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Cartas-->DO FUNDO DO BAÚ -- 30/04/2012 - 14:07 (Dalva da Trindade S. Oliveira (Dalva Trindade)) Siga o Autor Destaque este autor Destaque este Texto Envie Outros Textos
Número do Registro de Direito Autoral:133581086793850200

DO FUNDO DO BAÚ

 

Inicialmente eu peço que não estranhe a minha maneira de redigir. Se você me conhece um pouco, deve e pode considerar esquisitice que hoje eu escreva assim.

A noite chegou e senti vontade de pensar um pouco a respeito de tudo; talvez essa reflexão interesse a você.

Vai começar o jogo... Contagem regressiva: 9, 8, 7, 6, 5... Uma pausa para o nosso comercial...

Pinçarei versos  da poesia “O mais-que-perfeito”, de  Vinícius de Moraes.  Ela começa com a maestria peculiar do “Poetinha” querido:

 

“Ah, quem me dera ir-me

Contigo agora

Para um horizonte firme

(comum, embora...)

Ah, quem me dera ir-me!”

Desculpe-me se não continuo com a poesia, mas os comerciais geralmente são assim! O ruim é que são interrompidos, às vezes, para iniciar um programa que não nos agrada.

Uma viagem após os comerciais seria ótima, se pudéssemos realizar os desejos que eles insinuam. Você tem certeza de que conseguiria isto, viajando?

Situar-me-ei  como um examinador..

“Um horizonte firme, comum.”- Haverá essa perspectiva? Aparentemente, essa aspiração não está sedimentada em belos e confiáveis pilares.

“Sempre” – Essa palavra pode simbolizar uma eternidade, para alguns, mas o que é eternidade? Muitos consideram que um minuto pode ser eterno. A pretensão é passar  esse minuto, ou uma vida (sem metáfora) na companhia do que tanto busca?

“Sem precisar dizer-te jamais: cuidado.” – Isso não é difícil? Só a frase já bastaria como alerta, mas a pergunta é feita no intuito de azucrinar, mesmo. Quando alguém me dá a chance de franqueza, prefiro agir assim.

Nem sempre a realidade reflete os sonhos que criamos ao ler um livro, ou ao ver uma história bonita em um filme. Pode haver alguma semelhança, mas há dissonância também, e nem sempre conseguimos arcar com as consequências dela.

Alguns referenciais que adotamos trazem  exemplos embutidos de pessimismo. Outros, mesmo quando as dúvidas ou as dificuldades surgem, ainda revelam um protótipo de comportamento que orienta a lutar por aquilo que se deseja, e a continuar o esforço durante o período de convivência com os frutos da conquista.

Quando batalhamos para alcançar um objetivo e nos acomodamos logo depois, o esforço não foi substancial. Mesmo que haja uma relativa tranquilidade, não existe segurança  suficiente que evite “cuidado”. Algum dia ele se fará presente, gerado pelo medo de uma decisão que era necessária e foi relegada por comodidade.

Alguém disse que a lógica é irresponsável, mas falsa. A opção pelo caminho a seguir pode parecer falsa por não corresponder ao que desejamos ou nos parece o mais acertado, porque vislumbramos uma escolha melhor.

A ilusão inflexível é pior. Nós nos libertamos de tantas coisas que, à sua época, eram importantes em nossa vida, mesmo quando eram prejudiciais!

O futuro faz parte dos nossos anseios, da nossa imaginação; o passado é o efeito visível do tempo. Amanhã será passado o que escrevo agora. O futuro dependerá do presente que vivemos.

Não é só por brincadeira ou por divertimento que empreendemos uma viagem. Por mais simples ou difícil que ela seja, é essencial tomarmos decisões. Na vida é fundamental procedermos assim.

Há um limite para a ilusão. Há, também, o dever e o direito de concretização dos bons sonhos que dão um sentido justo à nossa vida.

 

Dalva da Trindade S. Oliveira

(Dalva Trindade)

30.04.2012

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