Usina de Letras
Usina de Letras
                    
Usina de Letras
153 usuários online

 

Autor Titulo Nos textos

 


Artigos ( 56399 )
Cartas ( 21119)
Contos (12484)
Cordel (9833)
Crônicas (21794)
Discursos (3122)
Ensaios - (9978)
Erótico (13197)
Frases (41439)
Humor (17685)
Infantil (3603)
Infanto Juvenil (2328)
Letras de Música (5445)
Peça de Teatro (1312)
Poesias (136913)
Redação (2885)
Roteiro de Filme ou Novela (1048)
Teses / Monologos (2381)
Textos Jurídicos (1917)
Textos Religiosos/Sermões (4474)

 

LEGENDAS
( * )- Texto com Registro de Direito Autoral )
( ! )- Texto com Comentários

 

Nossa Proposta
Nota Legal
Fale Conosco

 



Crônicas-->II O Sorriso de Deus -- 12/03/2018 - 01:06 (Adalberto Antonio de Lima) Siga o Autor Destaque este autor Destaque este Texto Envie Outros Textos











Teve vontade de chorar, mas naquele dia...naquele dia não cabiam mais lágrimas em seu rosto. Queria ficar longe de tudo e de todos. E mesmo sem roupa esportiva, desceu descalça e caminhou sozinha  na areia, deixando o rastro desalinhado  de suas pegadas. — Se não tens pressa para chegar, disse para si mesma, caminha, pois, a passos curtos  como quem procura, sem querer encontrar.
A linha ondulada das águas, brilhava esbranquiçada no fluxo e refluxo da maré.  Ravenala teve medo. Pareceu-lhe ouvir gritos de náufragos pedindo socorro. Mas não havia náufragos. Ela ouvia os gritos de seu coração. Recordações do acidente na plataforma do metrô  trouxeram-lhe à mente as palavras de Fernão: Eu tropeço, tu me pegas; tu escorregas, eu te seguro pelo braço.  Era a lembrança mais reconfortante, e também a mais carinhosa que guardava do marido. Eram lembranças boas e ruins guardas nos anéis da memória, que remontavam, tanto de um passado distante, quando de fatos  recentes. Viúva?... ela não conseguia imaginar-se viúva. Tivera um companheiro, mas agora estava só. Sozinha a navegar em um oceano de lágrimas. 
 O sorriso de Deus se abriu no rosto do Padre Pio: Apressa-te! O caminho é longo. Reflita sobre aquilo que escreves, porque eu, o Senhor teu Deus, pedirei  contas disso... Fica atenta:  Receberás recompensa pelo bem que fizeres, e castigo pelo mal que praticares. Há tempo para tudo debaixo do Sol. Tempo para nascer, e tempo para morrer; tempo para chorar, e tempo para rir...
 O sol pendia.
Pombos catavam migalhas de alimentos deixados pelos banhistas na praia. A luz do dia  fraquejava.  O vento soprava suavemente, e  a noite derramava estrelas pontilhando o céu. Era hora de voltar pra casa.
***
Adalberto Lima, trecho de "Estrela que o vento soprou."








Adalberto Lima






Enviado por Adalberto Lima em 12/03/2018

Comentários

O que você achou deste texto?       Nome:     Mail:    

Comente: 
Informe o código de segurança:          CAPTCHA Image                              

De sua nota para este Texto Perfil do Autor Seguidores: 1Exibido 18 vezesFale com o autor