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Erótico-->APÓS O ALMOÇO -- 01/09/2016 - 02:34 (PAULO HENRIQUE COELHO FONTENELLE DE ARAUJO) Siga o Autor Destaque este autor Destaque este Texto Envie Outros Textos



     Como começar a vida, tendo um CPF/MF como o meu, que inicia com o número zero? O zero parece comprometer tudo. Eu já subi o Corcovado e pedi para o Cristo desconsiderar o zero. No dia, senti que a estátua me dizia que o zero significava boa sorte, esperança; era o pontapé inicial no cadastro numérico, na matemática existencial que veio com a nossa boca aberta. Significa o nada, mas também um eco.


O eco sumiu da minha cabeça na hora do almoço. No meio do refeitório do jornal, em determinado momento uma funcionária chamada Cíntia molhou sua camiseta branca com  suco de uva. Molhou na altura dos seus seios e ela  puxou a camiseta molhada para frente, quando pude ver a forma daqueles seios grudados no suco que se ofereciam ao mundo. Não pude pensar em mais nada. Fiquei à espreita. Ela foi ao banheiro tentar diminuir o roxo, saiu do banheiro com a camiseta ainda mais molhada e neste momento, antes do retorno ao expediente, cheguei para uma conversa em que lhe pedi, de modo confuso, o orgasmo da masturbação piedosa, um orgasmo tendo como participação a camiseta marcada de uva e seus peitos molhados. Não sei bem quais foram os meus argumentos. Cíntia sorriu, lamentou a fraqueza masculina, e abrimos a porta da saída de incêndio onde ela me masturbou, ora sem pressa, lentamente; ora ligeiramente. Pude beijá-la também de forma delicada, tocar na ponta de seus peitos que, por instantes, me pareceram muitos rijos. Tão rijos que minha vida valeu a pena por causa do prazer que senti. Depois Cíntia sorriu, limpou a mão com um lenço, deu-me um beijo e retornou ao trabalho. Deixou-me ali encostado na parede como um urso em hibernação.... como a lixeira ao lado da porta, embora lixeiras não amem. 


Senti também que a masturbação não significou nada à Cíntia Foi apenas um favor. Talvez nunca mais conversemos, pois ela senta do outro lado da redação.


Penso nas mulheres cariocas dentro de seus biquínis de lacinho...basta um pequeno puxão e tudo pode desabar.


Há outros desabamentos aqui no Rio. Fiquei pensando em meu futuro.


 


Fragmento do livro: "TOUROS EM COPACABANA"

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