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Crônicas-->Saudades de uma escrava sexual -- 13/06/2019 - 21:44 (Lorde Kalidus) Siga o Autor Destaque este autor Destaque este Texto Envie Outros Textos

Sabrina não estava querendo ficar em casa.  Era sexta à noite e ela havia passado a semana enfurnada dentro de um escritório, precisando de algo além do que voltar ao apartamento que aluga com outras duas amigas, que decidiram ficar em casa com os namorados em vez de sair. Ela continuava na eterna caça pelo homem ideal, após ter terminado um relacionamento de dois anos com o último homem que, embora ela preferisse chamar de namorado, era, na verdade, mais um caso que ela manteve por perto em face das noites de sexo que ele lhe proporcionava. Admite que foi o sexo que fez com que ela continuasse com ela durante tanto tempo, mas também que havia sentimento e que ela gostaria que a coisa tivesse ido mais longe do que isso. Houve outro namorado antes deste, que ela conheceu num momento de fraqueza, uma vez que o sexo oferecido por ele nunca havia sido nada de extraordinário. As lembranças ainda são frescas, ela admite que preferia não ter deixado o orgulho falar mais alto e agora se arrepende por ter se afastado e perdido o pouco que tinha daquele homem que a fez sentir preenchida de todas as formas durante tanto tempo.

Pede uma mesa pra uma pessoa e permanece no aguardo. Talvez não vá fazer mais nada hoje, mas, por ora, quer uma boa cerveja e algo saboroso para comer. O ex-namorado toma seu pensamento de tal maneira que ela quase não percebe o tempo que leva para conseguir uma mesa. Fecha o pedido e permanece praticamente alheia ao movimento no bar, tornando-se uma completa refém das recordações que tem do último namorado, amante, seja como for a forma correta de chama-lo. Ela se lembra deter traído o penúltimo namorado com ele durante três semanas antes de finalmente terminar o antigo relacionamento, aproveitando-se que o então corno fazia faculdade à noite após o trabalho e ela tinha estas noites disponíveis. Aos finais de semana, ele estava exausto e ela com os orifícios doloridos pela semana passada com aquele por quem terminou seu relacionamento quando finalmente percebeu que era a melhor coisa a fazer. Realizou-se como mulher, sexualmente falando, experimentando com ele coisas que jamais imaginou ser capaz de fazer e que antes até mesmo considerava vulgares, tornando-se para ele uma puta, uma vadia, uma fêmea tarada e completamente desprovida de qualquer pudor, apta a fazer o que quer que seu macho determinasse.

O garçom traz uma cerveja dunkel alemã, um hambúrguer de picanha incrementado e batatas cobertas com cheddar e maionese caseira. Quando a bebida desce por sua garganta ela não consegue deixar de associar à sensação de frescor à forma como o sexo oral era aplicada pelo antigo parceiro; a forma como ele a colocava de joelhos e ordenava a ela que levasse seu membro à boca, submetendo-a ao ato que era uma metáfora de como ele viria a servi-lo pelos próximos dias a faziam consumir o álcool com maior avidez, que só não era notada por quem estava ao redor porque estavam ocupados demais em rodas de amigos ou casais, cuidando apenas de seus próprios assuntos.

O próprio sabor da comida também parece se associar ao sexo que compartilhava com o ex-namorado que, muitas vezes, como forma de mostrar como havia feito dela uma propriedade, chegava a dividi-la com amigos que, às vezes, a possuíam com ele e, em outras, marcavam um horário, na qual o amante ordenava que ela estivesse pronta e esperando, e que não o decepcionasse. Ela chegou a se perguntar se não estava sendo vítima de algum esquema de cafetinagem do ex, mas acabou deixando o assunto de lado, ao menos por um tempo. A única vez que discutiu o assunto, brigando e exigindo explicações, foi esbofeteada e ele a fez entender quem usava calças naquele relacionamento. Ela, mais por apreciação ao tratamento do que por medo, entendeu seu papel e continuou com ele até que, finalmente, não houve mais interesse por parte do homem, que se afastou sem dar maiores explicações.

Agora ela está ali, uma caneca de cerveja atrás da outra, terminando de consumir seu jantar, dividida entre o sentimento pelo antigo amante e o desejo que a leva a se perguntar se algum estranho interessante o bastante surgiria naquele bar, disposta a novamente fazer dela uma escrava e saciá-la como seu bem dotado ex-namorado, amante, dono ou o que quer que fosse costumava fazer, a ponto de que sua alma fosse finalmente libertada da saudade, embora isso significasse apenas vende-la a ponto de se tornar refém de outra. Enquanto a cerveja gelada desce por sua garganta, ela observa os frequentadores no bar... e espera... 

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