Usina de Letras
Usina de Letras
   
                    
Usina de Letras
87 usuários online

 

Autor Titulo Nos textos

 


Artigos ( 55315 )
Cartas ( 21071)
Contos (12176)
Cordel (9605)
Crônicas (21332)
Discursos (3113)
Ensaios - (9920)
Erótico (13145)
Frases (40224)
Humor (17570)
Infantil (3576)
Infanto Juvenil (2310)
Letras de Música (5418)
Peça de Teatro (1311)
Poesias (135942)
Redação (2881)
Roteiro de Filme ou Novela (1035)
Teses / Monologos (2375)
Textos Jurídicos (1913)
Textos Religiosos/Sermões (4238)

 

LEGENDAS
( * )- Texto com Registro de Direito Autoral )
( ! )- Texto com Comentários

 

Nossa Proposta
Nota Legal
Fale Conosco

 



Crônicas-->SEM REMO E SEM RUMO... -- 17/08/2017 - 10:19 (GERMANO CORREIA DA SILVA) Siga o Autor Destaque este autor Destaque este Texto Envie Outros Textos
SEM REMO E SEM RUMO...

Antes de se tornar um homem do povo, Jô Formigão vivia de pequenos biscates e nos fins de semana gostava de pescar.

Tinha uma canoa velha, construída com o tronco de uma velha perobeira que existia na única propriedade rural de seus familiares.

Enquanto fazia uso de seu instrumento de trabalho, no único rio piscoso ali existente, seu maior receio era a aparição de algum furo no casco dela, o que certamente lhe traria algum desconforto ou talvez pequeno risco, mas isso não lhe incomodava muito por ser ele um exímio navegador.

Diferentemente do homem do povo Jô formigão, que é um exímio navegador, na acepção real da palavra, atualmente nosso país está dentro de uma canoa furada, à deriva num rio profundo, conduzida por um navegador inexperiente.

O navegador dessa canoa necessita, urgentemente, chegar em terra firme e tentar seguir em frente, por todo o tempo que lhe resta, isto porque na atual conjuntura ele só tem conseguido andar em círculos.

E por falar em navegar, o poeta e escritor português Fernando Pessoa, reescreveu certa vez, parafraseando o que disse o poeta italiano Francesco Petrarca, no século XIV que “navegar é preciso, viver não é preciso”.

O poeta italiano, por sua vez, fazia alusão à célebre frase “navigare necesse, vivere non est necesse” (Navegar é necessário, viver não é necessário) empregada pelo general romano Pompeu no século I, a.C., quando queria encorajar marinheiros receosos e com medo de adentrarem nos mares bravios e desconhecidos, naquela época.

No primeiro momento histórico, ou seja, no século I, a.C., a mensagem passada por essa frase era que o mais importante seria navegar... a vida do navegador ficava em segundo plano.

No segundo momento, já no século XIV, a conotação dada para o trecho da frase que diz que “navegar é preciso” se refere às condições e instrumentos existentes para se conduzir de forma segura uma embarcação. Quanto à vida, na sua essência, esta não é e nem nunca fora tão segura, como muitos imaginam...

Política e economicamente falando, nosso país está vivendo algo parecido.

Se considerarmos, de formas distintas, as mensagens dos trechos dessas célebres frases, em ambos os momentos históricos em que elas foram proferidas, e as transportarmos para a nossa realidade, veremos que dá para fazermos algumas considerações importantes:

- É “necessário navegar” e “viver” também, em que pese o fato de nossa canoa estar furada e o nosso navegador atual estar sem remo e sem rumo...

QUE DEUS TENHA MISERICÓRDIA DE NÓS!
Comentários

O que você achou deste texto?       Nome:     Mail:    

Comente: 
Informe o código de segurança:          CAPTCHA Image                              

De sua nota para este Texto Perfil do Autor Seguidores: 22Exibido 48 vezesFale com o autor