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Crônicas-->O dia em que morri -- 17/05/2018 - 20:25 (Adalberto Antonio de Lima) Siga o Autor Destaque este autor Destaque este Texto Envie Outros Textos

Dois velhos conhecidos  aproximaram-se de mim. Indaguei sobre o que faziam naquele campo santo, onde, de pé, eu também contemplava os túmulos.  
Hoje é sua missa de sétimo dia, respondeu um deles. Não te lembras que capotaste  o fuca branco em Minas Gerais? 

Fiquei besta! 

Sabia do acidente de 1976, mas não sabia de minha morte... 

Dali, andamos por becos estreitos e ruas apertadas até sairmos da cidade dos mortos e alcançarmos um rio de águas cristalinas. Do outro lado, um homem ofereceu-nos pedaços de cana descascada, enfiados num palito, semelhantes àqueles espetos de carne vendidos na rua. A cana era de um doce nunca visto antes e o homem não nos cobrou nada. 

Aqui tudo é de graça — disse ele sorrindo o vendedor. 

Continuamos a caminhada e eis que surgiu uma grande cidade. Entramos numa rua, saímos noutra e por pouco, não cai no abismo. Sem explicação, os caminheiros que me guiavam mudaram o trajeto, evitando que eu entrasse no beco da perdição que dava num meretrício. 

Mais adiante, o sol parecia se por, mas não se punha: o céu vermelho-azulado assemelhava-se ao crepúsculo da última hora e à aurora, no amanhecer... Não muito longe dali, o som de música celestial fazia-se ouvir a uma distância facilmente alcançável.

Rumamos pra lá. 


Entramos num salão em que havia uma mesa com doze lugares e doze anciãos ocupavam as cadeiras. Meu pai encontrava-se no meio deles. Não ouvi do que falavam e se ele me viu, fingiu não ter visto. 

Adiante, tinha uma sala enorme onde a assembléia dos justos participava de um encontro com Jesus e o Pai. Chequei exatamente no momento em que Eles desciam de uma espécie de palco e vieram ao meu encontro. Os dois tinham a mesma feição, mas um parecia ser cronologicamente mais velho. Não vi o Espírito Santo e movido pela curiosidade, fui a um lugar onde miríades de anjos e almas benfazejas adoravam um ser espiritual em forma de pão. 

Passamos por uma porta que dava acesso a um enorme gramado e no alto, uma abóbada salpicada de estrelas. Daquele ponto, tinha-se uma visão completa do universo. Todo cosmo estava abaixo de nossos pés e não havia nem sombra nem trevas. 

Aquele, cujo olhar basta para fazer tremer a terra estava sentado sobre uma nuvem branca como que um Filho do homem, com a cabeça cingida de coroa de ouro. 

Ouvi um coro celeste semelhante ao ruído de muitas águas e ao ribombar de trovão. Esse coro que eu ouvia era ainda semelhante a músicos tocando as suas cítaras. Cantavam como que um cântico novo diante do trono. 

Estou perdido, pensei. Sou um homem impuro, entretanto, meus olhos viram o rei, o Senhor dos exércitos! 

Em seguida, um dos serafins voou em minha direção, trazendo uma brasa viva apanhada do altar e aplicou-a na minha boca. Tendo esta brasa tocado teus lábios, teu pecado foi retirado e tuas faltas apagadas, disse ele. 

Vi também uma grande multidão que ninguém podia contar, de toda nação, tribo, povo e língua; conservavam-se em pé diante do trono e diante do Cordeiro, de vestes brancas e palmas na mão. E todos os Anjos estavam ao redor do trono, e adoravam a Deus, dizendo: “A Deus, toda  honra e toda glória, pelos séculos dos séculos Amem”. 

***
NA
 Está crônica e o relato de um sonho que tive.

 
Adalberto Lima
Enviado por Adalberto Lima em 17/05/2018
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