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Erótico-->Forças coexistentes -- 13/06/2019 - 21:14 (Lorde Kalidus) Siga o Autor Destaque este autor Destaque este Texto Envie Outros Textos

Uma deliciosa sensação de cansaço toma conta do corpo dela enquanto ainda sente partes do amado escorrerem de dentro de si e sujar o exterior de sua fenda e o lençol logo abaixo. O homem dorme logo ao lado e ela observa sorrindo aquele corpo escultural que há pouco a levou ao delírio e fez com que sua cama tivesse uma serventia maior que a de costume, resumida em abrigar seu sono e do marido, ausente no momento.

Não havia necessariamente planejado que aquilo acontecesse, mas, como se duas forças que tivessem que coexistir estivessem dispostas a fazê-lo independente de códigos de ética, dogmas e crenças, lá estava ela, deitada ao lado do homem que havia conhecido pela rede social na internet. Haviam conversado por uma semana, ouvido a voz um do outro no máximo uma vez, mas a intimidade que surgiu logo nas primeiras conversas parecia deixar mais do que claro que a coisa teria de ir além do virtual. Ela conversou com ele sobre assuntos particulares que jamais havia dividido com estranhos, embora evitasse comentar sobre o casamento. Ele, deixando claro que só precisava saber se havia alguém para que não tivesse que se perguntar por que estaria demorando para responder ou qual seria a melhor hora para telefonar, demonstrou de prontidão que o estado civil da mulher de nada lhe importava. E falaram um com o outro como se fossem conhecidos de longa data, sentindo aquela atração tão devastadora quanto inexplicável ditar sem pudor algum as regras que fariam parte do convívio entre os dois.

Do encontro na estação de metrô até o apartamento do homem eles levaram cerca de dez minutos. Ao encontra-lo ela já não se fez de rogada e o beijou, não sentindo vergonha quando ele apertou suas nádegas como se já deixasse claro que, a partir dali, elas lhe pertenciam e que isso seria uma questão irreversível. Sem esboçar qualquer resistência, ela relaxou a guarda e amoleceu completamente enquanto a mão enorme do amante se enchia com seus glúteos e, sem disfarçar o nervosismo e ansiedade, ela sorriu e os dois caminharam juntos para fora da estação, em direção ao prédio onde mora o estranho.

No elevador, ele a abraçou por trás e ela sentia a pulsação mais rápida ao sentir o membro já duro roçando entre as nádegas. A essa altura já não pensava mais no fato de que havia dito ao marido que sairia apenas para ir ao centro fazer compras na 25 de março, embora fosse refém de um determinado espaço de tempo e não pudesse levar mais do que isso para estar em casa. Entretanto, a cada andar que o elevador subia, a cada mordiscada que ele dava em sua orelha, cada beijo na nuca e suas palavras obscenas, sussurradas ao pé do ouvido, lhe faziam esquecer tudo que havia deixado para trás, ainda que temporariamente. Os vinte anos de casamento, a casa, os filhos, como se tudo fizesse parte de uma realidade paralela e não tivessem nada a ver com seu verdadeiro eu, tudo parece ser rapidamente suprimido pelo fogo que lhe penetra pelo sexo e aos poucos consome cada fibra de seu ser.

Ao passarem pela entrada, ela caminhou lentamente até a sala de estar enquanto conversavam e ela lhe falou novamente do nervosismo, de não acreditar que estava ali, independente do quanto se sentia à vontade com o estranho. Sem conter o atrevimento e ao mesmo tempo falando como se tentasse confortá-la, ele levantou seu vestido com uma das mãos e tornou a apertar uma de suas nádegas, o que fez com que ela permanecesse parada, sem esboçar qualquer reação, num misto de susto e de vontade de estar à disposição do que quer que o homem decidisse fazer com ela em seguida. Ele retirou a camiseta e a puxou para si, colocando a mão por dentro da calcinha e acariciando o clitóris, o que fez com que o pouco de pudor ou censura que restasse à mulher logo desaparecesse, bem como qualquer consideração que ainda existisse pelo casamento ou família. Com uma mão no clitóris e uma por dentro do sutiã da amante, ele enterrava sua língua em uma orelha, beijava sua nuca, ombro e pescoço e, revezando com as carícias, logo havia retirado o vestido, deixando-a apenas com as roupas de baixo.

Ela, então, virou de frente para o homem, abrindo-lhe as calças e pondo-as para baixo, vendo o belo membro que o homem possuía. Nunca havia visto outro que não o do marido, com quem o sexo era extremamente básico, para não dizer subnutrido. Agora ela estava ali, levando aquele colosso à boca, batendo-o contra seu rosto e os seios, de forma que em casa sequer sonhava em fazer, desprovida de qualquer vergonha, e sugando-o com vontade, como se desejasse que aquilo não acabasse nunca mais. Assim que ele se livra das calças, ela, como que transformada, se levanta e o puxa pelo membro até o quarto, sentando-se à cama e continuando o que havia interrompido.

