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Crônicas-->Recordações -- 27/06/2018 - 08:54 (Padre Bidião) Siga o Autor Destaque este autor Destaque este Texto Envie Outros Textos
Em Pilar, meu pai, era comerciante da Loja Palmeira tecidos, localizada na singela rua Dr. José Júlio Cansanção número 29. As portas de madeira tinham várias trancas nas cores verde e amarelo com areia molhada na base para proteger os tecidos dos fogos e evitar incêndio.


Manguaba Lagoa Mãe da nossa gente, chorando a derrota de um Brasil em julho de 1974. Eu, curumim de calção e camisa gola mamãe, nada entendia sobre o choro dos velhos no girador de bolas tantas.


O céu cinzento, pois era inverno na porta e a natureza chorava com a nossa gente. A barbearia do Biu Negrinho com seus cientistas tipo bico doce, laranjeira, se viu misturada em Mafuá e tantos outros discutindo a próxima copa, além de xingar a mãe do juiz. Não entendi o choro dos antigos, pois era menino. Enquanto uns morriam, o futebol sacudia meu Pilar, a pular nas tardes noites de um inverno rigoroso. Era 1974, filho da Alegria de 1970. Pelé e Mané Garrincha estavam nas paredes frias sem reboco no beco das corujas. Gritavam:”Mané! Rogai por nós!” Era tarde e o time alemão campeão.


Meu irmão, no frio Brasil na saudade da mãe que foi ser cidadã alemã.


Esse Brasil de tantas cores e de tantas caras, de uma margem alimentada no caldo do sururu das Alagoas.


As bandeirinhas verde e amarela, a lenha verde chorando na fogueira de São João, a tristeza no coração e a esperança de mais quatro anos de um Brasil campeão de futebol, constituído de tantos Lulas nas peladas e no cinturão da ditadura.


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