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Crônicas-->Fim de feira -- 12/05/2018 - 07:25 (Padre Bidião) Siga o Autor Destaque este autor Destaque este Texto Envie Outros Textos
Fim de feira

Lembro o período de minha peraltice, quando ainda éramos calça curta na vestimenta e juízo, que ao final da feira corríamos para ver as novidades que haviam sobrado. Quem podia comprar, frequentava a feira e adquiria produtos de melhor qualidade. Assim, sempre chegávamos atrasados ao maior evento semanal da pequena cidade e comíamos sempre pela beirada o que para nós era uma grande festa, mas para os que desconheciam a realidade do lado de cá, era motivo de preconceito. Corríamos por entre as barracas para ver quem encontrava primeiro, algo que servisse para levar para casa desde que os feirantes não fizesse questão. Gostávamos de tripa de porco e bacalhau que à época, era o prato que mais se adequava à mesa do pobre. A mãe, ficava maravilhada quando chegávamos em casa e trazíamos algo para o almoço de domingo que, diga-se seria especial por ser o dia das mães. Enquanto as demais recebiam presentes, ela se contentava em receber o resto de feira e ainda ir para a cozinha preparar o almoço a ela dedicado. Mas criança tem a bondade de sempre ver o lúdico da vida, pois para ela tudo é festa e alegria. A mãe então, preparou aquele almoço e que almoço! Incrível! Tudo o que uma mãe faz é sempre delicioso e enquanto sentávamos à mesa, ela colocava a comida nos pratos. Lembro-me que tinha um certo hábito de após terminar de comer o prato, lançava minha mão no prato dela, sob a alegação de que comida no prato de mãe é sempre mais deliciosa. E é verdade. Comida do prato de mãe e resto de feira são duas coisas mais aprazíveis que há no mundo de uma criança e porque não no adulto que enxerga a vida com o olhar de criança? O fim de feira nem sempre é o fim, mas muitas vezes é o começo de uma nova história de aconchego e carinho.
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