Enquanto ela tomava o membro com as duas mãos e o chupava sem ressalvas, ele soltou o sutiã e o tirou da mulher, deitando-a de bruços em seguida, beijando as nádegas e retirando a calcinha para, em seguida, deitar sobre ela, roçando a vara entre os glúteos e beijando as costas, nuca, pescoço e orelhas. Virou-a de frente e bateu com o membro em seu clitóris para, logo em seguida, iniciar a penetração da fenda quente e úmida que parecia há muito esperar por ele. O amante posiciona as pernas da mulher em seus ombros e inicia a penetração com delicadeza, em seguida abrindo as pernas dela e descendo com a boca até os seios, mamando um por vez, em seguida abraçando-a e sentindo os dois de encontro ao peito. Ela sussurra obscenidades, puxa-o contra si e geme, sentindo a invasão do gigante desconhecido enquanto, inevitavelmente, faz comparações, não lembrando de já ter se sentido tão preenchida quanto agora.

Retornando à posição inicial, ele passou a estocar com velocidade maior e a altura dos gemidos da mulher passava a acompanhar o ritmo das penetrações, junto a sensações que até então eram desconhecidas por ela. Retirando-se, ele a virou de costas, posicionando-a de quatro e atingindo uma das nádegas com um tapa, que fez com que ela olhasse para ele e sorrisse, enquanto ele voltava a penetra-la, sem a mesma delicadeza anterior, segurando a cintura da amante, que se entregava sem censura alguma, revezando as estocadas com tapas nas nádegas, que não causavam a ela qualquer preocupação quanto às marcas que o marido pudesse ver posteriormente. Abraçava o travesseiro, gemia alto, falava palavrões, coisas que jamais havia feito com o marido, chegando a dizer que queria que o “corno estivesse lá para ver se ele aprendia alguma coisa”, o que fez com que os dois rissem e interrompessem o ato por alguns segundos. Logo, as penetrações continuavam até que ele, sem conseguir mais se conter, despejasse dentro dela todo o seu prazer, fazendo-a sentir o leite jorrar quente e abundante em seu ventre. Ele, então, a abraçou por trás, os dois sentindo a pulsação rápida e a respiração ofegante, e deitaram-se abraçados, beijando-se demoradamente e jogando conversa fora, até que o sono os vencesse.

Agora, lá estava ela, pensando no rumo que a vida tomaria de agora em diante. Já aliviada do desejo que há pouco era um tornado dentro dela, ela pode considerar mais racionalmente as circunstâncias atuais. Não deixaria de lado o marido e as obrigações familiares, mas, sem sombra de dúvida, teria de ter sempre tempo para o homem que há pouco lhe fez agradecer por ser mulher e que descansa agora ao seu lado. Ela observa o amante e o membro que, mesmo amolecido, ainda possui um tamanho respeitável, aproximando-se e se ajeitando, deitando a cabeça na virilha do homem e acariciando o cacete, fazendo com que ele desperte. Os dois passam a conversar enquanto ela sente o membro crescer em suas mãos, tomando-o à boca e chupando-o num misto de carinho e vontade, enquanto o homem mantém a mão sobre uma de suas nádegas. Como se houvesse nascido para ter aquele pênis em sua boca, ela o mama na medida exata para que ele logo esteja duro como uma rocha, pulsando enquanto ela o chupa, masturba, acaricia e, minutos depois, sente-o novamente entrar em erupção, desta vez em sua boca, de forma que ela não desperdiça uma gota sequer, engolindo cada jato de esperma. Limpando os lábios, ela se volta para o homem, que a beija e, em seguida, vão para o chuveiro, onde toda sorte de carícias é dividida entre os dois.

Ao final do banho, vendo quanto tempo havia passado, eles se vestem e ela se despede. Os dois descem pelo elevador e ela, novamente, a leva até a estação de metrô. Um último beijo, um último aperto nos glúteos e ela se vai, ambos de acordo em se falar pela rede social mais tarde. Subindo as escadas da estação, ela pensa no marido e nos filhos que logo irá encontrar, sobre o rumo que sua vida tomará de hoje em diante e se pergunta se hoje passou por uma transformação ou apenas assumiu seu verdadeiro papel. Não importa. Ela voltará mais vezes àquele apartamento e àquele homem, se entregará a ele da mesma forma e, qual duas forças que devem coexistir, eles o farão, independente do que for correto ou não perante os olhos de quem os julgaria se soubesse do papel dos dois mas que não utiliza os mesmos sapatos.

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