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Crônicas-->A casa -- 05/05/2018 - 15:05 (Padre Bidião) Siga o Autor Destaque este autor Destaque este Texto Envie Outros Textos
A casa

De lá, lembro quase tudo. Os móveis, a sala, a cozinha, o quintal. Tudo fazia parte do cenário de infância que tardiamente reteve à apenas ao passado. Hoje, levanto um tanto sonolento das ideias e do evangelho Bidiônico que enriquece meu instante paroquial. Quando no confessionário estou, ouço atentamente aos ruídos paroquianos do sagrado templo e imediatamente fito o consciente além de mim. Gerencio as palavras, pois como religioso, sou pesca dor dos meus pecados. Faço a homilia segundo o evangelho de Marte, sem mártir e percebo todos os mártires em seus momentos de lucidez e martírio. E retorno à casa do Pai, com outros móveis, outras pessoas, mas o princípio do ambiente primo permanece. Todos os vãos, articulam-se e confluem rumo ao exterior, outrora quintal agora, o mundo. Vejo sant idades a circular pelas cidades, veiculando suas razões imersas nas verdades de cada qual e me inabilito a julgar qualquer que seja a razão dos fatos. Presumo, como Padre Bidião, haver defesas justificadas por cada ser pela razão em algum momento sentida e absorvida. Não os tenho como modelos de mente para praticar o evangelho Bidiônico, mas contra-argumento as ideias que surgem a cada confissão não confessada. Sou assim, a casa de meu templo onde os que de mim se aproximam têm sede e fome de acolhimento dos seus pecados mais secretos, mais devassos. Por não julgar o mérito do delito, todos se sentem à vontade quando ao meu lado, se encontram.


Palavra da salvação!

Vão à paz e não mais se incomodem com pecados alheios. Eles não são seus.
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