Usina de Letras
Usina de Letras
   
                    
Usina de Letras
85 usuários online

 

Autor Titulo Nos textos

 


Artigos ( 55233 )
Cartas ( 21066)
Contos (12158)
Cordel (9594)
Crônicas (21296)
Discursos (3112)
Ensaios - (9914)
Erótico (13140)
Frases (40130)
Humor (17564)
Infantil (3567)
Infanto Juvenil (2310)
Letras de Música (5416)
Peça de Teatro (1311)
Poesias (135864)
Redação (2879)
Roteiro de Filme ou Novela (1035)
Teses / Monologos (2375)
Textos Jurídicos (1913)
Textos Religiosos/Sermões (4226)

 

LEGENDAS
( * )- Texto com Registro de Direito Autoral )
( ! )- Texto com Comentários

 

Nossa Proposta
Nota Legal
Fale Conosco

 



Cartas-->ENCONTRO DAS ÁGUAS- QUINTINO CUNHA -- 26/10/2011 - 14:03 (Ana Zélia da Silva) Siga o Autor Destaque este autor Destaque este Texto Envie Outros Textos

Biografia

Quintino Cunha

O poeta Quintino Cunha nasceu em Itapagé, Ceará, em 1873 e faleceu em Fortaleza, em 1943. Emigrou para o Amazonas durante o ciclo da borracha onde passou a publicar seus textos nos jornais locais da época. Foi com o poema "Encontro das Águas (abaixo) que o poeta ficou mais conhecido. Em sua terra natal é considerado um notável poeta, conforme a ampla informação disponível na Internet.

Encontro das Águas (Rios Negros e Solimões)

Vê bem, Maria, aqui se cruzam: este
É o rio Negro, aquele é o Solimões.
Vê bem como este contra aquele investe,
Como as saudades com as recordações.

Vê como se separam duas águas,
Que se querem reunir, mas visualmente;
É um coração que quer reunir as mágoas
De um passado as aventuras do presente.

É um simulacro só, que as águas donas
Desta terra não seguem curso adverso.
Todas convergem para o Amazonas,
O real rei dos rios do universo;

Para o velho Amazonas, Soberano
Que, no solo brasileiro, tem o Paço;
Para o Amazonas, que nasceu humano,
Porque afinal é filho de um abraço!

Olha esta água, que é negra como tinta;
Posta nas mãos, é alva que faz gosto;
Da por visto o nanquim com que se pinta,
Nos olhos, a paisagem de um desgosto.

Aquela outra parece amarelaça;
Muito, no entanto, e também limpa, engana;
É direito a virtude quando passa
Pela flexível porta da choupana.

Que profundeza estraordinária, imensa,
Que profundeza mais que desconforme!
Este navio é uma estrela suspensa
Neste céu d´água, brutalmente enorme.

Se estes dois rios fôsssemos, Maria,
Todas as vezes que nos encontramos,
Que Amazonas de amor não sairia
De mim, de ti, de nós que nos amamos...

_____________

Bibliografia:

Kruger, M.F.A. Introdução à poesia no Amazonas - com apresentação de autores e textos. Rio de Janeiro, 1982.


Página da seção de Literatura do Amazonas
do site de Rosa Clement
Nota- O poema ENCONTRO DAS ÁGUAS, do poeta cearense QUINTINO CUNHA, que morou em Manaus, descreve em versos a maravilha que faz a natureza bela e que querem destruir com um porto. Leiam de minha autoria- UM GRITO NO ESPAÇO! (encontro das águas) e RIO NEGRO de Paulino de Brito, também amazonense e finalmente MANAUS! 342 ANOS. Ana Zélia

Comentários

O que você achou deste texto?       Nome:     Mail:    

Comente: 
Informe o código de segurança:          CAPTCHA Image                              

De sua nota para este Texto Perfil do Autor Seguidores: 23Exibido 1548 vezesFale com o autor