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Crônicas-->Até quando, meu Deus. Até quando?... -- 13/02/2018 - 23:00 (Adalberto Antonio de Lima) Siga o Autor Destaque este autor Destaque este Texto Envie Outros Textos


A menina do sinal apressa-se. Esfrega a esponja, depois puxa a água com um   pequeno rodo. Enxuga os vidros. A mão lhe estende uma  moeda. — Deus lhe pague, seu Paulo — disse ela.



 O sinal abre.



 Motoristas arrancam os veículos,  simultaneamente. Vaninni acena. Ravenala fica triste. Aquela menina deve ser da sua idade. Muitas crianças não estudam porque os mandarins guardam o dinheiro da Educação em seus bolsos rotos. Quebram limites e barreiras, vencem obstáculos, e burlam a Lei. Com asas negras sobrevoam, impunes, o abismo de seus crimes. Maquinam o mal e só o mal fazem ao semelhante.



"Até quando, Catilina, abusarás da nossa paciência? Por quanto tempo a tua loucura há de zombar de nós?... Quem, dentre nós, pensas tu que ignora o que fizeste na noite passada e na precedente, onde estiveste, com quem te encontraste, que decisão tomaste? Oh tempos, oh costumes!"




Até quando, meu Deus! Até quando?...




 


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