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Crônicas-->Os Ursos Azuis, o Gravador e o Menino Que Nunca Ganhou um Li -- 11/11/2017 - 17:37 (Luciana do Rocio Mallon) Siga o Autor Destaque este autor Destaque este Texto Envie Outros Textos
Os Ursos Azuis, o Gravador e o Menino Que Nunca Ganhou um Livro de Poesia
Quando eu tinha seis anos ganhei, da minha madrinha, um urso de pelúcia grande e da cor azul marinha. Então decidi botar o nome de Osvaldo porque achava que era nome de poeta. Mas, naquele instante, pensei:
- Talvez este nome esteja errado!
- Pois não faz concordância!
- Por isto o certo seria Osvaldos com “s” e não Osvaldo no singular. Quem sebe dentro do urso Osvaldos existam muitos Valdos dentro dele e muitas personalidades.
Deste jeito passei a brincar com o urso azul. Na minha imaginação ele era sério, por isto gostava de olhar as estrelas. Assim à noite eu colocava o brinquedo de pelúcia na janela para admirar as estrelas. Depois contava histórias e declamava poemas para o urso dormir.
Perto da casa da minha vó, no bairro Cabral em Curitiba, havia uma menina que era cadeirante, que também tinha um urso parecido com o meu. Um dia esta garota falou que seu sonho era ter um brinquedo que lesse poemas. Assim eu disse que podia ler textos em voz alta para ela. Mas minha amiga falou que preferia escutar o urso de pelúcia lendo. Deste jeito contei sobre este sonho para seu avô. Então o idoso resolveu abrir o urso nas costas, colocar um gravador com uma fita de poemas lidos por mim e por ele, também, lá.
Desta maneira gravamos poemas de escritores famosos como Cecília Meireles, Vinícius de Moraes e uns de minha autoria. Depois o ancião colocou um gravador pequeno atrás do urso da garota. Quando chegou o dia do aniversário da pequena, ela amou a surpresa.
O tempo passou, o meu urso Osvaldos foi doado para um orfanato e a menina do bicho de pelúcia que lia poemas se mudou da cidade.
Já na idade adulta, em 2017, conheci um amigo chamado Osvaldo. Assim contei para ele que tinha um urso de pelúcia chamado Osvaldos no plural. Conversa vai e conversa vem este meu amigo confessou que tinha fascinação pela magia das velas e que nunca ganhou um livro de Poesia.
Logo pensei:
- Assim como o urso gostava das estrelas luminosas, meu amigo curte velas que também são elementos que levam as criaturas para às luzes. Além disto, ele gosta de poemas igual ao brinquedo de pelúcia.
Por isto presenteei Osvaldo com o livro, Conexão III, que é uma coletânea de poemas, de vários autores, onde participo com dois textos de minha autoria. A obra foi organizada pelo editor Amauri Nogueira com a capa de Vanize Zirmemman.
Fiquei contente ao saber que meu colega gostou do presente.
Pois bichos de pelúcia, livros de Poesia e amigos são seres inesquecíveis e eternos. A vida é um laço do vaqueiro chamado Destino, em forma de roda gigante, que dá voltas trocando os elementos das suas posições originais. Afinal os momentos eternos são aqueles que sempre trazem as emoções mais marcantes.
Luciana do Rocio Mallon




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