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Crônicas-->Sentidos da madrugada da noviça rebelde -- 14/09/2018 - 08:38 (Padre Bidião) Siga o Autor Destaque este autor Destaque este Texto Envie Outros Textos
Mosteiro Bidionico

Leitura da madrugada: Noviça Rebelde Irmã Caçula, pois todo o mau da Humanidade está na Família...

O verbo respeitar precisa ser flexionado nas diversas pessoas. Cada vez mais está ficando em desuso a integridade física e emocional das pessoas. A começar por casa, onde o verbo em questão deveria ser germinado no coração e nas mentes das pessoas. No mosteiro, mais conhecido como um holoclaustro, a irmã mais nova sofre atentados diários desde a infância contra a sua integridade como ser humano. Por diversas vezes, ela tentou desistir da missão que a ela foi imputado ainda no ventre materno. Vira e mexe, já sente suas forças serem esmagadas pelo peso do concreto do Mosteiro. A Noviça que adentrou no mosteiro devido a vida proporcionada pelos irmãos e por ser da cor branca, ouviu um dia um o seu pai dizer a outro irmão de cor morena clara, que era o xodó do pai. A frase em referência à Caçula, ainda não foi o suficiente para o velho continuar a dizer mais insandises ao outro filho que desejava a cor do irmão e assim concluiu sua linha de pensamento em claro e bom tom: “ Filho, isso é um branco sujo. “
Entre outras e tantas, a caçula desejou ingressar no Mosteiro Bidionico....
Caçula, antenada e silenciosa, soube que sua mãe era a terceira mulher de seu pai. Viviam"amigados" (termo usado na época). A Caçula desejou fazer a primeira comunhão mas nunca realizou porque seus pais não eram casados. “A filha do pecado”, assim comentavam entre os becos, ruas, escolas e a igreja quando a caçula tentava se aproximar das pessoas... “Lá vem a filha do pecado e lá vai a filha do pecado...” A Caçula não entendia, pois era criança na pureza do templo Caçula. Desde então, maculada em sua integridade humana, já não sentia tanta necessidade e interesse em continuar a insistir num desejo cristão da comunhão de pessoas, na infinita misericórdia que deveria existir e do qual lhe fora negado. Sabia que a misericórdia e o respeito que tanto deseja ao ser humano, estava impedindo-a por conta de suas origens. E com isso, foi sendo obrigada a só e apenas resistir por meio de uma resiliência que não sabia de onde tirar. Sentia-se infinitamente melhor, lançada ao mundo de estranhos, pois já não esperava nada além do que um olhar de desprezo por quem deveria ser o primeiro a levá-la ao altar da comunhão, misericórdia e respeito.
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