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Crônicas-->O entender -- 22/07/2018 - 04:53 (Padre Bidião) Siga o Autor Destaque este autor Destaque este Texto Envie Outros Textos
Entender é o mal do homem. O não entender é divino, pois somente acima da testa entende Deus. Quando tento entender que é o mal entender.

Sem entender, ando a cada passo chão, pois o entender me atormenta seu doutô!!
Vós mê cê ministro da casa de Deus... Amigo dos homens da lei, tem conhecimento então da última tentação de Cristo. A ceia do céu Roma, no qual eles vem no meu frio madrugada, a atiçar a carcaça diabra do meu eu pelejante... Ando descalço nas velhas pedras do meu Apilado Pilar, onde viveu Artur Ramos, médico e humanista, que dos bagres, o bode dera...
Essa terra da vó Maria dos lobisomens zonzos, assim foi desenhado na pena de Palmares do velho Pernambuco, que desaguado na Manguaba lagoa pelas águas do Una, o poeta Nito em solidariedade, sentiu Pilar curumim dos papa Bispos.
Menininho, foi chamado de carcará e amante das letras.
Lambusado de bagre, colocou o caldo do peixe num copo americano com aguardente, liquidado e rasgador de goela abaixo , agitando os microorganismos. Em seguida, falou revolução e da sua gente do engenho velho Pernambuco novo, enquanto o boi urrava no curral da terra nova. Lá estava o poeta pensando ser gente com o terno engomado pelo caldo do suor, mas a alma água nas palavras, animando a dor pescador.
O poeta operando na ideia da Consolação do frevo na caixalota, abraçou na música, o que o som ultrapassa o arco-íris dos desejos humanos. Bicho vira homem, homem vira lobisomem zonzo, consequentemente desmistificou a fera e pintou a caveira do cemitério na arte. Dorus fez uma caneca e colocou cachaça para daí dar vida ao Leão de aço nas fitas amarelas e vermelhas com o sururu da Nega no passo a passo do frevo do meu Pilar apilador...
Pequena com seu tabuleiro de brasileira, corria na frente do jumento do engenho novo, confundida com a jega do jegue. Precisou apressar os passos, senão via fantasmas na luz do dia....
Lá, contos e contos de becos tantos, escutados na barbearia do preto biu e do relojoeiro misturada do cachaceiro BDH e tantos outros de localidades propricias da região, como: Beco do fogo, beco do Consome Homi, Macaxeira, Beco do gancho de priquita, Beco do Morro da macaca. Entre em becos e sai em becos, canta meu Apilado Pilar de outrora !
“Viado é bicho do mato e mato lá faz carreira”, assim dizia Laranjeira verdureira: “Vou me bora pra Capitá, já que o interior é mato e lá só viado faz carreira !” Dava uma gargalhada que estourava os vidros das janelas da igreja de São Benedito. Igreja essa que era onde defunto pobre pousava antes de ser enterrado, já que defunto rico ficava na Igreja da Matriz. Terra de poeta, lobisomens zonzos, e de doidos de atirar pedra na lua, enquanto os doutores advogados chamavam de lunáticos. É grande a quantidade de mentecaptos enrolando a língua na fina flor de da falsidade. Pois é...
Se pescador entendesse o linguajar do tal doutor, premiava com um tapa olho. Na inocência menino, sorria com os falantes sem entender. O entender é o mal e o não entender é divino. Deus não vê e nem entende o homem, porque Deus é éter simplesmente fugaz, foi-se sem entender.
E num é! Sou um Deus na mentira em que fui criado, coloco meu braço ao sol e vejo a olho nu a avenida São João na grande São Paulo em minhas veias a velocidade do meus micros que a boca acelera o tempo terra a caminho da metamorfose.
Sem sol, somos lama, o outro estágio que é relativo.
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