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Crônicas-->O passageiro da chuva -- 29/06/2019 - 21:58 (Pedro Carlos de Mello) Siga o Autor Destaque este autor Destaque este Texto Envie Outros Textos

O Passageiro da Chuva

 

            Escrevo este texto ao som da bela trilha sonora de Francis Lai para o filme “O Passageiro da Chuva”, de René Clément.

            Ontem estava chovendo aqui em Brasília, uma chuva leve. Resolvi entrar no clima. Fiz pipoca e sentei-me em frente à TV para rever o filme “O Passageiro da Chuva”. Havia comprado o DVD há alguns dias (Sim, eu ainda sou daqueles que gostam de comprar DVDs).

            Havia visto o filme pela primeira vez à época de seu lançamento em 1970, 45 anos atrás, portanto. Dele, lembrava-me de poucas coisas: da chuva, do ator principal, Charles Bronson, do título em francês, que adorava pronunciar, “Le Passager de la Pluie”. Já não lembrava mais da trama nem da atriz principal, Claudete Jobert. Mas, de vez em quando, principalmente quando via alguma coisa relacionada à língua francesa, o título em francês vinha à minha mente e eu era impelido a pronunciar “Le passager de la pluie”, com direito ao biquinho no final. Acredito até que essa fascinação contribuiu para que eu, no ano passado, ingressasse na Aliança Francesa para o aprendizado da língua (estou finalizando o terceiro semestre).

            Quis rever o filme, basicamente, por dois motivos: primeiro, por nostalgia; segundo para tentar entender se o que fora um filme bom para mim à época resistiria a uma nova avaliação.

            Devo ter visto o filme no cinema da pequena cidade do Rio Grande do Sul, Faxinal do Soturno, onde morava à época, em 1970 ou 1971. O cinema, grande atração da região, fechou há muito tempo, quando da popularização dos aparelhos de vídeo-cassete e das locadoras de filmes, hoje também já ultrapassados por novos veículos, ainda que as salas de cinema tenham se revitalizado, principalmente, as localizadas em grandes shoppings centers. Eu tinha 18 ou 19 anos, então. Que prazer era ir ao cinema. Não que hoje não seja, mas à época tinha um sabor especial, presente as poucas opções de uma cidade do interior e, também, dos poucos recursos tecnológicos então disponíveis, isto é, quase nada. Nem sonhávamos ainda com a Internet ou com telefones celulares, por exemplo.

            Minha dúvida principal em relação ao filme era quanto à atuação de Charles Bronson. Como poderia ter sido bom um filme com o brutamontes que estrelou “Desejo de matar 1, 2, 3, 4 e 5” e “À queima roupa 1, 2 e 3”? Mas, surpresa! O diretor René Clément, extraiu o melhor de Charles Bronson, ainda que o seu sorriso de gato funcione quase que uma máscara. O ator norte-americano, que representa um americano, Harry Dobbs, fala francês no filme, e, coisa rara, bem. No jogo de gato e rato com Mélancolie, personagem de Marlene Jobert, fica difícil afirmar quem atua melhor. Um belo trabalho dos dois, sem dúvida.

            Quanto à trama do filme, é muito bem elaborada, complexa, é verdade, mas carregada de suspense, ainda que suave, e focada nos desdobramentos psicológicos de Mélancolie, até o seu desfecho.

            Gostei muito do filme, de novo. Tanto que até tive a vontade de escrever este texto. E, com isso, mais uma vez, minha mesa continua bagunçada, com papéis, recortes e livros esperando o tempo da organização.

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