Usina de Letras
Usina de Letras
                    
Usina de Letras
54 usuários online

 

Autor Titulo Nos textos

 


Artigos ( 57333 )
Cartas ( 21140)
Contos (12562)
Cordel (9920)
Crônicas (22030)
Discursos (3129)
Ensaios - (10122)
Erótico (13300)
Frases (42583)
Humor (18104)
Infantil (3678)
Infanto Juvenil (2460)
Letras de Música (5460)
Peça de Teatro (1314)
Poesias (137553)
Redação (2898)
Roteiro de Filme ou Novela (1050)
Teses / Monologos (2384)
Textos Jurídicos (1918)
Textos Religiosos/Sermões (4585)

 

LEGENDAS
( * )- Texto com Registro de Direito Autoral )
( ! )- Texto com Comentários

 

Nossa Proposta
Nota Legal
Fale Conosco

 



Crônicas-->Mosteiro Bidiônico: a confissão -- 13/01/2019 - 20:47 (Padre Bidião) Siga o Autor Destaque este autor Destaque este Texto Envie Outros Textos
Mosteiro Bidionico

A Confissão

Numa tarde chuvosa, no sertão de “cabra homi daquilo roxo”, o Sargento Guina com autoridade construída num ambiente do engenho varado da fazenda “Meu Boi”, vivia numa casa grande com alpendre e um porão no subsolo do casarão.
Lá morava o ex combatente Sargento Guina, veio macho que pela manhã tomava leite no peito das cabritas no curral e com 75 anos ainda tomava catuaba com rabo de quati. Tinha uma barba grande que só um pai de chiqueiro. Trocou a mulher por uma da idade da neta, fã de Luiz Gonzaga que cantava balançando na rede: “Remédio para cavalo veio é capim novo”.
Embuchou a menina e dizia aos visitantes: “olha minha saúde!”
Confiante na patente, era um sargento mas recebeu a patente de coronel, pois era um dos maiores fornecedores de cana da região(coronel, foi o título recebido pela usina Brasileiro). Pois bem, militar arrogante...
A esposa, uma mulher lindíssima, Maria Bela que parecia uma Ariana de olhos azuis e branquinha que só leite. Uma verdadeira capa de revista.
Esse senhor, um mangador fino das desgraças alheias, soube um dia que um morador dele levou uma gaia. Era no período de São João. O infeliz sem sorte chorando no pé da fogueira e o sanfoneiro no forró pé de serra tocando aos risos do patrão: “Volta mué!”
E lá vai ele com a cabeça enfeitada. A nêga Laranjeira, rezadeira disse em silêncio:
“Um dia da caça, um dia do caçador... vixi que boca de praga! E nem fechou a boca!”
O Senhor Guina, tinha um afilhado que era um negro jeitoso, alto, forte e educado, formado na faculdade do Recife, advogado e disposto, era o X tudo do engenho Meu Boi. Levava a esposa do patrão para fazer compras. A moça, ficou bem vistosa e começou a enjoar, e um barrigão foi aparecendo. Por sorte dos Deuses, nasceu um menino bem branquinho e parecido com a mãe.
O coronel fez a festa e se mostrou o galo do terceiro dele...
O sócio dele colocava uma dose de sonífero e o veio dormia como uma criança e acordava molinho...Enquanto o sócio ficava com o lanche da bicuda.
A cidade sabia que o veio estava na gaia, mas ninguém tinha coragem de avisar ao militar que o X tudo dele estava dando um calor na alemã dele.
O Zé Pequeno passava a noite toda enfiado até as mangas da camisa na garota do Barbado.
Gemidos deixavam os moradores excitados com o barulho enquanto o corno dormia com os travesseiros. Acordou bambo devido a dosagem e viu o vulto do afilhado fazendo sexo com a mulher dele, e tentou bater na esposa mas o afilhado pegou na mão dele e disse: “Não é o que o senhor tá pensando, ela caiu e vim socorrer, calma meu padrinho.!”
O velho aceitou a situação, agradeceu e pediu desculpas, dizendo a todos: “Esse menino salvou minha esposa.”

Palavra da salvação!

Glória a voz Bidionica na cornolandia!

Vai a Paz de pé e ponta...

Padre Bidião
Comentários

O que você achou deste texto?        Nome:     Mail:    

Comente: 
Perfil do Autor Renove sua assinatura para ver os contadores de acesso - Clique Aqui