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Cartas-->DIALOGANDO COM MEUS PAIS -- 09/09/2013 - 00:19 (Dalva da Trindade S. Oliveira (Dalva Trindade)) Siga o Autor Destaque este autor Destaque este Texto Envie Outros Textos
Número do Registro de Direito Autoral:145315698715760000

DIALOGANDO COM MEUS PAIS

 

Bom dia meus pais, Otília e Otaviano!

A sua bênção, Mainha!

A sua bênção Painho!

 

Com a ajuda principal de Deus, quase tudo que sou e que chama a atenção dos outros, ou me norteia as atitudes é fruto do que vocês me ensinaram.

O desapego (desde os onze anos), a saudade, a honestidade, a sensibilidade, o Amor que sempre perdoa porque o coração é grande, a doação, suportar a dor com dignidade, cair e levantar sempre, o amor com os filhos, a defesa dos direitos, dos sonhos e da liberdade.

 

Vocês me ensinaram a lutar sempre, a não desistir da luta e da alegria de viver.

 

Continuo brigona, continuo sonhando, continuo acreditando em Deus, continuo amando vocês.

 

Persisto mantendo a alegria, mesmo depois de qualquer dor, como a minha mãe. Permaneço sorrindo, cantando, rezando, combatendo para me defender e, também, tendo meus momentos “Deprê”, outros de “Passiflorine” e “dores no peito” – mais sentimentais do que físicas – como a minha mãe.

 

Prossigo escrevendo tudo em todo papel ou caderno que encontro, como a minha mãe, e agora também no computador. Persevero lendo tudo que encontro, como o meu pai sempre fez e me estimulou a fazer: são poesias, sonhos, momentos alegres e tristes, ‘segredos’ e bobagens de pequena importância. A semente germinou e continua produzindo frutos.

 

Insisto ainda em dizer que não tenho medo quando, na realidade, sou mais frágil e preciso de mais carinho e amor do que demonstro.

 

Meus pais, vocês me ensinaram a ser “forte”, a ser “fria” algumas vezes, a “agredir” para me defender, a ter “orgulho” do que é necessário, sem me tornar presunçosa. Educaram-me  para agregar amizades e respeitar as pessoas. Transmitiram-me, com o exemplo,  “ter” a idade dos meus filhos para entendê-los. E tantas coisas mais...

 

Sabe, Mainha! Sabe, Painho! Eu teria tanta coisa para dizer sobre tudo que aprendi com as lições de vocês que eu sinto culpa em não poder falar tudo neste momento.

 

Consegui – só Deus sabe como – realizar um desejo especial de cada um de vocês:

Viver quase sempre em uma “ponte terrestre”, deslocando-me entre duas cidades que vocês pensavam em morar algum dia. Uma – a de minha mãe – foi onde o meu trabalho e a minha família mais viveram a realidade; foi aonde aprendemos a lutar pela sobrevivência sem esperar muito retorno de afetos externos, embora ela tenha seus encantos. A outra cidade, meu pai, você me ensinou a amar e caminhar por ela desde pequenina e nela estudei, também trabalhei, tenho amigos, um cantinho que abriga todos os seus descendentes, o nosso mar – nossa paixão – e estamos sempre sob a proteção do “seu” e Nosso Senhor do Bonfim.

Além disso, continuei amando e voltando ao nosso cantinho no pé da linda Serra do Orobó, na cidade onde nasci e que é parte de mim, com toda a gente que sempre valorizamos e que nos respeita até hoje.

 

Obrigada, Mainha. Obrigada, Painho. Amo muito vocês... De paixão.

O Espírito Santo de Deus abençoe vocês!

 

        Dalva Trindade S. Oliveira

            (Dalva da Trindade)

08.06.2003 – Domingo de Pentecostes – Festa do Espírito Santo

            Editado em 08.09. 2013

Comentários

Dalva da Trindade  - 22/04/2015

Daniela Fernanda Ferreira da Silva Sousa, fiquei tão feliz recebendo esse comentário de uma prima que não sei, sequer, onde vive hoje. Sim, querida, nossa família te mesmo essas características que, descrevendo um, alguém mais sempre se encaixa. ... RAÍZES QUE NOS ORGULHAM, você tem razão. Muito obrigada, de coração. Estive em janeiro com suas tias Maria Isabel e Valmira, e com seus primos de lá. Um enorme abraço.

daniela fernanda ferreira da silva sousa  - 22/04/2015

É muito bom poder ver como me descreve brigona e ao mesmo tempo muito bondosa,é muito bom saber o quanto minha familia e amada e que nesse mundo a pessoas que tem orgulho de suas raizes,vamos manter esse vinculo de geração a geraçao que Deus nos abençõe sempre.estou me sentido muito feliz sou neta do Manoel Ferreira de Sousa Filho

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