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Cartas-->A VIÚVA E O SACRISTÃO. (Alcachofra) -- 31/03/2013 - 12:29 (Ana Zélia da Silva) Siga o Autor Destaque este autor Destaque este Texto Envie Outros Textos

A viúva e o sacristão. (Alcachofra)
Ana Zélia

“Os homens são como alcachofra. Trocam de folha a cada dia e de flor a cada instante”.

Sonhos! O que fazemos para não morrer. Sonhamos! Sonhamos!...
Buscamos na ilusão a verdade que não existe. O PERDÃO!...
A viúva após tantas lutas parece aprendeu a lição.
Ela tentara tudo, tanto. Apaixonou-se, enfrentou diabos soltos,
megeras disfarçadas de irmãs descobrira até que amara um pusilânime.
Um homem que não tinha coragem de dizer a ela que a amava.
Altiva tentou decifrar o enigma, o teorema como ela o chamara.
Era muito difícil. Eros flechara errado, amamos sempre pessoas diversas.
 

“ Deus não ocupa duas casas quando pode ocupar uma apenas”, isto
Aprendera quando criança, na verdade parece que Ele estava ocupando quartos separados.
Nada os unia e ela o amava. Pobre viúva! Pensara ser esperta, a realidade
a tornou boba, após certa idade, as lobas são dilaceradas, mortas,

condenadas ao degredo da solidão. Isto de viúva voltar a casar só na televisão onde os contos de fadas acontecem.

A realidade é fria. Frente a tudo que acontecia ela fez uma reflexão:
O que em verdade queria? Um companheiro, alguém que dividisse com ela problemas,

preocupações, amor, atenção? Até mesmo a solidão ou um homem que a fizesse ter certeza

de que não morrera que permanecia viva,

gente, carente, humana. Um estopim, uma explosão.
Antes tudo era diferente, quando passava levava os homens à loucura.
Seria a uva que virou abacaxi? Ou teriam os homens mudados?
Aprendera que eles são como alcachofra. Trocam de folha a cada dia e de flor a cada instante.
As mulheres são como cobras. Mudam de pele de sete em sete anos e se vão.

Olhava o passado, homens bons, pacatos, se tornam alcoólatras,

engordam numa metamorfose se tornam verdadeiras baleias ambulantes,

outros passam a ser violentos, feitores, assassinos frios, sem alma, amores.
Pior de tudo são os que tornam bobos destruindo lares, esposas, namorando jovens adolescentes, se passando.
Namoram Deus e o mundo. Um rabo de saia e lá se vão. O que ela queria afinal?
A realidade mais cruel a um ser vivo é a rejeição. Ela sofria na pele isto,

amava e os homens fugiam dela, como se ela fosse ladra, alguém com AIDS, lepra.
Nas horas difíceis busque o espelho diziam os sábios, assim fizera ela.
Refletida a imagem via que permanecia jovem apesar dos anos, era bonita, atraente,

mantinha o brilho do olhar, brilho que o tempo não conseguiu matar. Ainda se achava inteligente.
Por que não era amada? Quem sabe a resposta estivesse dentro dela.
Tornara-se exigente. O mundo a havia ensinado tantas coisas. Era independente,

não aceitava ser passarinho preso em gaiola à espera da comidinha que lhe dava o marido.

Quem sabe estivesse aqui a verdade que ela teria que mudar para voltar a ser amada.
Quantas mulheres sofriam do mesmo mal que ela.
Ah! Mulher! Viva!Acredite que os homens só enchem barriga nove meses.
Faça um círculo a seu redor e olhe os pontos negros. Há crianças morrendo de fome, frio, ao relento. Órfãos de pais vivos.
Há enfermos esquecidos nos hospitais à espera de uma visita, palavra amiga.
Mesmo que infelizmente haja alguns que renunciam estas visitas. Como é bom ser lembrado nestas horas pelos amigos.

Graças a Deus são exceções e pobres de espírito, demonstram o que são.
A velhice exila, retira do convívio jovens que não morreram, nem se tornaram velhos na alma.

Os asilos estão repletos de um presente, esquecido no passado.
Os homens matam em nome da paz. Esqueceram Deus, não sabem rezar, orar, pedir, agradecer, amar,

porque só a fé em Deus nos faz acreditar no hoje, no amanhã,
 

Só a fé nos ajuda a permanecermos vivos.
Meditemos. (05.08.1995)
xxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxx
Nota da autora- A viúva e o sacristão. Fez parte de toda a programação do Momento Poético.

Com as crônicas conseguia dar um recado mais aprofundado do ser humano.
Manaus, 01 de abril de 2013.






 

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