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Crônicas-->Ano Novo! Lalá quebra o silêncio.... -- 01/01/2019 - 12:41 (Padre Bidião) Siga o Autor Destaque este autor Destaque este Texto Envie Outros Textos
Ano Novo, Lalá quebra o Silêncio...

Ano Novo e as reflexões vem à mente, para tentar melhor desenhar o entendimento da existência e os porquês que nela cabem e liquidificar todas as dores e seus machucados. Entender todos as histórias de vida, começa a partir de nós mesmos, pois além da semelhança que possam existir, compreende-se de forma saudável filtrando-se, e o que sobra é a nossa rede de sustentação, ainda que frágil, mas é o que representa.
Após longos períodos de auto análise no deserto, olhei ao passado para melhor entender e me firmar ao presente. Uma jovem de 15 anos, casa-se sem ao menos ter conhecido o amor. Com dificuldades para engravidar e a cobrança assídua da sociedade, após longas tentativas, consegue enfim, gerar cinco rebentos.
Forma quatro filhos homens e eu, a mulher da “tropa”. Meu irmão mais velho, sempre dera trabalho desde pequeno revelando por meio de comportamentos, toda a agressividade absorvida por nossos genitores. Os demais, por serem os do meio, se “protegeram na plataforma de filhos sanduíches”. Nasci de um parto prematuro e tive que enfrentar todas as dificuldades inerentes à um recém-nascido antes do tempo. Cresci com um estigma de anormal, pois não me sentia encaixada no contexto familiar. Compreendi que dediquei a vida de forma absoluta e completa àqueles que, sempre foram desprovidos de toda a forma de afeto, mas que de minha parte, sempre percebi o quão eles precisavam e disso, nada esperei em reciprocidade. O que me dá uma sensação de completa serenidade. Meu irmão mais velho, sempre deu trabalho aos meus pais, inclusive à minha mãe.
Sempre com dificuldades de interação, desenvolveu um sentimento inóspito em relação à minha presença. Após a morte de nossa mãe, tal sentimento negativo foi ganhando força e por vezes, confesso pensei em desistir da existência, por covardia. Só não o fiz, porque como tudo na vida, existem pessoas e coisas boas que nos acontecem. Uma dessas pessoas, é um irmão, a minha mola propulsora para continuar essa trajetória pelo deserto da (des) humanidade, com meus armamentos de defesa do qual, sem eles não sobreviveria. Sigo nesse deserto de campo minado tendo sempre a árdua missão de procurar a área do chão segura em que possa firmar meus passos. Família é algo sempre além daquilo que se vê o observa de fora. Dela, tudo se origina. Família, família, famílias...
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