa, quebrar paradigmas, desconstruir, agora o empoderamento feminino. Que são todos primos-irmãos de um baixo nível intelectual, são primos-irmãos do beijo no seu coração. A gente tem que fugir desses clichês. As pessoas ciclicamente saem repetindo essas loucuras. Eu brinco aqui, se alguém falar em quebrar paradigma, vou jogar pela janela. Deixa o coitado do paradigma lá”.
“A verdade pode nunca ser mais clara do que a mentira, mas a realidade sempre ganha da irrealidade. Ademais, alguém aí havia notado que falar em empoderamento feminino é a mesma coisa que repetir clichês e bordões como beijo, me liga ou loucura, loucura, loucura? O funcionamento por desejo mimético é o mesmo. O público-alvo também: a dona-de-casa que repete não é brinquedo, não porque viu na novela é a pós-adolescente youtuber do empoderamento feminino depois que passa na faculdade. Modinhas. O maior empoderamento feminino foi terem um clichê feminino para chamar de seu. Não era justo que só homens pudessem virar os tiozões do pavê”.
Neste domingo, trinta de sete de dezessete, desculpas pelo confuso acima já que não cabia tudo o que ele escreveu, mas se quiserem o todo, podem acessar sensoincomum.org e boa leitura!
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