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Crônicas-->1637 - Mania! -- 06/08/2017 - 13:21 (Jairo de A. Costa Jr.) Siga o Autor Destaque este autor Destaque este Texto Envie Outros Textos
1.637 – Mania!
Não sei como chamar essa minha fase de ficar guardando textos, que ultimamente ando lendo pela internet. Eu leio, gosto, copio e coloco editado no Word, depois salvo e pronto para a minha posteridade até eu esquecê-los e não mais lê-los. Evidente que vou substituindo por outros e assim por diante. Já sei como chamar – Mania! Ou chatice como os mais chegados devem achar, pois eu entrego cópias, ou mando um e-mail e como vocês, meus leitores, são meus chegados também eis mais uma crônica, baseada em um texto guardado por mim há algum tempo.
São sete fatos científicos que vão explodir sua cabeça, este é o título da matéria da edição duzentos e noventa e cinco da Revista Galileu, que li pela internet no revistagalileu.globo.com/ciência/noticia e que podem conferir, para uma leitura mais completa. O artigo começa com – Quando bate o tédio, a ciência te lembra de que o mundo é, na verdade, um lugar incrível. E coloca também o que disse Carl Sagan, referindo-se à sua esposa: “Na vastidão do espaço e imensidão do tempo, é uma alegria dividir um planeta com Annie”. Esta mesma frase vale para mim e para a Edna.
Porém não vale para a nossa convivência com os nossos atuais políticos, que eu os quero todos e as suas corrupções todas ardam no fogo do inferno, pelo resto do tempo. Apesar deles, quero continuar acreditando que o mundo é um lugar fora de série e, por isso, amanhã pelas cinco estarei na estrada para continuar trabalhando e acreditando nos bons propósitos da vida e da nossa existência, efêmera, porém eterna.
O primeiro fato é: “As chances de que não exista alguém idêntico a você no universo são mínimas”. Brian Greene, no seu livro A Realidade Oculta, apresenta nove teorias da matemática e da física que nos arrastam de forma inevitável para uma conclusão fascinante, universos paralelos existem e é provável que haja cópias exatas de você lendo esta crônica em uma galáxia muito, muito distante.
A explicação, segundo ele, não é tão complicada assim; na primeira das suas teorias a existência da vários “nós” é uma consequência de que o universo é infinito, mas há um número limitado de arranjos possíveis das partículas que estão nele. Se o espaço não acaba, mas as formas de combinações de átomos sim, então é inevitável que em algum lugar por aí exista uma segunda Terra, exatamente como a nossa, com pessoas como nós fazendo o que estamos fazendo. Não se preocupe, porém. Ela está além do nosso horizonte cósmico, ou seja, tão distante que sua luz sequer nos alcançou, mais distante do que jamais poderemos alcançar.
Eu coloco que me satisfaz saber que tem mais de mim por aí, e que algumas pessoas que gosto também, mas sabem o que é chato – todos os nossos corruptos de plantão e todos aqueles indesejáveis na nossa vida também estão por aí, fazendo as mesmas coisas que fazem por aqui. Olha, não gostei nada desse fato, por mais científico que seja.
O segundo fato é: “Há um problema matemático que demorou trezentos e oitenta e cinco anos para ser resolvido”. Você que já pensou na vida, que é simplesmente impossível resolver todas as questões de matemática do vestibular no tempo estipulado, torça para que o matemático francês Pierre de Fermat não volte do mundo dos mortos para integrar a equipe do próximo ENEM. Seu último teorema, rabiscado nas margens de um livro em mil seiscentos e trinta e sete, demorou trezentos e oitenta e cinco anos para ser resolvido. O autor da solução, o britânico Andrew Wiles, começou sua luta em oitenta e seis e só nocauteou o conjunto de símbolos em noventa e cinco. Junto à anotação, Fermat redigiu o seguinte comentário: “descobri uma prova maravilhosa para este teorema, mas ela não cabe nessa margem”. Leiam mais no livro O Último Teorema de Fermat, de Simon Singh e, neste domingo seis de oito de dezessete, como mais nenhum fato cabe nesse meu espaço, tenho que avisa-los que voltarei na próxima. Não percam e que mania, não.
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